Booker Prize International 2020 | Shortlist maioritariamente feminina

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2020-04-03 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Yoko Ogawa

Yoko Ogawa

Yoko Ogawa nasceu no Japão, em Okayama, em 1962. Os seus mais de vinte romances, que começou a publicar em 1988, têm sido premiados adaptados ao cinema e traduzidos em inúmeros ididomas. O seu universo e a sua escrita dão à sua obra um lugar de destaque na literatura contemporânea. Ogawa consegue dar expressão aos mais obscuros meandros da mente humana através do estudo exaustivo das suas personagens, mulheres, na maior parte dos casos. Com Hotel Íris, um dos seus romances mais traduzidos e certamente um dos mais sexualmente ousados, a Quetzal dá início à divulgação de uma obra singular e perturbadora.

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Daniel Kehlmann

Daniel Kehlmann

Daniel Kehlmann nasceu em Munique em 1975. Aos seis anos, mudou se com a família para Viena, onde estudou Filosofia e Estudos Alemães, e hoje vive em Nova Iorque, Berlim e Viena. É autor de um dos maiores sucessos literários em língua alemã de sempre, A Medida do Mundo, um bestseller internacional traduzido para mais de quarenta línguas e que foi também adaptado ao cinema. Os seus livros conquistaram diversos prémios literários, entre os quais, o prémio Thomas Mann, o Die Welt, o Candide, o Kleist e o Doderer.

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À semelhança do ano anterior, a shortlist do Booker Prize International 2020 é maioritariamente feminina. Entre os seis finalistas a concorrer ao galardão, encontram-se a autora japonesa Yoko Ogawa, com a obra The Memory Police, e The Hurricane Season, da mexicana Fernanda Melchor. O anúncio foi feito remotamente, esta quinta-feira, 2 de abril, pelo presidente do júri, o escritor e crítico literário Ted Hodgkinson.

 


 

Em comunicado, Hodgkinson refere que os livros finalistas “reinventam-se”, obrigando o leitor a ir “ao encontro do desconforto”. “Quer seja descrevendo uma distopia imaginosamente desafiante ou fluxos incandescentes de linguagem, estes são feitos tremendos de tradução”, acrescenta o presidente do júri. 

Na shortlist deste ano, destacam-se seis romances traduzidos de cinco línguas: espanhol, alemão, holandês, persa e japonês. De acordo com o júri, estes autores procuram representar a necessidade da humanidade entender o mundo, através da narrativa: seja seja através da partilha de histórias, da compreensão das nossas origens ou a lidar com trauma ou sofrimento.

De facto, nas obras de Shokoofeh Azar, Gabriela Cabezón Cámara e Daniel Kehlmann encontramos a história dos seus países – nomeadamente a Revolução Islâmica, em 1979, no Irão, representada em The Enlightenment of the Greengage Tree; a cultura gauchesca em 1870, na Argentina, destacada em The Adventures of China Iron; e os trinta anos de guerra na Alemanha, patentes em Tyll

Os restantes títulos, de Fernanda Melchor, Yoko Ogawa e Marieke Lucas Rjineveld, mostram como o trauma molda as nossas experiências. Em Hurricane Season, a narrativa inicia-se com a descoberta de um assassinato grotesco, que rapidamente resvala para uma história repleta de pobreza, violência, preconceito e misoginia. The Memory Police explora uma ilha distópica onde um governo autoritário, na tentativa de controlar a memória dos seus cidadãos, apenas reforça o quanto as nossas memórias nos definem. Em The Discomfort of Evening, por outro lado, o sofrimento e o luto são representados após a morte de uma criança no seio de uma família devota.  

 

 

A SHORTLIST DE NOMEADOS:

 

Além de Hodgkinson e de Lucie Campos, diretora da Villa Gillet, o júri do Booker Prize International de 2020 é composto pela tradutora Jennifer Croft (que recebeu este galardão pela tradução de Flights, da polaca Olga Tokarczuk), pelo jornalista e escritor Jeet Thayil e pela autora Valeria Luiselli.

 O grande vencedor da edição deste ano será anunciado a 28 de julho.

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