E o Nobel da Literatura 2020 vai para ...

Por: Bertrand Livreiros a 2020-10-08 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Louise Glück

Louise Glück

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2020

Louise Elisabeth Glück (Nova Iorque, 22 de abril de 1943 – Cambridge, 13 de outubro de 2023) foi autora de mais de uma dúzia de livros de poemas e uma coleção de ensaios. Entre as suas múltiplas distinções encontram-se o Pulitzer, o National Book Critics Circle, o Los Angeles Times Book e o Wallace Stevens da Academia de Poetas americanos. Leciona na Yale University e mora em Cambridge, Massachusetts.
O Prémio Nobel da Literatura de 2020 foi-lhe atribuído, "pela sua inconfundível voz poética que, com austera beleza, torna universal a existência individual".

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Depois de um interregno de um ano, devido a escândalos que abalaram a Academia Sueca em 2018, em 2019 foram atribuídos simultaneamente os Prémios Nobel da Literatura de 2018 e 2019, a Olga Tokarczuk e Peter Handke, respetivamente.

Em 2020, um ano que ficará na memória e na História da humanidade, o Nobel da Literatura foi atribuído à poeta e ensaísta norte-americana Louise Glück, pela sua "inconfundível voz poética que, com austera beleza, torna universal a existência individual."


Como foi escolhido o Nobel?

A 1 de setembro de 2019, o Comité do Nobel enviou os formulários de nomeação para as centenas de organizações e indivíduos que estão qualificados para apresentar nomeados para o Prémio Nobel da Literatura. Estes tiveram até dia 31 de janeiro de 2020 para apresentarem os seus nomeados. 

Da lista inicial de 200 candidatos, de acordo com o jornal El País, constavam nomes como Mircea Cartarescu (Roménia), László Krasznahorkai (Hungria), Nina Bouraoui (França), Sofi Oksanen (Finlândia), Jon Fosse (Noruega), Liudmila Ulítskaia (Rússia), Ngugi wa Thiong’o (Quénia), Maryse Condé (Guadalupe) e David Grossman (Israel). Das listas dos editores e críticos literários, constavam, ainda, nomes como Adonis (já habitual), Thomas Pynchon, Joyce Carol Oates, Richar Ford, Pascal Quignard, Pierre Michon, Annie Ernaux, Milan Kundera, Anne Carson, Gerald Murname, Julian Barnes, Hilary Mantel ou Ian McEwan. Da lista global, o Comité selecionou 15 a 20 nomes, que submeteu, em meados de abril, à consideração da Academia Sueca e, em maio, a lista foi reduzida a cinco candidatos.

Hoje, dia 8 de outubro, foi anunciada a sua atribuição à norte-americana Louise Glück, pela sua "inconfundível voz poética que, com austera beleza, torna universal a existência individual."

 

 

Quais eram os autores apontados como favoritos?


De acordo com o El País, havia uma grande probabilidade de a escolha recair sobre um autor africano, o que acabou por não se verificar, tendo destacado entre os favoritos os autores Ngugi wa Thiong’o, Nuruddin Farah e Chimamanda Ngozi Adichie.

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