Foi na Academia Sueca, em Estocolmo, que o secretário Mats Malm anunciou
Tocarkczuk
como Nobel da Literatura 2018, e
Handke
como o vencedor de 2019. A autora de
Viagens
e
Conduz o Teu Arado sobre os Ossos dos Mortos
foi galardoada, segundo o comité,
“pela sua imaginação narrativa que, com paixão enciclopédica, representa o ultrapassar de limites enquanto forma de vida”.
Por outro lado, o autor de obras como
Os Belos Dias de Aranjuez
e
Storm Still
venceu graças
“ao seu trabalho influente que, com ingenuidade linguística, explorou a periferia e a especificidade da experiência humana”.
Os laureados são anunciados após a Academia afirmar que pretendia afastar-se do passado
“masculino”
e
“eurocêntrico”
que categorizou anos anteriores, pouco tempo depois
das acusações de abuso sexual envolvendo membros do júri
, e que determinaram o adiamento da revelação do Nobel da Literatura 2018.
Anders Olsson
, presidente do comité sueco, declarou que a Academia pretende alargar a procura de novos laureados
“um pouco por todo o mundo”
. Ainda assim, alguns críticos já apontaram que pouco parece ter mudado, uma vez que os novos vencedores são ambos europeus e, um deles, é homem.
Antes da entrega do prémio, foi lançado um vídeo nas redes sociais do Prémio Nobel, onde
Olsson
explica como são escolhidos os vencedores. A partir de uma
shortlist
de 8 escritores, definida antes do verão, os jurados lêem as suas obras e propõem um vencedor.