Das páginas para o ecrã... 6 novas adaptações de que todos falam

Por: Raquel Fonseca a 2025-09-18

30%

O Monte dos Vendavais
17,75€
30% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Frankenstein
16,00€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Drácula
14,90€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Poor Things
13,51€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Orgulho e Preconceito
15,50€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Orgulho e Preconceito e Zombies
18,07€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Caught Stealing
7,01€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND

10%

A Mulher do Camarote 10
19,00€ 17,10€
PORTES GRÁTIS

20%

O Clube do Crime das Quintas-Feiras
17,50€
20% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

Há quem não veja o filme antes de ter lido o livro; há quem não o veja de todo para não estilhaçar a realidade imaginada durante a leitura; e há também quem, depois de ver a adaptação, vá à descoberta de uma nova leitura favorita. Pode ser desafiante ver uma adaptação, podemos talvez discordar de algumas decisões de casting ou mudanças ao enredo - nem sempre são alterações fáceis de aceitar para um fã devoto dos livros originais. Por outro lado, pode ser entusiasmante ver os nossos livros favoritos a ganhar vida, tornando-se mais e mais reais. Seja qual for a sua preferência, há algo muito curioso na capacidade de transformar as histórias que conhecemos apenas no plano raso das páginas, em algo que podemos experienciar de forma coletiva, numa dimensão visual e auditiva.

Com a interpretação de atores de carne e osso, e o contributo de toda a equipa de produção, qualquer livro pode alcançar o dinamismo e cor de uma adaptação cinematográfica ou televisiva: veja os trailers e fique atento às sugestões que temos para si, desde policiais e thrillers a clássicos reinterpretados com um novo olhar.

Assim, pode começar já a pensar… vai ler o livro primeiro, ou esperar pelo filme?


Clássicos reinventados

O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë

Este romance, o único de Emily Brontë, conta uma história de amor romântico obsessivo com toda a intensidade  e até morbidez  a que este tema se presta, interlaçando-o com questões de classe e de diferença racial. Esta obra, publicada originalmente em 1847 sob pseudónimo masculino, perante um mercado editorial profundamente patriarcal, é um clássico adaptado já múltiplas vezes ao pequeno e grande ecrã. Desde o filme a preto e branco de 1939, ao clássico dos anos 90 com Ralph Fiennes e Juliette Binoche, até uma interpretação de Luis Buñuel em 1970, e mais recentemente, a versão de 2011, que gerou alguma polémica com a sua adaptação livre e conceptual do texto original. A última proposta, de Emerald Fennell vai ainda mais longe. O filme da realizadora de Saltburn, com data de lançamento marcada para 14 de fevereiro do próximo ano, promete uma experiência altamente estilizada e provocadora que, como é típico da realizadora, traz a sexualidade para o primeiro plano.

Tendo em conta a controvérsia moral que acompanhou a publicação do livro original, com o seu cru retrato da degradação moral das personagens… talvez esta adaptação seja a derradeira herdeira da história de Brontë: cabe a nós leitores decidir.
 


 

Frankenstein, de Mary Shelley

A história do monstro de geração humana, ou um ‘Prometheus moderno’, nas palavras do subtítulo original de Mary Shelley, é mais uma história que se tornou parte do inconsciente coletivo da humanidade. Na veia das adaptações dramáticas e estilizadas de clássicos do terror, como o Drácula de Robert Eggers (Nosferatu, 2024), agora é a vez de Guillermo del Toro, que nos propõe um Frankenstein com elevados valores de produção e, como já é expectável deste realizador, um investimento empenhado na estética e caracterização (com Jacob Elordi a passar até 10h antes de cada filmagem a ser transformado no monstro titular). A história imaginada por Mary Shelley é considerada por alguns o primeiro livro de ficção científica, e tem recebido especial atenção nos últimos anos enquanto peça de literatura feminista, por expor a voz de uma autora num mundo literário patriarcal, e explorar temas como a criação da vida e o poder desenfreado através desse olhar feminino. Algumas adaptações desta história refletem esta interpretação, como o livro Poor Things do autor escocês Alasdair Grey (adaptado ao grande ecrã em 2023), e o filme Bride! de Maggie Gyllenhaal, com lançamento previsto para o próximo ano, dedicado à criatura feminina criada para fazer companhia ao monstro original.

Para já, pode ver o trailer do filme de del Toro, que estreou no fim de agosto no Festival Internacional de Cinema de Veneza, e terá lançamento global na Netflix a 7 de novembro:
 



 

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

De seguida, temos mais uma proposta da Netflix, desta vez comprometida com a fidelidade ao original e o tom ‘clássico’. O objeto desta adaptação? Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, talvez o mais célebre retrato das convenções sociais e do amor romântico na Inglaterra do início do século XIX. Publicado em 1813, o romance tem uma componente de sátira social, e rapidamente conquistou gerações de leitores com o olhar mordaz de Austen sobre classe, género e casamento… assim como com a química inegável entre Elizabeth Bennet e o Mr. Darcy (com alguma liberdade criativa podíamos até considerá-lo um primeiro exemplo do trope 'enemies to lovers'). A história já foi adaptada inúmeras vezes — desde o clássico filme de 1940 até ao (muito amado pelos fãs) filme de 2005 com Keira Knightley e Matthew Macfadyen, sem esquecer versões mais ousadas e modernas, como Orgulho e Preconceito e Zombies (também baseado num livro) e até O Diário de Bridget Jones.

Agora, a plataforma de streaming prepara-se para revisitar este ícone literário com uma nova minissérie de 6 episódios que promete frescura e irreverência, mantendo o romance do texto original, com estreia prevista para 2026 — veja as imagens de produção já disponibilizadas:


 

Thrillers e Policiais

Caught Stealing, de Charlie Huston

Caught Stealing é um thriller frenético que mergulha o leitor (e agora o espectador) numa Nova Iorque caótica e algo sombria. O protagonista, Hank, é um bartender desencantado com a vida, após o fracasso da sua carreira de jogador de basebol, e não sabe no que se está a meter quando aceita tomar conta de Bud, o gato do vizinho. O que parece uma responsabilidade banal rapidamente o envolve numa espiral de violência, perseguições implacáveis e encontros com mafiosos russos: todos parecem querer algo dele, e Hank ainda não percebeu bem o quê exatamente. Publicado em 2004, este foi o romance de estreia de Huston e o primeiro volume de uma trilogia que conquistou fãs pelo ritmo alucinante, diálogos perspicazes e o retrato de Nova Iorque quase como uma personagem por si só.

A nova adaptação cinematográfica, já nos cinemas, promete um noir moderno irresistível, cheio de sarcasmo e adrenalina:
 

 

A Mulher do Camarote 10, de Ruth Ware

Para os amantes de um thriller mais sério e desconcertante, Ruth Ware traz-nos A Mulher do Camarote 10, uma história claustrofóbica passada num cruzeiro de luxo que depressa se transforma num cenário de pesadelo. Lo Blacklock, uma jornalista em busca de afirmação profissional, testemunha — ou acredita ter testemunhado — uma mulher a ser atirada borda fora, pela janela do camarote 10. O problema? Todos garantem que ninguém esteve nesse camarote. Publicado em 2016, o livro tornou-se um bestseller graças à sua cadência viciante, atmosfera opressiva e reviravoltas de cortar a respiração, consolidando Ware como uma das vozes mais fortes do suspense contemporâneo.

A nova adaptação cinematográfica, com estreia marcada para 10 de outubro, adota uma estética elegante e sombria e traz Keira Knightley no papel principal: a performance da atriz submerge-nos no tormento psicológico da auto-dúvida de Lo perante o gaslighting, manipulação e secretismo da elite milionária que a rodeia.
 


O Clube do Crime das Quintas-Feiras, de Richard Osman

O Clube do Crime das Quintas-Feiras refresca o género policial com os seus quatro detetives improváveis: um grupo de reformados que se reúne semanalmente para investigar crimes prescritos — até que acabam, sem querer, envolvidos num caso real. Publicado em 2020, o livro tornou-se um fenómeno mundial graças ao seu humor britânico afiado, o carisma dos quatro detetives geriátricos (mas que não devem ser subestimados…) e ao equilíbrio perfeito entre mistério clássico estilo Agatha Christie, e uma abordagem moderna, movimentada e irreverente.

A adaptação da Netflix estreou no fim de agosto, e promete manter o charme irresistível da obra original: um elenco de luxo, cenários idílicos e um olhar terno sobre a amizade e o envelhecimento, com muito sentido de humor. Ideal para ver com uma manta e uma chávena de chá por perto.
 

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