5 escritores contemporâneos franceses que precisa mesmo de conhecer

Por: Beatriz Sertório a 2023-11-22 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

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Dans Ces Bras-Là
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Sarah, Susanne Et L'Ecrivain
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Triste Tigre
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De Noite Todo o Sangue é Negro
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Comme Un Empire Dans Un Empire
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Um golpe de estado em 248 páginas

Há livros que são armas, tijolos que quebram muros, machados que quebram o mar gelado em nós (Franz Kafka), um “tiro de pistola entre a multidão” (André Breton). Portugal e o Futuro de António de Spínola foi um desses livros. Publicado dois meses antes da Revolução sem sangue que mudou para sempre o nosso país, o livro do então militar acabou por ser a arma, a “pedrada no charco”, o “rastilho” (António Valdemar) que colocou em movimento as engrenagens da mudança. Agora, no 50º aniversário da Revolução e da publicação do livro que lhe deu início, João Céu e Silva traça aquilo que descreve como “a biografia de um livro” com O General que Começou o 25 de Abril Dois Meses antes dos Capitães (Contraponto).

Vamos falar de amor

Para os que amam a cara metade, amor é cumplicidade, é paixão. É ser uma alma em dois corpos, falar com o olhar, sonhar com o para sempre. É um passeio de mão dadas, um filme romântico a dois no sofá. É doce, é quente.

As dedicatórias de livros mais românticas de sempre

Uma tradição que se mantém desde a Roma Antiga, embora nem sempre com o mesmo propósito (ver De onde vêm as dedicatórias dos livros?), as dedicatórias de livros tornaram-se numa das formas mais especiais de um escritor prestar tributo ou expressar o seu amor por alguém. Embora os pais continuem a ser os principais destinatários — segundo um estudo publicado em 2006 —,  vários autores imortalizaram as caras metades nas suas dedicatórias, algumas capazes de rivalizar com os mais belos poemas de amor.

Em França, já fazem cabeçalhos e esgotam exemplares, mas em Portugal ainda pouco ou nada se fala sobre eles. Se tem por hábito ler em francês, a nossa vasta seleção de livros em língua francesa é uma ótima oportunidade de ficar a conhecer o que de melhor se escreve nos países francófonos antes de chegar aos holofotes internacionais. Tome nota destes cinco nomes que ainda vão correr o mundo.

 

Camille Laurens

Atual membro do júri do prémio Goncourt, Laurence Ruel, mais conhecida pelo pseudónimo Camille Laurens, nasceu em 1957 e conta já com mais de uma dezena de obras publicadas. Destas, apenas duas foram traduzidas para português, em edições atualmente esgotadas. Ganhou notoriedade em França depois de ganhar o prémio Femina no ano 2000 pelo romance Dans ces brás-là onde se dedica a uma obsessão assumida: os homens; do primeiro ao último  pai, avô, filho, irmão, amigo, amante, marido, chefe, colega  na ordem ou na desordem do seu aparecimento na sua vida.

Para além da ficção, Camille Laurens é autora de vários ensaios onde estuda, entre outros assuntos, a representação da mulher na arte e a medida em que o feminino é tabu na consciência colectiva.

 

Éric Reinhardt

Foi por pouco que Éric Reinhardt, de 58 anos, não arrecadou o Prémio Goncourt 2023. Sarah, Susanne et l’Écrivain, o seu nono romance, foi apontado por vários críticos e alguns membros do júri como o favorito para vencer, mas a Academia considerou que Veiller sur elle, de Jean-Baptiste Andrea, apelaria a um público mais vasto. Didier Decoin, membro da Academia Goncourt é, contudo, o primeiro a admitir que ambos os livros são excelentes, e que “a culpa é dos autores que são demasiado talentosos”. Neste seu mais recente romance, Reinhardt conta as histórias complexas e entrelaçadas de mulheres que lutam para se libertarem de maridos medíocres e dominadores: Sarah, uma dona de casa insatisfeita que abandona temporariamente o marido, e Susanne, o seu duplo fictício, criado por um escritor que Sarah admira.

 

Neige Sinno

Entre os finalistas do Prémio Goncourt 2023, encontrava-se igualmente Neige Sinno, de 46 anos, com o romance Triste Tigre, Foi, contudo, o grande vencedor do prémio Femina 2023, que contava entre os finalistas na categoria de romance estrangeiro o igualmente premiado Misericórdia de Lídia Jorge. Nele, a autora relata de forma duramente pessoal o abuso sexual do padrasto “numa espécie de rebelião ensandecida”, nas suas palavras. Entre a obra de Sinno, conta-se La Vie des Rats, um livro de contos editado em 2007, e o romance Le Camion, de 2018. Triste Tigre, o terceiro livro, já teve cinco reedições e terá vendido mais de 80 mil exemplares em França. Nas palavras da jornalista Alice Develey, “é uma autópsia, um ensaio, uma confissão. Resiste à categorização”.

 

David Diop

Nascido em 1966, de uma mãe francesa e um pai senegalês, David Diop tornou-se conhecido do público português com De Noite Todo o Sangue é Negro, vencedor do International Booker Prize em 2021. No entanto, o resto da sua obra ainda não foi editada em Portugal. O seu primeiro romance 1889, L'Attraction Universelle, publicado em 2012, acompanha a viagem de uma delegação de onze pessoas do Senegal à Exposição Universal de 1889, em Paris. Inesperadamente, acabam por ir parar a um pequeno circo em Bordéus, onde o diretor tenta obrigá-los a participar num espetáculo de negros. Por sua vez, o seu mais recente romance La Porte du voyage sans retour trata da obsessão de um francês pelo destino misterioso de um escravo fugitivo no Senegal, tendo como pano de fundo a ocupação colonial francesa. A guerra e a violência da mesma sobre os corpos negros é um dos temas recorrentes na sua obra ainda curta mas notável.

 

Alice Zeniter

Curiosamente, a multipremiada Alice Zeniter ainda não se estreou no mercado literário português. Romancista, tradutora, argumentista, dramaturga e diretora, começou a escrever com apenas 16 anos e desde então ganhou o prémio Prix Renaudot des lycéens pelo seu terceiro romance, Juste avant l'Oubli, e o Prémio Goncourt des lycéens pelo quarto, L'Art de Perdre. No seu mais recente livro Comme un empire dans un empire, conta a história de Antoine, um assistente parlamentar, e L, uma hacker, duas pessoas que dedicaram as suas vidas a um compromisso político, oficial ou clandestinamente. O resultado é uma reflexão original e impactante sobre o significado de dedicar uma vida à política nos dias de hoje.

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