Ser ou não ser… William Shakespeare

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2019-04-23 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

William Shakespeare

William Shakespeare

Poeta e dramaturgo inglês nascido em 1564, em Stratford-Upon-Avon, e falecido em 1616. O seu aniversário é comemorado a 23 de abril e sabe-se que foi batizado a 26 de abril de 1564. Stratford-Upon-Avon era então uma próspera cidade mercantil, uma das mais importantes do condado de Warwickshire. O seu pai, John Shakespeare, era um comerciante bem sucedido e membro do conselho municipal. A mãe, Mary Arden, pertencia a uma das mais notáveis famílias de Warwickshire. Shakespeare frequentou o liceu de Stratford, onde os filhos dos comerciantes da região aprendiam Grego e Latim e recebiam uma educação apropriada à classe média a que pertenciam. São conhecidos poucos factos da vida de Shakespeare entre a altura em que deixou o liceu e o seu aparecimento em Londres como ator e dramaturgo por volta de 1599. Em 1582 casou com Anne Hathaway, oito anos mais velha do que ele, e o casal teve três filhos: Suzanna (nascida em 1583), e os gémeos Hamnet e Judith (nascidos em 1585). A primeira referência a Shakespeare como ator e dramaturgo encontra-se em A Groatsworth of Wit (1592), um folheto autobiográfico da autoria do dramaturgo londrino Robert Greene, onde o escritor é acusado de plágio. Nesta altura Shakespeare era já conhecido em Londres, embora não se saiba com exatidão a data do seu aparecimento na capital. Em virtude do encerramento dos teatros londrinos entre 1592-94, Shakespeare compôs nessa época dois poemas narrativos: Venus and Adonis (publicado em 1593) e The Rape of Lucrece (publicado em 1594). No inverno de 1594 integrou a mais importante companhia de teatro isabelina, The Lord Chamberlain's Men, onde permaneceu até ao final da sua carreira. A companhia deveu à popularidade de Shakespeare o seu lugar privilegiado entre as restantes companhias de teatro até ao encerramento dos teatros pelo Parlamento inglês em 1642. Em 1598 foi inaugurado o Globe Theatre, o teatro da companhia a que Shakespeare se associara, construído pelo ator e empresário Richard Burbage no bairro de Southwark, na margem sul do Tamisa. Depois da ascensão ao trono de Jaime I (em 1603) a companhia The Lord Chamberlain's Men passou para a tutela real, e o seu nome foi alterado para The King's Men. A passagem de Shakespeare pelos palcos associa-se a breves desempenhos: Adam na peça As You Like It e o fantasma (Ghost) em Hamlet. Depois de ter comprado algumas propriedades em Strattford, Shakespeare retirou-se para a sua terra natal em 1610, mantendo todavia o contacto com Londres. O Globe Theatre foi destruído pelo fogo no dia 23 de junho de 1613, durante uma representação da peça Henry VIII. Além de uma coleção de sonetos e de alguns poemas épicos, Shakespeare escreveu exclusivamente para o teatro. As suas 37 peças dividem-se geralmente em três categorias: comédias, dramas históricos e tragédias. Entre os dramas históricos, género que primeiro cultivou, destacam-se Richard III (Ricardo III), Richard II (Ricardo II) e Henry IV (Henrique IV). Entre as suas comédias contam-se Love's Labour's Lost, The Comedy of Errors, The Taming of the Shrew, a comédia de intenção séria The Merchant of Venice (O Mercador de Veneza), As You Like It (Como Quiserem) e A Midsummer Night's Dream (Um Sonho de Uma Noite de Verão). A tragédia não é uma forma que pertença exclusivamente a um determinado período na evolução da obra de Shakespeare. Sob influência de Marlowe, a forma de tragédia já se encontrava nas peças que dramatizavam episódios da História inglesa. Em Romeo and Juliet (Romeu e Julieta) e Julius Caesar (Júlio César) Shakespeare combinou a perspetiva histórica com uma interpretação trágica dos conflitos humanos. O período em que Shakespeare escreveu as suas grandes tragédias iniciou-se com Hamlet, escrita entre 1600-1602, a que se seguiram Othelo, Macbeth, King Lear, Anthony and Cleopatra e Coriolanus, todas elas compostas entre 1601 e 1608. Na última fase da carreira de Shakespeare situam-se as peças de tom mais ligeiro: Cymbeline, The Winter's Tale e The Thempest. Parte das obras de Shakespeare foram publicadas durante a vida do autor, por vezes em edições pirateadas, mas só em 1623 apareceu a edição "Fólio", compilada por John Heminges e Henry Condell, dois atores que tinham trabalhado com Shakespeare. No século XVIII as peças foram publicadas por Alexander Pope (em 1725 e 1728) e Samuel Johnson (em 1765), mas só com o Romantismo se compreendeu a profundidade e extensão do génio de Shakespeare. No século XX reforçou-se a tendência para considerar a obra de Shakespeare integrada nos contextos dramáticos que a suscitaram.

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O dia 23 de abril é quase cabalístico para a literatura: William Shakespeare morreu a 23 de abril de 1616 e Miguel de Cervantes havia morrido no dia anterior. Muitos outros autores famosos nasceram ou morreram neste data, que passou a ser assinalada no calendário como Dia Mundial do Livro.

Aproveitando esta data especial, em que se celebram os livros e os 403 anos da morte de Shakespeare, continua ainda muito por saber sobre quem foi, por onde andou ou com quem se dava aquele que foi uma das figuras mais enigmáticas da literatura mundial, William Shakespeare.

Sabe-se muito pouco sobre a sua vida. Há até quem defenda a tese de que Shakespeare nunca existiu e que as peças do dramaturgo inglês não terão sido escritas por ele, por revelarem um elevado grau de conhecimentos. Por esse motivo, muitos acreditam que é impossível que as obras tenham sido escritas por uma só pessoa e, ainda por cima, um provinciano com pouca instrução.

 


 
DESCUBRA O ENIGMA

Dizem alguns peritos na matéria que Shakespeare terá sido Edward de Vere, conde de Oxford, por ser alguém com mais instrução e experiência da vida na corte. Há até quem tenha defendido que Shakespeare era a rainha Isabel I disfarçada. Este enigma fez correr muita tinta e, até hoje, a dúvida permanece sobre quem foi, afinal, este dramaturgo de Stratford-upon-Avon. Diz-se que terá sido batizado a 26 de abril de 1564, e que era filho de Mary Arden (descendente de uma família importante) e de John Shakespeare, um homem respeitado na sua região e que terá ocupado cargos municipais. A sua data de nascimento continua a ser uma incógnita, apesar de se ter estabelecido 23 de abril como o dia do seu aniversário.

Ao que parece, fez o seu percurso escolar em Startford-upon Avon, onde estudou matemática, história, geografia, latim e grego. Casou-se, em 1582, com Anne Hathaway, com quem teve três filhos — Susanna, Judith e Hamnet.

A partir daí, a vida de Shakespeare torna-se uma incógnita. O que aconteceu entre 1585 e 1592 é um mistério. Não se sabe por onde andou e o que fez nestes “anos perdidos”, até que surge em Londres, onde trabalhou como ator e autor. Há quem afirme que tenha sido professor, o que justificaria o seu domínio da língua inglesa.

 


O MESTRE DAS PALAVRAS

Considerado o maior génio da literatura em língua inglesa, Shakespeare escreveu 37 peças teatrais – 10 tragédias, 10 dramas e 17 comédias –, além de 154 sonetos. As suas peças eram apresentadas em latim, tendo traduzido para inglês cerca de 3 mil novas palavras e usado mais de 7 mil de uma só vez nas suas peças, ou seja, sem as repetir e recorrendo a sinónimos.

Em toda a sua obra, Shakespeare usou 28.829 palavras diferentes, o que levou alguns investigadores a sugerirem que o escritor tinha um vocabulário constituído por cerca de 100 mil palavras – o maior de todos os tempos.

As peças mais conhecidas de Shakespeare são: Romeu e JulietaHamletMacbethOteloRei LearJúlio CésarSonho de uma Noite de VerãoHenrique VPéricles.

Morreu a 23 de abril de 1616, há exatamente 403 anos, em Stratford-upon-Avon, e o mais curioso é que nunca se chegou a saber qual era a sua verdadeira aparência. Mas, apesar de ninguém saber como é que ele era, reconhecemos de imediato uma imagem de Shakespeare assim que a vemos. É caso para dizer: ser ou não ser, eis a questão.

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