A longlist para o International Booker Prize 2023 já saiu, revelando os pré-finalistas deste prémio. Com um painel de júris composto por Leïla Slimani, Uilleam Blacker, Tan Twan Eng, Parul Sehgal e Frederick Studemann, esta lista será reduzida a 6 livros a 18 de abril e o vencedor será premiado a 23 de maio.
Hoje, partilhamos consigo 13 curiosidades sobre os 13 livros que compõem a longlist.
1. Existem livros originais de 11 idiomas diferentes. Destes, três estão nomeados pela primeira vez, sendo eles: búlgaro (Time Shelter, de Georgi Gospodinov), catalão (Boulder, de Eva Baltasar) e tâmil (Pyre, de Perumal Murugan).
2. Dos 13 autores nomeados, Amanda Svensson (A System So Magnificent it is Blinding) é a mais nova, com 35 anos, e Maryse Condé (The Gospel According to the New World) é a mais velha, com 89.
3. Maryse Condé e o seu tradutor, Richard Philcox, são a primeira equipa de marido e mulher alguma vez nomeada para o prémio. Condé, que tem uma desordem neurológica degenerativa que afeta a visão, ditou The Gospel According to the New World a Philcox, que depois o traduziu para inglês.
4. Maryse Condé já foi selecionada para este prémio em 2015. Para além desta autora, o alemão Clemens Meyer (While We Were Dreaming) também já foi nomeado em 2017.
5. O livro Whale, de Myeong-kwan Cheon, foi publicado pela primeira vez na Coreia do Sul em 2003.
6. Nichola Smalley, para além de ser a tradutora de A System So Magnificent it is Blinding, trabalha também na editora And Other Stories, que publicou o título Boulder.
7. O continente com maior representação neste prémio é a Europa, com 8 nomeações, repartidas por países como a Bulgária (Georgi Gospodinov), Noruega (Is Mother Dead, de Vigdis Hjorth), França (Maryse Condé e The Birthday Party, de Laurent Mauvignier) Alemanha (Clemens Meyer), Espanha (Eva Baltasar), Ucrânia (Jimi Hendrix Live in Lviv, de Reuben Woolley) e Suécia (Amanda Svensson).
8. O francês é a língua original mais representada, no entanto, dos três títulos franceses, apenas Mauvignier é francês. Maryse Condé nasceu em Guadalupe e Gauz (Standing Heavy) cresceu na Costa do Marfim.
9. Antes de se dedicarem à escrita, tanto Clemens Meyer como Gauz trabalhavam como seguranças.
10. O trabalho de vários autores estende-se para além da escrita: Gauz é fotógrafo, Amanda Svensson é tradutora e Myeong-Kwan é também realizadora de cinema.
11. Svensoon, Gauz e Zou Jingzhi (Ninth Building) são nomeados na sua estreia na tradução para a língua inglesa.
12. O ucraniano Andrey Kurkov escreveu em russo durante grande parte da sua carreira. No entanto, na sequência da invasão russa à Ucrânia, este afirmou que não voltará a escrever em russo.
13. Em 2015, Perumal Murugan disse que iria parar de escrever, quando um dos seus livros foi recebido com protestos. Regressou do seu silêncio auto-imposto em 2017 com o romance Poonachi: Or The Story of a Black Goat.