Um ano depois de ter vencido o Prémio Livro do Ano Bertrand, na categoria de ficção lusófona, com o romance A Amante do Governador, José Rodrigues dos Santos volta a ocupar o primeiro lugar na preferência dos nossos leitores e livreiros na mesma categoria. Desta vez, o livro eleito foi Imortal, publicado pela Gradiva em outubro do ano passado. Neste thriller, o autor coloca duas questões essenciais, que se tornam ainda mais pertinente face aos acontecimentos recentes ao nível global: "Estará a Humanidade à beira do fim?" e "Poderá a ciência, um dia, acabar com a morte?".
Nesta que é a nova aventura do seu herói Tomás Noronha, o autor reflete sobre estas questões a partir do anúncio do primeiro nascimento de dois bebés geneticamente modificados e consequente rapto do médico responsável. Como é habitual no autor, a ficção é complementada com uma investigação exaustiva baseada nas mais recentes descobertas científicas. Sobre a atribuição do prémio, declarou o autor:
“Sinto-me imensamente honrado por ganhar um dos mais importantes prémios existentes no panorama literário português. Acredito que o facto de Imortal abordar o papel da inteligência artificial na resolução dos problemas de saúde, de forma a criar o primeiro ser humano imortal, e também os desafios criados por uma sociedade crescentemente informatizada e vigiada, é de enorme pertinência nestes tempos difíceis que vivemos. Quero agradecer à Bertrand e a todas as pessoas que leem livros por acreditarem no papel da literatura para a reflexão sobre a condição humana.” — José Rodrigues dos Santos
Sendo um dos autores mais proeminentes da Gradiva, a editora reagiu com agrado ao reconhecimento do mesmo:
“O romance Imortal, tal como a restante obra de José Rodrigues dos Santos, é um livro que honra a Gradiva e realiza a ambição do Editor: chegar a muitos leitores com grandes livros, divulgando o que é essencial dos temas sobre os quais incidem. Uma projecção confirmada internacionalmente com os romances do autor, traduzidos em cerca de 20 idiomas, a alcançar vendas, de França à Tailândia, que excedem os três milhões de exemplares. Felicitamos também a Bertrand por esta iniciativa e congratulamo-nos com a escolha dos leitores.” — Editora Gradiva
O segundo lugar ficou reservado a Raparigas como Nós, o primeiro romance young-adult de Helena Magalhães, e único livro dos três vencedores que não faz parte do género thriller. Por sua vez, o terceiro lugar coube a João Tordo que, pela primeira vez, se aventurou no género thriller com A noite em que o Verão acabou. Sobre o prémio, também se pronunciou o terceiro colocado, agradecendo aos leitores:
"Obrigado à Bertrand pela iniciativa do prémio e aos leitores. São eles que escolhem, e terem escolhido esta minha primeira incursão no romance policial é muito recompensador. Escrevi A noite em que o Verão acabou pelo prazer de descobrir um novo caminho; felizmente, resultou, os leitores gostaram e votaram no livro. É um incentivo a continuar a percorrer os caminhos já trilhados e a aventurar-me noutros. Uma palavra de gratidão às livrarias Bertrand, aos leitores e à Penguin Random House por apostar nos meus livros – sobretudo nos improváveis." — João Tordo
Por sua vez, a sua editora, Companhia das Letras, deixou também o seu testemunho:
"Na Companhia das Letras/ Penguin Random House ficamos muito felizes com a atribuição do terceiro lugar do Prémio Livro do Ano Bertrand, na categoria Melhor Livro de Ficção Lusófona ao romance do João Tordo A Noite em que o verão acabou. É um prémio que nos alegra não apenas por assinalar a estima dos leitores pela obra de um autor do nosso catálogo mas também porque envia ao autor um sinal de incentivo para continuar a criar obra na linha do romance policial, em que se estreou com este livro. Parabéns ao João Tordo, parabéns às Livrarias Bertrand pela iniciativa e muito obrigado aos leitores que votaram." — Editora Companhia das Letras
Recorde os restantes vencedores do Prémio Livro do Ano Bertrand 2019.