A Comunidade Bertrand une livrólicos e bloggers, de diversos quadrantes, com quem partilhamos a nossa paixão pelos livros e desenvolvemos diversas iniciativas, tendo em vista a promoção da leitura. Hoje, juntamo-nos a Rita da Nova e a Joana da Silva, as criadoras do podcast Livra-te, unidas pela amizade e vontade de conversar sobre as suas leituras. Como dizem as próprias: “Duas amigas que só precisavam de uma desculpa para falar sobre o que mais as une: os livros”.
Como tem sido a experiência de fazer um podcast em conjunto? Como surgiu esta ideia?
A ideia surgiu da ausência de podcasts sobre livros, pelo menos na altura. Havia alguns, mas eram quase todos mais sérios e nós soubemos desde o início que queríamos que o Livra-te fosse algo muito descontraído, uma conversa entre duas amigas que partilham o gosto pela leitura, mas que às vezes leem coisas bastante diferentes. Tem sido muito bom gravar o podcast, até porque é exatamente o tipo de conversas que tínhamos, mas agora com um microfone ligado.
O Livra-te já conta com alguns anos de existência — o que é que aprenderam ao longo do desenvolvimento deste projeto que gostariam de ter sabido desde o início?
Talvez tivéssemos criado o Clube do Livra-te e o Discord logo desde o início, mas, por outro, lado foi bom ver que ambas as coisas foram surgindo organicamente, consoante as necessidades e sugestões de quem nos ouve. E depois, claro, algumas coisas mais técnicas ligadas a microfones, faixas de som, etc. — a parte mais chata de ter um podcast.
No vosso podcast têm uma rubrica chamada Livra-te Airlines, sobre livrarias visitadas em viagem. Dos sítios que visitaram para esta rubrica, qual é o destino que mais recomendariam para livrólicos como nós?
Londres e Edimburgo são dois grandes paraísos dos amantes de livros, sem dúvida!
Têm algum episódio favorito do vosso podcast?
Todos os episódios mais caóticos, como aquele em que fizemos uma maratona de 12 horas de leitura ou o da nossa review sobre o livro do príncipe Harry.
Se só pudessem ler um género literário, qual seria e porquê?
A Joana só leria romances porque é o género onde se sente mais em casa, e a Rita optaria pela ficção literária porque é uma forma de fazer batota e conseguir ler diferentes tipos de histórias dentro do mesmo género.
O ano passado a Rita lançou um livro, As Coisas que Faltam, e este ano vai lançar mais um romance, Quando os Rios Se Cruzam. Como tem sido a experiência de publicar um livro e como tens conjugado essa aventura com a presença online? O que é que nos podes contar sobre o teu novo livro?
A experiência tem sido incrível e declaro-me oficialmente como muito sortuda por ter tantas pessoas interessadas nos meus livros. Diria que a minha presença online foi essencial para ajudar a divulgar As Coisas Que Faltam e para ter uma ponte de ligação com os meus leitores. Relativamente ao meu segundo livro, posso dizer que se passa entre Lisboa e Turim, entre 2012 e 2023, e que a questão principal é: num sítio onde podemos ser o que quisermos, quem escolhemos ser?