Para Lá do Muro, da historiadora e jornalista alemã Katja Hoyer, abre espaço para uma parte muitas vezes ignorada do século XX alemão: o outro lado do muro. Quando pensamos na República Democrática Alemã (RDA), desaparecida aquando da queda do Muro de Berlim, deparamo-nos tendencialmente com uma visão exclusivamente negativa, truncada da complexidade vivida pelo povo da Alemanha Oriental. As quatro décadas de história desta nação colapsam perante o consenso estabelecido sobre a sua unificação com o Ocidente.
O livro de Katja Hoyer, editado em Portugal em 2025 (Vogais), oferece-nos algo diferente. Através de anos de investigação e inúmeras entrevistas, a autora arrisca abrir o diálogo sobre um outro lado da História — sem com isso descurar a dura realidade da ditadura e dependência de Moscovo. Segundo Katja, é tempo de intregar a experiência desta história no “mosaico da Alemanha”, um país que nunca foi homogéneo.
A queda do muro de Berlim e a Alemanha do pós-guerra solidificaram-se na cultura popular numa narrativa homogénea. Se tivesse de apresentar a República Democrática Alemã (RDA) a uma nova geração de leitores, que elementos destacaria sobre este país desaparecido?
O que tentei fazer neste livro foi tentar mostrar o país na totalidade, o que nem sempre é fácil de fazer: estamos a falar de quatro décadas de história e uma cultura distinta, um modo de vida próprio, a ditadura, a polícia secreta… Já foi difícil incluir tudo num livro, a história toda. Mas gostaria de destacar a nuance, tanto há aspetos positivos como negativos e muita coisa entre os dois. Temos de afastar-nos desta ideia simplista da RDA como “Stasilândia”. Não acho que seja satisfatório explicar 40 anos de história alemã com apenas essa palavra ou esse lado da sua história.
No prefácio, a Katja descreve o momento em que Angela Merkel rejeita a ideia de o seu passado na RDA ser um “lastro”. Este desabafo da chanceler, após 16 anos de silêncio estratégico, ressoa consigo? O desejo de “limpar o nome” da experiência vivida por 16 milhões de pessoas foi uma das motivações subjacentes à escrita deste livro?
Ressoou comigo o facto de ela ter dito isso. Pensei para mim mesma que se ela sente que a sua história foi reduzida a uma ideia de ‘lastro’, um fardo pesado do qual tem de se desfazer, o que quer dizer nesse discurso é “isto são 35 anos da minha vida nos quais vivi na RDA, descartar toda essa parte da minha vida, só com essa palavra, não pode ser”. Se ela se sente assim ocupando o mais alto cargo político do país, como é que se sentem os restantes 16 milhões de alemães de Leste que lidam com este estereótipo diariamente, até quando veem, por exemplo, um programa de televisão? É, sem dúvida, parte da razão pela qual quis escrever este livro, por sentir que há muitas pessoas cuja história ainda não foi contada na íntegra e “a cores”. Que tem sido sempre uma história a preto e branco acerca de viver sob uma ditadura, independentemente, como diz Angela Merkel, das experiências positivas e negativas de cada um. O outro aspeto é que eu própria nasci na RDA, apesar de ser uma criança pequena nesse período: tinha apenas quatro anos quando o Muro de Berlim caiu. Então, para mim, há uma curiosidade em voltar a esta realidade, que existiu e de onde é suposto eu ter vindo, mas que já não está lá, e olhar para ela do ponto de vista da adulta e historiadora que sou hoje.
Como disse, a palavra “lastro” sugere algo pesado e supérfluo que deve ser descartado para poder seguir em frente. Porque é que, 30 anos após a reunificação, tantos alemães orientais ainda sentem que a sua identidade e conquistas são tratadas como um peso morto pela Alemanha unificada?
Acho que a Alemanha tem uma maneira muito própria de pensar na História, uma abordagem quase pedagógica. E por isso, trata a RDA como algo que deve servir de lição, como exemplo de algo que não devemos repetir. É uma das duas ditaduras alemãs, sendo a outra o regime Nazi. Então esta História é reduzida ao que podemos aprender com a RDA, de uma forma negativa. No entanto, para quem a viveu não existem apenas aspetos negativos, mas também positivos, e certamente muita nuance entre os dois. Por exemplo, quando as pessoas dizem que, apesar da insatisfação que sentiam com o regime, tinham amigos, ouviam música, iam de férias, tinham um dia a dia que não era completamente moldado pela ditadura. Havia autonomia, e havia uma cena cultural enorme na RDA. Havia censura, sim, mas também muita liberdade em serem atribuídos recursos pelo Estado, em grande quantidade, para o financiamento da cultura. E não definiam palavra a palavra o que tinhas de escrever, se fosses, por exemplo, o diretor de um teatro. Penso que este lado está ausente quando apenas se olha para a história para identificar as lições negativas que podemos tirar dela. Enquanto historiadora, essa abordagem deixa-me desconfortável, não é esse o meu papel, não sou uma professora. Sou alguém que descobre o que aconteceu no passado, e tenta relatá-lo o mais rigorosamente possível. Há muitos alemães orientais que sentem que a sua história foi reduzida a uma lição, enquanto para eles é muito mais: foi a sua vida, e querem que os seus filhos e netos, e as gerações futuras, se lembrem de como foi vivida na realidade.
Sabe se esta perspetiva é mencionada nas aulas de História, no currículo escolar alemão?
Sim, hoje em dia é. Quando eu andei na escola, a seguir à queda do Muro de Berlim, aprendíamos sobre o regime nazi três vezes ao longo dos anos nas aulas de História, não havendo assim tempo suficiente para cobrir o pós-guerra. Chegávamos a 1945 e simplesmente acabava o tempo. Quando falo com pessoas da minha idade, é isso que dizem, que parece que a história acabou em ’45. Isso mudou, existe tempo no programa curricular dedicado à história da RDA. Mas como a Alemanha é uma república federal, com 16 estados, cada um com o seu próprio sistema de educação, cada um interpreta à sua maneira, não é uniforme. Por isso, as pessoas aprendem sobre este assunto com diferentes níveis de complexidade. Muitas vezes, é um acrescento no final do programa, e pode parecer, por vezes, um pouco apressado.
"Acho que a Alemanha tem uma maneira muito própria de pensar na História, uma abordagem quase pedagógica. E por isso, trata a RDA como algo que deve servir de lição, como exemplo de algo que não devemos repetir."
No livro, refere também que os alemães ocidentais viram 1945 como o seu recomeço, a “hora zero”, com a História da RDA a persistir como uma anomalia. Diria que a reunificação de 1990 foi, na verdade, uma absorção do Leste pelo Oeste, e não um encontro de duas histórias iguais?
Sim, acho que foi esse o caso, e não é uma questão de opinião, foi essa a abordagem que adotaram na altura. Eu descrevo no livro como, mesmo nas negociações da unificação em 1990, o líder da delegação da Alemanha Ocidental diz aos alemães de Leste: “Olhem, nós temos um sistema que funciona. Vamos só assumir que vocês foram excluídos desse sistema durante 41 anos, e agora vão ter acesso, podem juntar-se… mas não quer dizer que estejamos a criar algo novo.” Houve uma discussão muito breve sobre isto, porque tecnicamente a Constituição da Alemanha Ocidental, tal como a Constituição da Alemanha Oriental, foi um documento temporário. Era suposto que se dissolvesse quando a Alemanha se reunificasse e tivesse a sua soberania de volta, para que o povo pudesse conceder a si mesmo uma nova constituição. Tecnicamente era essa a ideia que iria guiar este processo, mas na prática a Alemanha Ocidental muito rapidamente assumiu que o que tinha era o que funcionava. E foi basicamente isso que aconteceu, uma união. Não lhe chamaria uma anexação como algumas pessoas têm feito, porque isso implicaria que foi feito contra a vontade do povo da Alemanha Oriental. Não acho que seja esse o caso. As pessoas votaram na eleição de 1990, a primeira eleição livre desde várias gerações atrás, em partidos que queriam uma reunificação rápida, sob esta ideia de a Alemanha de Leste se juntar à de Oeste. Ainda hoje me irrita profundamente, enquanto alemã de Leste, que os estados orientais que se juntaram ao sistema alemão ocidental sejam chamados de ‘novos estados alemães’. Mesmo depois de 35 anos, as pessoas referem-se ao Leste do país desta forma. E isso mostra que foi algo acrescentado, em vez de uma unificação no sentido literal da palavra.
É difícil, quando mais de 30 anos já passaram e as pessoas ainda veem as coisas desta forma… ainda vai demorar algum tempo a desconstruir a mentalidade do outro lado da Alemanha, talvez.
Acho que sim, mas, por outro lado, espero que haja uma nova geração de pessoas que, como eu, eram crianças quando isto ocorreu, ou ainda mais novas, nos seus trintas, que cresceram num país reunificado. Tenho esperança de que tenham uma certa distância: não cresceram no lado Oriental com essa parcialidade, ou num Ocidente onde lhes é dito que o outro lado é o inimigo, a ser derrotado. Acho que o facto de termos ultrapassado isso — espero eu — enquanto geração, me permite ser otimista, crer que as pessoas podem agora olhar para a História de uma forma mais desapegada e por isso, talvez, mais racional e calma. E olhar para o futuro também, e pensar no que fazer com essas duas Histórias daqui para a frente.
"(...) tecnicamente a Constituição da Alemanha Ocidental, tal como a Constituição da Alemanha Oriental, foi um documento temporário. Era suposto que se dissolvesse quando a Alemanha se reunificasse e tivesse a sua soberania de volta, para que o povo pudesse conceder a si mesmo uma nova constituição."
Também argumenta que a RDA não foi apenas um satélite soviético meramente passivo. De que forma é que os alemães de Leste conseguiram moldar uma identidade especificamente alemã, apesar da vigilância constante e dependência direta de Moscovo?
Surpreendeu-me bastante, quando comecei a investigar, a forma como a relação entre a Alemanha de Leste e a União Soviética foi oscilando ao longo do tempo. Havia sempre uma certa admiração, ao nível das elites, pela União Soviética como o Estado “irmão mais velho”, da mesma forma que a Alemanha Ocidental olhava para os Estados Unidos. Não creio que esta admiração tenha penetrado de forma mais aprofundada na população em geral, porque, obviamente, também tinham sido derrotados e conquistados pela União Soviética na Segunda Guerra Mundial. Na mentalidade de quem combateu na Segunda Guerra, a experiência era de enorme violência e oposição, de vê-la como o inimigo. Esta conjuntura criou desde logo alguma tensão. As elites comunistas diziam à população “tudo o que vos aconteceu foi culpa vossa: atacaram a União Soviética, por isso era inevitável que ela respondesse — parem de se queixar”. Já existia, portanto, um fosso entre a narrativa oficial e a perceção popular. Posteriormente, os próprios líderes comunistas começam a resistir a políticas soviéticas.
Temos, por exemplo, Walter Ulbricht, líder da RDA durante as duas primeiras décadas, que era bastante arrogante — de uma forma muito “alemã”, digamos — na sua observação de que a Alemanha de Leste tinha os níveis de vida mais elevados do mundo comunista. Claro que não eram comparáveis com os da Alemanha Ocidental, mas eram muito superiores aos do Bloco de Leste e até aos da própria União Soviética. Era comum o Walter Ulbricht dar sermões aos líderes soviéticos quando estes visitavam a RDA, dizendo-lhes: “Olhem à vossa volta, a nossa população tem comida, tem habitação decente, tem creches…” Chegou mesmo a sugerir que fossem enviados conselheiros alemães para outros países do Bloco Soviético, para os instruir — o que não caiu nada bem em Moscovo.
Mais tarde, em 1985, quando Gorbatchov chega ao poder na União Soviética e inicia imediatamente as reformas de liberalização, na RDA dá-se o contrário: os líderes insistem em manter o sistema ditatorial como estava. Isto explica, parcialmente, a explosão de protestos nas ruas em ‘89: enquanto noutros países havia mudanças, a liderança da Alemanha de Leste mantinha-se inflexível e comprometida com a conservação do regime antigo. Havia, então, bastante divergência nos interesses, evidente também na relação com a Alemanha Ocidental, com quem a RDA vê uma oportunidade de interação económica, procurando tirar proveito da sua prosperidade. Isto não agradava à União Soviética, que preferia manter a separação clara, e lidar com cada lado individualmente. Era conflituoso, por exemplo quando Erich Honecker quis fazer uma visita de estado oficial à Alemanha Ocidental, para consolidar o seu estatuto como líder da Alemanha Oriental, e os soviéticos impediram que isto acontecesse. Era uma relação interessante: havia admiração, mas também resistência.
Para as gerações que nasceram sem nunca terem visto o Muro, como é que o seu livro pode ajudar a desafiar os preconceitos legados pela Guerra Fria?
Espero que o livro introduza mais matizes na forma de olhar para este passado. Que mostre que é possível manter duas ideias distintas em simultâneo na nossa cabeça: existiu a Stasi, existiu opressão, foi uma ditadura — isso está tudo no livro. Mas também havia um mundo de música e teatro muito distintos, e de vivências no dia a dia. Tudo isso faz parte desta história. Espero que as novas gerações achem mais cativante explorar essa complexidade do que, por exemplo, ver um documentário em que é evidente desde logo a conclusão a que vai chegar, com uma mensagem sobre como se devem comportar hoje, baseada numa pré-seleção da História que se encaixa nessa narrativa. O meu livro não faz isso, e espero que, ao mostrar esta realidade por completo, permita que os leitores se relacionem de forma diferente com o passado. Escrevi o livro em inglês porque vivo no Reino Unido, mas foi publicado na Alemanha e tornou-se um bestseller. Muitos jovens alemães, incluindo do lado Ocidental, disseram-me que foi a primeira vez que se interessaram por este tema, pois estavam cansados das abordagens simplistas que ouviam na escola e na televisão. É isso que espero a longo prazo, que o livro exista nas bibliotecas e permaneça nas listas bibliográficas das universidades, e ofereça um ângulo diferente do consenso atual. Tentei escrevê-lo de forma acessível, para que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento prévio, possa pegar no livro.
É notável ter havido essa aceitação generalizada do livro.
Devo acrescentar que houve um grande debate em torno do livro na Alemanha. Recebi críticas de pessoas que escrevem sobre este período, e que me consideram demasiado “branda” com a RDA. Eu não concordo… o livro mostra claramente a repressão da Stasi, a interferência profunda na vida das pessoas. Por exemplo, o meu pai foi desencorajado de casar com a minha mãe porque ela tinha familiares na Alemanha Ocidental. Havia um controlo constante e penso que não o minimizei. Mas algumas pessoas, sobretudo antigos dissidentes, sentiram apreensão com esta abertura do tema. Há, por exemplo, capítulos inteiros sobre políticas de género, arte ou juventude — houve o receio que pudessem ser lidos isoladamente, correndo o risco de suavizar demasiado a perceção do regime na RDA. Portanto, o livro gerou bastante controvérsia na Alemanha, queria só acrescentar isso, que não foi unanimemente recebido.
"Para mim, enquanto historiadora, o desafio foi chegar ao equilíbrio, perceber que histórias incluir, e onde, em que contexto. Não há uma memória única — tudo depende da vida que cada um teve na RDA."
No desenvolvimento do livro, entrevistou várias pessoas — desde operários fabris a políticos como Egon Krenz. Encontrou algum elemento ou sentimento em comum nas suas memórias?
Não, e diria que é precisamente isso que devemos retirar daqui, que as experiências de vida são profundamente diferentes. Fazer perguntas a 16 milhões de pessoas vai gerar 16 milhões de respostas diferentes — ou mais, porque as pessoas mudam de opinião ao longo do tempo. Na RDA, criticar o regime, mesmo que ligeiramente, significava enfrentar enormes dificuldades, desde não conseguir estudar até ser preso. A Stasi usava mesmo uma estratégia, chamada “dissolução”, que consistia em destruir ao máximo as relações interpessoais dos seus alvos. Há pessoas que passaram por isso, e que naturalmente não vão ter uma única coisa positiva a dizer sobre a RDA. Por outro lado, havia quem se sentisse bem cuidado pelo Estado: sem ter a preocupação de pagar contas, não havia desemprego, tinham o seu lote com a horta e o carro Trabant, por muito simples que fosse. E frequentemente sentem que perderam o sentido de comunidade. Por ser um território tão pequeno e com escassez de recursos, era necessário as pessoas falarem umas com as outras para conseguirem certas coisas. Para mim, enquanto historiadora, o desafio foi chegar ao equilíbrio, perceber que histórias incluir, e onde, em que contexto. Não há uma memória única — tudo depende da vida que cada um teve na RDA.
Sim, como em qualquer história, cada pessoa tem a sua perspetiva.
Exatamente. E foi isso que tentei fazer: dar espaço a essas vozes. Muitas pessoas sentem que nunca puderam contar a sua história da forma que se lembram, porque não encaixa no consenso que emergiu desde 1990. Falei com uma mulher que vive há muito tempo na Alemanha Ocidental e começou a fingir que era de lá — até perdeu o sotaque — porque sentia que era impossível falar do passado sem juízos de valor. É comum, as pessoas tentarem apagar as suas raízes na Alemanha Oriental, e mudar a forma como falam para se integrarem no consenso da Alemanha Ocidental, e com o livro estava também a tentar contrariar isso, abrir o precedente de que podemos falar sobre estas coisas sem sermos cancelados ou atacados. O livro abriu esse espaço, ainda hoje recebo mensagens de pessoas que o leram e querem partilhar as suas histórias. Isso tem sido muito positivo de ver.
Penso que isso prova o impacto do livro. Há mais alguma coisa que gostasse de partilhar?
Talvez só isto: continuam a existir grandes diferenças entre Leste e Oeste, e por isso muita gente questiona se a unificação foi bem-sucedida. Eu acho que esta diversidade deve simplesmente passar a fazer parte do mosaico alemão. A Alemanha nunca foi totalmente homogénea, foi formada apenas em 1871: ninguém estava à espera que alguém da Baviera passasse a ser apenas alemão. Penso que agora a experiência da Alemanha de Leste tem de se encaixar nesse mosaico, os alemães do Leste não têm de se tornar exatamente iguais aos do Oeste. Passaram por uma história diferente e isso tem o seu impacto nas gerações futuras. O importante é aceitar que isso faz parte da identidade alemã, não apagá-lo.
Katja Hoyer
Historiadora e jornalista germano-britânica, Katja Hoyer é investigadora visitante no King’s College de Londres e membro da Royal Historical Society. Estreou-se na escrita com Sangue e Ferro (Relógio d’Água, 2021), livro bem recebido pelos académicos e pela crítica. Para Lá do Muro, bestseller do Sunday Times, foi nomeado para o prestigiado prémio Baillie Gifford.
Foi colunista no The Washington Post, e atualmente escreve para o Berliner Zeitung. É colaboradora regular de publicações como The Spectator, The Daily Telegraph e UnHerd, e escreve ocasionalmente para o Financial Times, The Times, The Guardian e Die Welt. Oradora de renome, tem aconselhado instituições públicas e privadas sobre questões de atualidade na Alemanha. É também uma das apresentadoras do podcast "The New Germany", da Fundação Koerber-Stiftung.
Nascida na Alemanha, vive atualmente no Reino Unido.