O mês de outubro traz uma das estreias mais aguardadas do ano (especialmente pelos leitores portgueses): Astérix na Lusitânia, o 41.º volume das aventuras dos mais célebres dos Gauleses.
Escrito por Fabcaro e ilustrado por Didier Conrad, este novo volume marca a primeira aventura de Astérix e Obélix passada em território português, na antiga província romana da Lusitânia. Os autores irão estar no El Corte Inglés, em Lisboa, no dia 27 de novembro para uma apresentação ao público, oferecendo a chance de conhecer estas figuras lendárias da banda desenhada.
Na capa, são-nos revelados alguns elementos familiares: a calçada portuguesa, os azulejos e outras referências culturais que nos transportam para o imaginário nacional. O conteúdo do livro permaneceu envolto em mistério até ao seu lançamento mundial hoje, mas já era sabido que a história começa numa bela manhã de primavera, quando um desconhecido chega à aldeia dos Gauleses: vem da Lusitânia, essa terra ensolarada a ocidente da Hispânia. É um antigo escravo (já conhecido dos leitores por ter surgido em O Domínio dos Deuses), que vem pedir ajuda a Astérix e Obélix, por conhecer os potentes efeitos da Poção Mágica.
Assim começa uma nova aventura que promete aproximar os heróis gauleses dos leitores portugueses. A escolha da Lusitânia como cenário não é apenas uma curiosidade histórica: é a primeira vez que a dupla pisa, em banda desenhada, as terras do Império Romano que hoje correspondem a Portugal.
Com uma tiragem mundial prevista de cinco milhões de exemplares, o livro promete ser um motivo de celebração para todos os fãs de BD. Mais do que uma simples aventura, Astérix na Lusitânia surge como uma feliz coincidência: representa um encontro entre culturas e uma homenagem indireta à história e à cultura do país que recebe os heróis gauleses.
Mas outubro não traz apenas aventuras gaulesas! Há novas leituras de banda desenhada que prometem conquistar leitores de todas as idades:
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Entre elas, destaca-se História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, a adaptação gráfica da obra intemporal de Luis Sepúlveda, que recupera toda a ternura e profundidade da história original, agora através de traços e cores que a tornam ainda mais próxima das novas gerações.
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Outro regresso bem-vindo é Mafalda, a pequena filósofa, onde o humor da personagem criada por Quino continua a oferecer um olhar crítico e atual sobre o mundo.
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Para os amantes de clássicos, O indispensável de Snoopy celebra o 75ª aniversário dos Peanuts e reúne as tiras mais marcantes de Charles M. Schulz, celebrando um dos cães mais icónicos da história da BD.
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Entre as novidades nacionais, Amável, o Pugilista Gentil, de Ozzy, apresenta uma história sobre coragem e empatia, onde a força interior se revela maior do que qualquer golpe.
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E para quem procura leituras que cruzem arte e pensamento, Uma Breve História da Igualdade em BD, a adaptação de Sébastian Vassant e Stephen Desberg a partir do livro de Thomas Piketty, que transforma conceitos económicos e sociais complexos numa narrativa visual envolvente.
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O fantástico Dormindo entre cadáveres recria a experiência real de Luís Moreira Gonçalves, médico português que viveu a pandemia na Amazónia, entre o sonho e o delírio. Com ilustrações de Felipe Parucci, é um testemunho intenso e comovente sobre a fragilidade humana e a sobrevivência em tempos de caos.