O 75º. Aniversário da Libertação de Auschwitz

Por: Beatriz Sertório a 2020-01-27 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Anne Frank

Anne Frank

Anne Frank nasceu a 12 de junho de 1929 em Frankfurt, na Alemanha, no seio de uma família judaica. Em 1933, após a tomada de poder pelos nazis, os seus pais decidiram partir para Amesterdão, na Holanda, país que tinha fama de bem acolher as minorias religiosas. Em 1940, porém, os alemães invadem este território e iniciam uma forte perseguição aos judeus, reencaminhando-os para "campos de trabalho". Depois de dois anos de reclusão num anexo ao antigo escritório do pai, Anne Frank é detida em agosto de 1944. Viria a morrer de tifo no campo de concentração de Bergen-Belsen em março de 1945.

O diário que escreveu durante este período tornou-se uma das obras de não ficção mais lidas em todo o mundo.

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Primo Levi

Primo Levi

Primo Levi nasceu em Turim, em 1919, e suicidou-se nessa cidade em 1987. Licenciado em Química, participou na Resistência, foi preso e internado no campo de concentração de Auschwitz. É com Calvino e Pavese, uma das principais figuras da geração italiana do pós-guerra. Notabilizou-se pela autoria de vários livros sobre a experiência naqueles campos – de que o livro Se isto é um homem é o exemplo mais célebre – assim como por contos e romances. Assim foi Auschwitz, escrito com Leonardo De Benedetti e curado por Fabio levi e Domenico Scarpa, recolhe um conjunto admirável de textos inéditos em Portugal sobre a experiência dos campos de extermínio. «Esta é a experiência da qual saí e que me marcou profundamente; o seu símbolo é a tatuagem que até hoje trago no braço: o meu nome de quando não tinha nome, o número 174517. Marcou-me, mas não me tirou o desejo de viver. Aumentou-o, porque conferiu uma finalidade à minha vida, a de dar testemunho, para que nada semelhante alguma vez volte a acontecer. É esta a finalidade que têm os meus livros.»

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“Vós que viveis tranquilos / nas vossas casas aquecidas / vós que encontrais regressando à noite / comida quente e rostos amigos / considerai se isto é um homem”.

 

É assim que Primo Levi inicia o relato sobre a sua experiência enquanto prisioneiro dos campos de concentração de Auschwitz, no livro Se isto é um homem .

Localizado no sul da Polónia, Auschwitz, que foi o maior campo de concentração operado pela Alemanha Nazi, funcionou como uma verdadeira fábrica de morte, de maio de 1940 a janeiro de 1945. Embora o número exato de mortos seja impossível de determinar, estima-se que mais de um milhão de prisioneiros (entre eles, judeus — a maioria —, mas também prisioneiros políticos e criminosos comuns) perderam as suas vidas neste campo, sendo que a estimativa do número total de mortos no Holocausto chega aos 6 milhões.

Apesar de existirem inúmeros relatos da vida nos campos de concentração, as palavras são largamente insuficientes para descrever as atrocidades que neles foram cometidas. Levi manifestava a necessidade de se inventarem palavras mais duras do que fome, cansaço ou dor para aquilo que viveu. Já o judeu grego Marcel Nadjari , cujo testemunho foi descoberto dentro de uma garrafa, em 1980, fala num sofrimento que não só a linguagem não consegue descrever como “a mente humana não consegue imaginar” .

 

Escreve o filósofo Edmund Burke que “Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la” . Para Elie Wiesel , escritor e sobrevivente de Auschwitz, que recebeu o Nobel da Paz em 1986, apagar a memória do Holocausto é não só arriscar que o mesmo volte a acontecer, é “matar duas vezes” . É, por isso, fundamental a comemoração de datas como a da libertação de Auschwitz, assinalada a 27 de janeiro, e designada pela Assembleia Geral das Nações Unidas como o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto .

É também por isso que ainda é tão importante ler e escrever sobre Auschwitz. Para que a memória daqueles que perderam as suas vidas injustamente perdure como uma mancha na consciência da Humanidade e, sobretudo, para que as gerações posteriores evitem cometer os mesmos erros. E para que quem conheça as histórias destes que a História injustiçou, ajude a manter viva a sua memória, partilhando-as e lutando por um futuro em que a sua repetição seja impossível. Como escrevia Anne Frank , também prisioneira de Auschwitz:

 

“Como é maravilhoso que ninguém precise de esperar um único momento antes de começar a melhorar o mundo.”

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