Javier Marías
Javier Marías (1951-2022), nasceu em Madrid.
Foi um dos mais destacados escritores espanhóis dos últimos cinquenta anos.
A sua obra encontra-se publicada em 46 idiomas e 59 países, com cerca de dez milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.
Escreveu dezasseis romances, vários livros de contos e de ensaio, a maioria dos quais publicados em Portugal pela Alfaguara: Tomás Nevinson, Berta Isla (Prémio da Crítica), Assim começa o mal, Os enamoramentos (Prémio Giuseppe Tomasi di Lampedusa; Prémio Qué Leer), Coração tão branco (Prémio da Crítica; Prix l’Oeil et la Letre; IMPAC Dublin Literary Award), Amanhã na batalha pensa em mim (Prémio Fastenrath; Prémio Rómulo Gallegos; Prix Fémina Étranger), Todas as almas, a trilogia O teu rosto amanhã, e o volume de contos Não mais amores.
Pelo conjunto da sua obra, recebeu vários prémios e distinções:
Prémio Nelly Sachs (Dortmund, 1997); Prémio Comunidad de Madrid (1998); Prémio Grinzane Cavour (Turim, 2000); Prémio Alberto Moravia (Roma, 2000); Prémio Alessio (Turim, 2008), Prémio José Donoso (Chile, 2008); The America Award (2010) Prémio Nonino (Udine, 2011); Prémio Literário Europeu (2011); Prémio Formentor (2013); Prémio Boattari Lattes Grinzane (2015); Premio Liber (2017).
Entre as traduções de sua autoria, destaca-se Tristram Shandy (Prémio Nacional de Tradução em Espanha, 1979).
Foi professor na Universidade de Oxford e na Universidade Complutense de Madrid.
Foi, até à sua morte, membro da Real Academia Espanhola e em 2021 foi eleito membro internacional da Royal Society of Literature, a organização de beneficência do Reino Unido para a promoção da literatura.
Morreu em setembro de 2022, dias antes de completar setenta e um anos, deixando como legado aos seus leitores uma obra extraordinária, que perdurará no tempo.
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John Banville
John Banville nasceu em Wexford, na Irlanda, em 1945. Na sua já vasta e premiada obra destacam-se Doutor Copérnico (James Tait Black Memorial Prize 1976), Kepler (The Guardian Fiction Prize 1981), Fantasmas, O Intocável, O Livro da Confissão (finalista do Booker Prize 1989) e O Mar (vencedor do Man Booker Prize). Em 2014, foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras.
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Cormac McCarthy
Cormac McCarthy (nascido Charles Joseph McCarthy Jr.,Rhode Island, 20 de julho de 1933 – Santa Fé, 13 de junho de 2023). Estudou na Universidade do Tennessee, que deixou para ingressar na Força Aérea.
Viveu em Santa Fé, no sul dos Estados Unidos, com a mulher e o filho.
É autor de nove romances. Na Relógio D’Água tem publicados O Filho de Deus, O Guarda do Pomar e Meridiano de Sangue.
O seu romance preferido era Moby Dick, de Herman Melville.
Recebeu o Prémio Pulitzer em 2007.
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Don DeLillo
Don DeLillo nasceu em 1936, em Nova Iorque. É autor de vários romances e peças de teatro. Foi galardoado com o National Book Award, o PEN/Faulkner Award e o Jerusalem Prize. Submundo foi finalista dos prémios Pulitzer e do National Book Award e recebeu em 2000 a Medalha Howells da American Academy of Arts and Letters pela mais eminente obra de ficção dos últimos cinco anos; em 2006, foi considerado um dos três melhores romances dos últimos vinte e cinco anos pela New York Times Book Review. A Sextante Editora publicou anteriormente dois dos seus romances, O homem em queda e Ruído branco. Em 2015, Don DeLillo foi distinguido pelo seu excecional contributo para as Letras Americanas pela National Book Awards.
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Agustina Bessa-Luís
Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, a 15 de outubro de 1922. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando com mais de meia centena de obras.
Representou as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizou conferências em universidades um pouco por todo o mundo.
Foi membro do conselho diretivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma, 1961-1962).
Entre 1986 e 1987 foi diretora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto). Entre 1990 e 1993 assumiu a direção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa) e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social.
Foi membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, tendo sido distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de "Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres", atribuído pelo governo francês (1989).
É em 1954, com o romance A Sibila, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea. Conjugando influências pós-simbolistas de autores como Raul Brandão na construção de uma linguagem narrativa onde o intuitivo, o simbólico e uma certa sabedoria telúrica e ancestral, transmitida numa escrita de características aforísticas, se conjugam com referências de autores franceses como Proust e Bergson, nomeadamente no que diz respeito à estruturação espácio-temporal da obra, Agustina é senhora de um estilo absolutamente único, paradoxal e enigmático.
Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, de quem foi amiga e com quem trabalhou de perto. Estão neste caso Fanny Owen ("Francisca"), Vale Abraão e As Terras do Risco ("O Convento"), para além de "Party", cujos diálogos foram igualmente escritos pela escritora. É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance As Fúrias sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria (Teatro Nacional D. Maria II, 1995).
Em Maio de 2002 Agustina Bessa-Luís é pela segunda vez contemplada com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), relativo a 2001, com a obra "O Princípio da Incerteza - Jóia de Família", obra que Manoel de Oliveira adaptou ao cinema com o título "O Princípio da Incerteza", e que foi exibido dias antes da atribuição deste prémio, no Festival de Cannes.
Agustina Bessa-Luís foi distinguida com os prémios Vergílio Ferreira 2004, atribuído pela Universidade de Évora, pela sua carreira como ficcionista, e o Prémio Camões 2004, o mais alto galardão das letras em português.
Morreu dia 3 de junho de 2019, com 96 anos.
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Joyce Carol Oates
Joyce Carol Oates nasceu em 1938, em Nova
Iorque. Publicou o seu primeiro romance em 1963 e
ganhou o National Book Award com o romance Eles.
Escreveu alguns dos textos literários mais
representativos da nossa época, incluindo Águas
Negras, What I Lived For, nomeados para o prémio
Pulitzer de Ficção, e Blonde (publicado pela Casa
das Letras), igualmente finalista deste galardão bem
como do National Book Award. A sua vasta obra
literária conta com cerca de 90 títulos publicados,
entre romances, contos, poesia, teatro e ensaios. É
traduzida em várias línguas sendo unanimemente
reconhecida pela crítica internacional.
É professora na Universidade de Princeton e
membro, desde 1978, da Academia Americana de
Artes e Letras. Recebeu, em 2003, o Common
Wealth Award e o Kenyon Review Award.
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António Lobo Antunes
António Lobo Antunes (Benfica, Lisboa, 1 de setembro de 1942 - 5 de março de 2026) foi um escritor e médico psiquiatra português.
Estudou na Faculdade de Medicina de Lisboa e especializou-se em Psiquiatria. Exerceu, durante vários anos, a profissão de médico psiquiatra. Em 1970 foi mobilizado para o serviço militar. Embarcou para Angola no ano seguinte, tendo regressado em 1973. Em 1979 publicou os seus primeiros livros, Memória de Elefante e Os Cus de Judas, seguindo-se, em 1980, Conhecimento do Inferno. Estes primeiros livros são marcadamente biográficos, e estão muito ligados ao contexto da guerra colonial; imediatamente o transformaram num dos autores contemporâneos mais lidos e discutidos, no âmbito nacional e internacional. Todo o seu trabalho literário tem sido, ao longo dos anos, objeto dos mais diversos estudos, académicos ou não, e dos mais importantes prémios, nacionais e internacionais. A sua obra encontra-se traduzida em inúmeros países.
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Milan Kundera
Milan Kundera (Brno, 1 de abril de 1929 – Paris, 11 de julho de 2023). Em 1975 fixou residência em Paris, tendo, em 1981, adotado a nacionalidade francesa. Autor de uma vasta obra, que abrange o romance, o ensaio e a poesia, é considerado um dos mais importantes escritores do século XX. A Insustentável Leveza do Ser é a sua obra mais aclamada pelos leitores e pela crítica, e em muito contribuiu para o tornar num autor reconhecido internacionalmente. Entre outros, foram atribuídos a Milan Kundera o Prémio Médicis (1973), o Prémio Mondello (1978), o Prémio Common Wealth (1981), o Prémio Jerusalém (1985) e o Prémio Independent de Literatura Estrangeira (1991).
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Haruki Murakami
Haruki Murakami é, sem dúvida, um autor de culto, lido por todas as gerações e procurado com especial curiosidade pelos jovens leitores, encontrando-se traduzido em mais de 50 línguas. Sendo um dos escritores japoneses contemporâneos mais divulgado em todo o mundo, é simultaneamente aplaudido pela crítica, que o considera um dos «grandes romancistas vivos» (The Guardian).
Haruki Murakami recebeu vários doutoramentos honoris causa pelas universidades do Havai, Liège e Princeton em reconhecimento da sua obra, recompensada através da atribuição de importantes galardões internacionais, com destaque para os prémios Noma, Tanizaki, Yomiuri, Franz Kafka, Jerusalém e Hans Christian Andersen.
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Margaret Atwood
Margaret Atwood é uma das mais celebradas autoras do panorama literário mundial e, além do clássico A História de Uma Serva, publicou mais de cinquenta livros de ficção, poesia e ensaio. Recebeu diversos prémios literários ao longo da sua carreira, incluindo o Booker Prize (por O Assassino Cego, em 2000, e por Os Testamentos, sequela de A História de Uma Serva, em 2019), o PEN America Lifetime Achievement Award e o The British Book Award for Freedom to Publish. Uma das mais ativas vozes na defesa pelos direitos das mulheres, na ficção e na não-ficção, está traduzida em mais de quarenta idiomas. Vive em Toronto.
Margaret Atwood recebeu, em 2022, o título de Doutora Honoris Causa, atribuído pela Universidade do Porto pela «extraordinária qualidade da sua obra literária, a importância da sua reflexão intelectual e a pertinência do seu combate público por uma sociedade mais justa, digna e sustentável».
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Últimos artigos publicados
Depois do escândalo provocado por Jean-Claude Arnault, marido de uma dos membros do júri da Academia Sueca, que levou a que o anúncio do Prémio Nobel da Literatura tenha sido adiado pela primeira vez em 70 anos, a Academia decidiu retomar a atribuição do mais importante prémio literário.
Este ano, em vez de um, teremos dois laureados com o Prémio Nobel da Literatura, sendo que será anunciado o vencedor de 2018 e o de 2019 em simultâneo. Segundo o DN, “o Comité do Nobel, normalmente composto por cinco membros que recomendam um laureado ao resto da Academia, deve incluir em 2019 e 2020 ‘cinco especialistas externos’, incluindo críticos, editores e redatores entre os 27 e os 73 anos”.
A cerimónia de entrega do prémio deverá acontecer em outubro e o Conselho de Diretores da Fundação Nobel acredita que “embora seja necessário tempo para restaurar completamente a confiança [na Academia], (…) as condições serão cumpridas”.
De recordar que, em outubro do ano passado, uma Nova Academia, criada para colmatar a ausência da atribuição do prémio Nobel da Literatura, premiou a guadalupense Maryse Condé, a partir de uma lista de nomeados, da qual Haruki Murakami pediu para ser retirado. Embora o autor japonês tenha apresentado como justificação a necessidade de se concentrar “na escrita” e de ficar longe da “atenção da comunicação social”, esta situação foi interpretada pelo público como uma forma de evitar ser descartado da lista oficial do Nobel da Literatura, ao ser distinguido por esta.
Resta descobrir o que a Academia Sueca decidirá, considerando que, para além de Haruki Murakami, outros nomes já foram falados como merecedores desta distinção, como Margaret Atwood, Don DeLillo, Cormac McCarthy, John Banville, Milan Kundera, Joyce Carol Oates, Javier Marías, ou mesmo António Lobo Antunes e Agustina Bessa-Luís.
Será desta que Portugal tem um novo Prémio Nobel da Literatura?