Trabalhar à distância | 8 princípios básicos

Por: Marisa Sousa a 2020-11-04

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Escrever o desejo: vozes LGBT na literatura portuguesa

Em diferentes momentos históricos, a literatura serviu de lugar para desafiar os limites do dizível, através de autores que trouxeram para a escrita experiências afetivas e identitárias que durante muito tempo foram marginalizadas ou reprimidas. Para assinalar o Mês do Orgulho LGBT, destacamos cinco figuras pioneiras da literatura portuguesa.

Dia Internacional da Saúde Feminina: Lisa Vicente desmistifica o vaginismo

O dia 28 de maio marca anualmente uma data muito importante: o Dia Internacional da Saúde Feminina. Instituído em 1987, visa relevar esta área da saúde historicamente negligenciada e suprimida, combater a discriminação no acesso a cuidados e sensibilizar para os direitos sexuais e reprodutivos. Para celebrar este dia, convidámos Lisa Vicente, ginecologista, especialista em medicina sexual, e autora de A Revolução da Menopausa e do recentemente reeditado O Atlas da V, para nos explicar tudo sobre o vaginismo — uma das condições mais incompreendidas e envoltas em obscurantismo, apesar do seu enorme impacto nas vidas de quem a experienciam. 

De Baker Street a Sintra: O roteiro literário de Sherlock Holmes

Há endereços que só existem no papel e, mesmo assim, toda a gente sabe onde ficam. É o caso de 221B em Baker Street: durante mais de um século, leitores de todo o mundo enviaram cartas para esse endereço, dirigidas a um detetive fictício, para que os ajudasse a resolver casos bem reais. Poucos foram os personagens da literatura que conseguiram este feito.

“O espaço e a natureza são uma necessidade, não um luxo.” Quem o diz é a arquiteta, vencedora do Prémio Stirling, Amanda Levete, no âmbito da série de ensaios da BBC Radio, Rethink, que explora a forma como a pandemia mudou as nossas vidas e como podemos aproveitar essas mudanças da melhor forma, num mundo pós-covid-19. Amanda propõe que no futuro se criem espaços onde as pessoas redescubram a arte de viver, avaliados não pela eficácia, mas pelo bem-estar.

Historicamente, os espaços e lugares que habitamos têm sido moldados pelas pandemias. No século XVI, as casas espanholas foram pintadas com cal, para prevenir a propagação da Peste Negra. Em Londres, o surto de cólera levou à criação do sistema de esgotos, em 1870. A pandemia que virou 2020 do avesso poderá não trazer mudanças estruturais tão profundas no que às nossas casas diz respeito, mas fez-nos certamente pensar na forma como vivemos o nosso espaço e, idealmente, na forma como habitamos o planeta. Nos últimos meses, as nossas casas transformaram-se no nosso local de trabalho, na sala de aula das crianças, no recreio de mil brincadeiras, no nosso ginásio, no espaço de socialização, no último reduto de medos e cansaços, no porto de abrigo de onde olhamos o mundo e esperamos. Esperamos, lá dentro, que os dias voltassem a ser habitáveis pelo lado de fora.

No segundo trimestre de 2020, o número de teletrabalhadores em Portugal cresceu 23,1% — para mais de um milhão de pessoas —, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Fernando Moreira e António Vilaça Pacheco, no livro Teletrabalho (Self) partilham alguns princípios básicos que consideram essenciais para quem, por necessidade ou opção, tenha de trabalhar à distância. Destacamos oito deles.


OITO PRINCÍPIOS BÁSICOS DO TELETRABALHO


1. Para que as tarefas domésticas não se revelem um elemento desestabilizador, elabore um planeamento que contemple as tarefas domésticas e profissionais que tem de executar, por ordem de prioridade, e evite trocar essa ordem.


2. Tenha especial cuidado se decidir ligar a televisão ou o rádio para ter companhia. Cultive um silêncio confortável ou um som relaxante. Está provado que não conseguimos absorver toda a informação ao mesmo tempo.


3. Não trabalhe com o pijama vestido o dia todo. Pode até ser positivo para o seu conforto, mas não é bom para a sua autoestima. Estabeleça rotinas, como fazer exercício ou levar o seu cão à rua, que sejam positivas para si e equilibre o seu dia com outras atividades  que não apenas o trabalho.


4. Discipline-se no que diz respeito à utilização do WhatsApp e de outras aplicações de comunicação instantânea, para garantir que estas não interferem com o seu foco e concentração. Por que não definir, à partida, determinados períodos do dia, para fazer um intervalo e responder ou reagir a mensagens?

 


5. Comece o dia a desempenhar as tarefas de que gosta menos. Dessa forma, fica mais tranquilo e liberto para as tarefas que lhe dão mais prazer.


6. Escolha bem a divisão da casa onde irá trabalhar e assegure-se que a cadeira e a mesa são ergonómicas e amigas da sua saúde. Evite trabalhar no sofá ou na mesa de jantar.


7. Tente agir em casa como agiria no trabalho: ligue o vídeo durante as conversas, vista-se adequadamente e esteja verdadeiramente presente durante as videochamadas.


8. Avalie o seu trabalho com base nos resultados, não nas horas. E, por fim, não se esqueça nunca de ouvir o seu corpo e deixar a sua mente recarregar.

 

Encontre aqui conteúdos sobre teletrabalho, desde vídeos, artigos e partilhas de experiências reais sobre os desafios do teletrabalho e de como eles podem ser resolvidos.

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