Hoje, dia 5 de maio, celebra-se o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data foi definida pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e celebrada pela primeira vez em 2020, depois de, em novembro de 2019, a UNESCO a ter consagrado como tal.
Este idioma, falado por mais de 265 milhões de pessoas pelos cinco continentes, é dos mais falados no hemisfério sul. Como tal, existem inúmeras variações históricas, regionais e sociais que originam diferentes registos de palavras e expressões, o que faz da nossa língua rica e diversa.
Ainda assim, apesar de não ser imutável, existem regras de base que servem de guia, mesmo quando as variações linguísticas são acentuadas, para que todos os falantes da língua se consigam entender.
Há dez anos
atrás
Esta expressão, quando inclui a palavra atrás, torna-se redundante porque, se a ação aconteceu há uns tempos, significa obrigatoriamente que é passado. Logo, o atrás não é necessário, pelo que existem duas formas de dizer: há dez anos ou dez anos atrás.
Queria? Já não quer?
O queria, pretérito imperfeito, é usado para fazer um pedido de forma cordial e educada ou para expressar um desejo. Assim, e uma vez que queria é a primeira ou a terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo do verbo querer, a formulação queria está correta.
Á/À
Muitas vezes, este erro deve-se a uma traição do teclado, que nem sempre tem as teclas tão funcionais quanto desejado, ou a uma confiança de que o corretor vai emendar isto. No entanto, há que ter isto em atenção para que não se deixe passar este erro. À é a junção da preposição a com o artigo definido a. Á só pode ser usado num contexto muito específico e, por norma, nem vem escrito desta forma. De facto, á é a forma extensa para se escrever a letra A, tal como bê é a da letra B. Assim, e para que a mensagem passada seja bem recebida por quem a for ler, regra geral, quando se quer referenciar esta letra escreve-se letra A, e não Á.
Com certeza
Escreve-se sempre separado. Concerteza é errado. Da mesma maneira que se escreve sem certeza, deve escrever-se com certeza.
Estes são alguns dos erros transversais a toda a língua portuguesa, que devem ser evitados. No entanto, há sempre que ter em conta que, dependendo da região, país ou cidade, determinadas palavras, expressões ou conjugações verbais não estão necessariamente erradas, apenas estão a ser utilizadas conforme o local de onde provêm os falantes. Há que ser compreensível. Afinal… somos mais de 265 milhões.