Hughes afirmou que os júris adoraram “a arte subtil” no romance de Alharthi. “É menos extravagante do que alguns dos outros livros e há uma espécie de astúcia poética nele. Começamos por sentir que se trata de um drama doméstico num mundo fascinante, mas com as camadas de filosofia, psicologia e poesia, somos atraídos para a prosa através da relação entre as personagens”.
A historiadora conclui, afirmando que esta obra “evita todos os estereótipos que poderíamos esperar numa análise de género, raça, distinção social e escravatura“, com várias surpresas pelo meio.
A presidente do júri já tinha chamado a atenção, durante a divulgação da shortlist em abril, para a importância da literatura estrangeira e a sua capacidade de ligar diferentes pontos do mundo e dar a conhecer diferentes realidades. Os outros jurados da edição deste ano foram Pankaj Mishra,Elnathan John, Maureen Freely e Angie Hobbs.
Com este romance, Jokha Alharthi espera que os leitores espalhados pelo mundo “descubram que o Omã tem uma comunidade ativa e talentosa que vive e trabalha para a sua arte“. Numa entrevista, feita em abril, a autora declarou que “os omanitas, através da sua escrita, convidam outros a olhar para o Omã com uma mente e coração abertos“, reforçando que, independentemente do sítio onde vivemos, partilhamos os mesmos sentimentos, mas que a humanidade “ainda tem muito trabalho pela frente para acreditar nesta verdade“.