C. J. Tudor: “Quero que as pessoas me vejam como uma escritora por mérito próprio.”

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2020-02-13 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

C. J. Tudor

C. J. Tudor

C. J. Tudor é natural de Salisbury e cresceu em Nottingham. Vive em Sussex com o marido e a filha pequena. O seu amor pela escrita, em especial pelo macabro e pelo sinistro, manifestou-se desde cedo. Enquanto os jovens da sua idade liam Judy Blume, ela devorava as obras de Stephen King e de James Herbet. Ao longo dos anos, teve empregos tão diferentes como jornalista estagiária, empregada de mesa, autora de textos radiofónicos, empregada de loja, voz off, apresentadora de televisão, redatora publicitária e agora escritora. O Homem de Giz e Levaram Annie Thorne são os seus livros anteriores.

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Nunca foi uma aluna brilhante e resolveu deixar a escola aos 16 anos. Foi empregada de mesa, passeou cães, apresentou programas de televisão, teve uma filha e tentou publicar um livro durante mais de uma década - projeto continuamente rejeitado pelas editoras. Só aos 46 anos, Caroline Jane Tudor cumpriu o vaticínio que lhe havia sido feito, trinta anos antes, pelo professor de inglês: “Se não te tornares uma autora de bestsellers vou ficar muito desiludido.” E não o desiludiu: o seu primeiro livro, O Homem de Giz (2018), tornou-se imediatamente um dos livros mais vendidos. O seu novo livro, Os Outros, que acaba de chegar às livrarias, serviu de mote para uma conversa com a autora.

 


 

De onde vem a atração pelo terror e pelo sobrenatural? 

Eu sempre me senti atraída por histórias assustadoras, fantasmas e monstros. Culpo o Scooby Doo! Li Agatha Christie quando era nova e isso originou o meu gosto pelos mistérios e crimes. Depois, aos doze anos, descobri Stephen King. Nunca mais voltei atrás! 

 

Precisamente, a comparação com Stephen King é referida desde a publicação da sua primeira obra, O Homem de Giz. Isto traz uma responsabilidade acrescida? Ou sente uma necessidade de afastamento para criar a sua própria identidade, longe da sombra do Rei do Terror

É um elogio maravilhoso e uma grande honra. Quero dizer, se é para ser comparado a alguém, Stephen King (o nosso grande contador de histórias dos tempos modernos) é muito bom. Contudo, claro, quero que as pessoas me vejam como uma escritora por mérito próprio, com uma voz própria e com as minhas próprias histórias para contar. Eu acho que o livro Os Outros realmente consegue isso.

 

Os Outros parece, de facto, divergir um pouco dos seus outros trabalhos, na medida em que a narrativa é passada, em grande parte, na estrada. Como nasceu a ideia para este livro?

A ideia surgiu-me quando estava a conduzir a caminho de casa e me vi presa no meio do trânsito na autoestrada. Era tarde e eu estava atrás do mesmo carro há quilómetros. Um carro velho e com vários autocolantes desbotados na janela traseira. A minha mente começou a divagar e dei por mim a pensar: o que aconteceria se aparecesse de repente uma cara na janela traseira? E se fosse alguém em apuros, como, por exemplo, estar a ser raptado? Então a minha mente entrou de imediato num pensamento obscuro: e se fosse minha filha a ser levada para longe num carro estranho quando na verdade deveria estar na cama em casa?

 

Sem desvendar muito da história, o que nos pode dizer acerca do grupo que se auto-intitula Os Outros?

Os Outros podem ser qualquer pessoa: eu, tu, os teus amigos ou vizinhos. Em essência, são todos. Mas o foco é um site na dark web. Um local onde, se perdeu um ente querido e se sente injustiçado, pode solicitar ajuda ou um "favor", como eles dizem. Mas, depois de pedir a sua ajuda, fica em dívida para com eles. E o preço a pagar é de facto muito alto.

 

 

 

"Os Outros podem ser qualquer pessoa: eu, tu, os teus amigos ou vizinhos. Em essência, são todos."

 

 

É impossível ignorarmos o protagonismo que têm as crianças e adolescentes nas suas histórias. Porquê essa presença constante?

Eu gosto de escrever sobre crianças / adolescentes e da sua perspetiva. Mesmo estando cada vez mais perto dos cinquenta anos, ainda me sinto muito próxima do meu eu mais jovem. Ainda me lembro vividamente daquele constrangimento, daquele sentimento de não me encaixar realmente; de querer crescer mas desejar continuar a ser uma criança. Também me interessa bastante a visão inocente das crianças porque podem ser muito, muito sombrias.

 

Se tivesse de escolher ser uma personagem de um dos seus livros, que livro escolheria habitar e porquê?

Hummm. Acho que talvez Beth, de Levaram Annie Thorne. Partilho o mesmo estilo de roupas e gosto musical!

 

O que está na sua mesa de cabeceira neste momento?

We Begin at the End, de Chris Whittaker, e The Herd, de Andrea Bartz.

 

Que autor(es) mais a influenciou(aram)?

Agatha Christie, Stephen King, Harlan Coben e Michael Marshall Smith.

 

Pode dizer-nos algo acerca do seu próximo livro?

Chama-se The Burning Girls e passa-se numa pequena vila no Sul de Inglaterra. Há quinhentos anos, oito mártires protestantes foram queimados vivos na vila. Há trinta anos, duas adolescentes, Merry e Joy, desapareceram sem deixar rasto. Agora, o reverendo Jack Brooks chegou à vila; um pai solteiro e a filha de quinze anos. Depois de deixar uma igreja anterior em desgraça, Jack espera que a nova posição seja uma oportunidade de encontrar alguma paz. No entanto, paz é a última coisa que Jack encontra. Em vez disso, alguém parece determinado a garantir que a história sangrenta da vila não seja esquecida. Quando parece que o destino dos mártires pode estar relacionado com o desaparecimento de Merry e Joy, Jack é impelido a descobrir a verdade.

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