6.
“
Shakespeare é Deus
“, declara em
Shakespeare: A Invenção do Humano
, argumentando que as suas personagens são tão reais como pessoas de carne e osso e que contribuíram para moldar a nossa própria perceção daquilo que significa ser humano.
7.
Na obra
The Book of J.
(1990), declarou que algumas partes da Bíblia foram escritas por uma mulher, adiantando que poderá ter sido Betsabé, mãe de Salomão. Referia-se, frequentemente, ao Deus do Antigo Testamento como uma das mais fantásticas personagens ficcionais.
8.
No ensaio
A Angústia da Influência
(2011), apelidou-se de epicurista que não reconhecia poder superior ao da arte.
9.
A sua resistência à cultura popular era empática mas não absoluta. Apreciava o grupo rock
The Band
e o
Rev Jimmy Swaggart
, e outros televangelistas, fascinavam-no. Chegou a confessar, em 1990, em entrevista à Paris Review, que assistia à MTV, esclarecendo que esta oferecia uma “
visão real do que o país precisava e desejava”
. “
É particularmente estranho e maravilhoso
“, acrescentou.
10.
Entre os autores portugueses que apreciava, encontram-se Camões, Pessoa, Eça de Queiroz e Saramago – que apelidou de “
o mais dotado ficcionista vivo no mundo
“, na sua obra
Génio
. “
Quando leio Saramago sinto-me como Ulisses tentando prender Proteu, o deus metamórfico do oceano; ele passa o tempo a fugir
“, declarou, em 2001, numa conferência, em Lisboa. Sobre
Os Maias
disse tratar-se de “
um dos mais notáveis romances europeus do século XIX
“, comparando-o com os maiores romances da história literária europeia.