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Hoje celebramos Agustina Bessa-Luís, uma figura incontornável da literatura e cultura portuguesa do século XX. Foi n’ O poço e a estrada (Contraponto) que mergulhamos para celebrar Agustina.
Embora o mês de novembro seja considerado o pico da temporada de prémios literários, com o anúncio dos nomeados para o Booker Prize e do vencedor do Prémio Nobel da Literatura, não faltam prémios literários nacionais e internacionais para acompanhar durante os restantes meses do ano. Se é um “bookworm” certificado que gosta de se manter atualizado em relação aos livros elogiados pela crítica, em Portugal e lá fora, nada tema: estamos aqui para ajudar. Estes são os cinco livros, nacionais e estrangeiros, que têm dado que falar nos últimos meses, e que merecem a sua atenção.
Se for um verdadeiro “Swiftie”, de certeza que já está habituado a analisar todas as referências escondidas nas letras das canções de Taylor Swift. Mas será que sabe que elas são fortemente influenciadas pela literatura? Na semana em que Portugal recebe a cantora e compositora pela primeira vez, para dois concertos nos dias 24 e 25 de maio, partilhamos cinco livros recomendados por um dos maiores fenómenos de sempre do mundo da música.
“Quanto mais sabemos acerca de alimentação e de nutrição, pior as pessoas comem.” Quem o afirma é Conceição Calhau, uma das mais prestigiadas investigadoras do país na área da nutrição e saúde, e autora do livro Deixemo-nos de tretas – A ilusão da comida saudável. Publicado pela Contraponto no passado mês de abril, este livro pioneiro procura desmascarar muitas das teorias que nos são vendidas sobre alimentação saudável e dietas milagrosas. Afinal, será que devemos mesmo comer tudo cozido e grelhado? Existem realmente alimentos “saudáveis”? Terão as calorias assim tanta importância?
Ícone nova-iorquino, superestrela literária, santo padroeiro da cena literária de Brooklyn… Para várias gerações de leitores, Paul Auster foi isso e muito mais. A sua morte com 77 anos de idade, anunciada no passado dia 30 de abril, fez os cabeçalhos dos jornais do mundo, mas funcionou também como cruel lembrete de como o tempo, tema ao qual dedicou grande parte da sua obra, nem sempre lhe foi favorável. Autor de bestsellers como A Trilogia de Nova Iorque, Palácio da Lua e O Livro das Ilusões, nos quais se debruça de forma recorrente sobre temas como a memória, o envelhecimento, a solidão e a identidade, foi perdendo popularidade perante uma geração entre a qual acredita que: “já ninguém acredita que a poesia (ou a arte) pode mudar o mundo.”
No dia em que celebramos esta pátria tão mais rica e extensa do que o limite das nossas fronteiras que é a da língua portuguesa, partilhamos consigo oito curiosidades sobre a nossa língua que pode encontrar nos livros Almanaque da Língua Portuguesa e História do Português desde o Big Bang, de Marco Neves.
As mães são a primeira casa que conhecemos e a primeira página da nossa história. Em homenagem às verdadeiras heroínas da nossa história, recordamos aquelas que protagonizaram as histórias que lemos.
As palavras são transformadoras. Quando se organiza uma frase de uma determinada forma — o sujeito certo, o predicado pensado com todos os complementos necessários —, o resultado pode sair das páginas, derrubar regimes, criar pensamentos e mudar o curso de décadas. Estes sete livros são exemplos disso: as frases, coladas umas às outras, foram motores de mudança do sistema vigente. As Três Marias, Steinbeck, Adam Smith, Karl Marx, Lung Ying-tai, Simone de Beauvoir e Rachel Carson souberam ser provocadores e originais na medida certa e o resultado foi visível: revolucionaram o seu tempo e o que se seguiu. As teses que deixaram continuam a ser estudadas e debatidas.
Em 1973, José Mário Branco compôs A cantiga é uma arma. Começa assim: “A cantiga é uma arma / Eu não sabia / Tudo depende da bala / E da pontaria”. A palavra cantada pode mover multidões e, entre as linhas de cada partitura, há muitas mensagens que se podem passar. Embora seja impossível dar como certa a relação simbiótica entre a música de intervenção portuguesa e o 25 de Abril, é certo que as mensagens veiculadas por Zeca Afonso, Sérgio Godinho, José Mário Branco, Fausto, entre outros, eram o espelho de um descontentamento que quebrava as fronteiras da música. E isso é e sempre foi verdade: em Portugal e no mundo, há melodias que não saem da memória coletiva e continuam a ser ecoadas por multidões em protesto.
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