Uma tarde com o “Contador de Histórias” que começou a escrever por engano

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2019-06-04 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Jeffrey Archer

Jeffrey Archer

Jeffrey Archer tem mais de 275 milhões de exemplares vendidos em 97 países e é publicado em mais de 33 línguas – um escritor que se estabeleceu inexoravelmente como um dos maiores autores bestseller do mundo. É o único autor que foi número 1 nos géneros de ficção (por dezanove vezes), contos (por quatro vezes) e não ficção (com Os Diários da Prisão). Autor da célebre saga As Crónicas de Clifton (com os seus sete volumes publicados pela Bertrand Editora), deu início recentemente à publicação da nova série William Warwick, cujo protagonista não será por certo estranho aos seus leitores (Quem Não Arrisca… e Escondidos à Vista de Todos foram já publicados pela Bertrand).
Nem Um Tostão a Mais, Nem Um Tostão a Menos, publicado originalmente em 1976, foi o primeiro romance que Jeffrey Archer escreveu e que a Bertrand Editora dá também a ler aos muitos leitores do autor em Portugal.

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O Paraíso existe | Comer e dormir entre os livros

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Feira do Livro, Lisboa, 2 de junho.
 
Aquele que é apelidado por muitos como o melhor contador de histórias da atualidade mostra-se muito afável com os leitores que o aguardam, pacientemente, sob um calor abrasador. Começa por pedir que não dobremos livros à frente dele. De seguida, indica qual a página que prefere autografar: a terceira, que contém o título e o nome do autor. Jeffrey Archer, 79 anos, voltou a Portugal, a propósito do seu novo livro, Contador de Histórias.

Nós estivemos lá e contamos-lhe como foi.

Descontraído e divertido, passa a tarde a assinar dezenas de livros. Uns acabados de comprar, outros com mais de vinte anos, que aguardaram o (re)encontro com o seu progenitor. É o caso do senhor que ocupava o segundo lugar na fila. Traz nas mãos um saco com mais de 14 livros para serem assinados, desde Kane & Abel, originalmente publicado em 1979, até ao primeiro da saga dos Clifton, Só o Tempo Dirá, de 2011.

 

 

 

 

 

 

Escritor por Engano

Terminada a sessão de autógrafos, segue-se uma conversa com João Paulo Sacadura (um rosto que nos habituámos a ver na televisão), no espaço Autores que nos Unem, da Porto Editora. É nas filas que aguardam ansiosamente pela entrevista de Archer que conhecemos Joana, que conversa animadamente sobre a escrita envolvente e o ritmo rápido dos livros do autor, com outros fãs. Esta não é a sua primeira sessão de autógrafos. Na verdade, é quando nos mostra a sua obra favorita, Not a Penny More, Not a Penny Less, que vemos um amor que volta a casa duas vezes – em 1983 e, agora, em 2019.

 

A EDIÇÃO DE JOANA DO LIVRO NOT A PENNY MORE, NOT A PENNY LESS, COM OS DOIS AUTÓGRAFOS DO ESCRITOR

 

Durante a conversa com o jornalista, Archer conta como começou a escrever por engano, após estar praticamente à beira da falência. Compara-se com Jane Austen e Alexandre Dumas, por gostar de se ver como um contador de histórias e não tanto como um escritor. “São os contadores de histórias que sobrevivem. O Conde de Monte Cristo continua a ser um livro popular. Jane Austen continua a ser popular. Eram bons escritores, mas não eram ótimos escritores. Eram, sim, ótimos contadores de histórias.”

Se dúvidas houvesse de que o autor é um ótimo contador de histórias, o número de livros vendidos decerto as dissipariam. Os seus leitores também, desde as gerações mais novas, às mais velhas. Sentadas na fila da frente, avó e neta esperam pelo final da entrevista para obterem os autógrafos que não conseguiram mais cedo. Com 85 anos, foi com Jeffrey Archer que esta avó, de cabelos grisalhos e rosto terno, recuperou o gosto pela leitura, ao embrenhar-se nos sete livros das Crónicas de Clifton, por sugestão da neta. Leu-os todos em menos de um ano. “Só descansei quando cheguei ao último”, esclarece, realçando que é quase impossível haver personagens como as desta série, que passa por “várias gerações e qual delas a mais inteligente”. 

 

Um Bailado Sem Atalhos

Jeffrey Archer descreve o seu método de escrita como meticuloso e difícil. “O primeiro rascunho demora 300 horas e o 14º rascunho, normalmente aquele que levo à editora, demora 1000 horas”, explica. Não existem atalhos para ele, apenas muito trabalho e a certeza de que nada o vai impedir de escrever. Quando lhe dizem que querem escrever um livro, a resposta é sempre a mesma: “Vá ao ballet“. Primeiro, observe o dançarino principal e imagine as horas que passaram a treinar até conseguir ser o dançarino principal. Depois, foque-se nos outros dançarinos e pense nas horas passadas a treinar para estarem ali. E, por último, pense nas centenas de pessoas que adorariam estar naquele palco. “Não há diferença se quiser entrar na New York’s Bestseller List”.

Para o escritor, é assim que se chega ao número um. Seja a dançar ou a escrever. Garante que o aterroriza a ideia de parar. A melhor forma de morrer? Como Dickens, que se levantou da sua secretária e foi direto ao sofá, não mais abrindo os olhos.

 

 

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