A valorização da Inteligência Emocional e das “soft skills” tem sido uma tendência crescente no mundo do trabalho. Em vários contextos, um bom Quociente Emocional — isto é, a nossa capacidade de conhecermos e gerirmos as nossas emoções —, é mais determinante do que um Quociente de Inteligência elevado; e pode ser precisamente aquilo que o impede de atingir o sucesso pessoal e profissional.
Reconhecendo a necessidade de educar profissionais para a Inteligência Emocional, Paulo Moreira, CEO da empresa EQ-TRAINING LDA e líder na prestação de serviços e formações nesta área em Portugal, escreveu o guia definitivo para compreender e aplicar esta competência na sua vida pessoal e profissional. Inteligência Emocional — Uma Abordagem Prática inspira-se em Daniel Goleman, responsável por popularizar o termo em 1995, e divide este tema em cinco categorias — autoconsciência, autocontrolo, automotivação, reconhecer emoções nos outros e relacionamentos pessoais —, incluindo exercícios, exemplos práticos e técnicas cientificamente comprovadas. Se quer começar a exercitar a sua inteligência emocional hoje mas não sabe por onde começar, experimente estas três dicas que pode encontrar no livro.
1. Identifique as suas crenças limitadoras.
Como explica Paulo Moreira no livro, as nossas crenças refletem apenas as nossas perceções da realidade e não a realidade tal como ela é. Apesar disso, muitos as tratam como verdades absolutas, o que pode ser especialmente prejudicial quando se tratam de crenças limitadoras — aquelas que o limitam, que o impedem de fazer coisas e de alcançar aquilo que quer. Nas palavras do autor: “Se tivermos em mente que para nós crenças são verdades absolutas, e se tivermos dentro de nós uma verdade absoluta de que não vamos conseguir algo, então não vamos conseguir fazê-lo mesmo, como é lógico.” Comece por identificar quais são as suas e procure desconstruí-las na sua mente.
2. Compreenda o impacto dos seus pensamentos.
Sabia que cada pensamento que tem envia sinais elétricos para o seu cérebro? Quando começamos a ser inundados de pensamentos negativos, estes geram um aumento de atividade do nosso sistema límbico, podendo ter consequências como irritabilidade, tristeza, mau humor, ou até mesmo depressão. Isso quer dizer que os nossos pensamentos têm um impacto real nas nossas emoções e nos nossos comportamentos, mesmo que não sejam reais. Por vezes, o nosso subconsciente prega-nos partidas com pensamentos intrusivos, negativos e derrotistas. Procure estar mais consciente dos pensamentos que ocupam a sua mente e não assuma automaticamente que são verdadeiros.
3. Dê nome às suas emoções.
O pintor Vincent Van Gogh descrevia as emoções como “os grandes capitães da nossa vida”. O nosso estado emocional afeta profundamente as nossas decisões e reações, por isso é tão importante que trabalhemos a nossa consciência emocional de modo a conseguir regulá-las. Verbalizar aquilo que sentimos e dar nome às nossas emoções reduz a sua carga emocional e o impacto que têm no nosso corpo; uma técnica que o psicólogo Dan Siegel descreve da seguinte forma: “nomeia-a para a dominar”. Da próxima vez que sentir uma emoção, tome atenção, perceba de que forma o seu corpo reage, e de seguida verbalize o que está a sentir. Nas palavras de Paulo Moreira em Inteligência Emocional — Uma Abordagem Prática: “Sabemos que não podemos mudar o que não reconhecemos.”