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Cabo-verdianos que vivem há muito em Portugal e neto de cabo-verdianos que nunca conheceram Portugal. Também é bisneto de holandeses que mal conheceram Portugal e de africanos que muito ouviram falar de Portugal. Vive em Lisboa, mas não é considerado alfacinha. Terminou a licenciatura na faculdade e vai trabalhar num call center, com outros negros e brancos, pobres e ricos. Budjurra faz parte de uma minoria que, lentamente, vai sendo cada vez menos minoria. É um preto português, muito português, que, ao longo do livro e das aventuras que relata, levanta questões relativamente a temas como racismo, discriminação, estereótipos, igualdade e humanidade, mas também música, rap, identidade — numa Lisboa morena e colorida que é necessário conhecer: «Posso dizer, sem qualquer orgulho, que sou um homem estranho. Tão estranho como a minha alma. […] E assim como os anos e meses fluem no meu espírito bom e impotente, continuo apenas mais um preto muito português.» Com a sua rara humanidade, Budjurra mostra-nos como se vive por dentro da invisibilidade da comunidade africana, como se lida com as narrativas falsas que a envolvem, como se sobrevive aos preconceitos e ao esquecimento.
Ativista, feminista, contestatária. Odeia sopa e adora os Beatles. Há alguém que não conheça Mafalda? Para o seu criador, o argentino Quino (1932-2020), que sempre recusou a fama, podia ser só mais um desenho, mas para gerações e gerações de leitores, esta menina de seis anos tornou-se um verdadeiro ícone, símbolo da luta pela paz, pela igualdade e pela justiça num mundo cada vez mais doente.
Estamos em 1873. A Sra. Eliza Touchet, escocesa, é a governanta — e prima por afinidade — de um romancista outrora famoso, entretanto em declínio, William Ainsworth, com quem vive há trinta anos. A Sra. Touchet é uma mulher de múltiplos interesses: literatura, justiça, abolicionismo, classes, as mulheres do primo, esta vida e a próxima. Mas também é cética, e suspeita que o primo não tem talento; que Charles Dickens, escritor de sucesso e amigo do primo, é um trocista e um moralista; e que a Inglaterra é uma terra de fachadas, onde nada é bem aquilo que parece.
Polo, um adolescente nascido no meio da pobreza e da violência, vê-se obrigado a servir os ricos e a ser explorado pelo seu odioso patrão como jardineiro num condomínio de luxo chamado Paradise - pronuncie-se Paradaise, situado na margem oposta do rio que divide a localidade mexicana de Progreso, onde vive. Aí conhece o obeso e solitário Franco, filho de um advogado influente, com quem estabelece uma amizade momentânea, regada a álcool, cigarros, baboseiras e fantasias.
Ainda não foi desta vez que se escreveu a “bíblia” sobre o 25 de Abril, mesmo que seja o ano em que se comemora meio século sobre o golpe militar dos capitães em 1974. Uma ausência que não impediu a chegada às livrarias de vários e interessantes títulos sobre a Revolução cinquentenária e de muitas reedições de obras dedicadas a Abril, que nos próximos meses podem ser revisitadas ou lidas pela primeira vez.
Se procura uma alternativa ao tradicional ensopado de borrego para o seu almoço de Páscoa, esta receita de Clara de Sousa, autora de livros como A Minha Cozinha e A minha cozinha 2, é uma sugestão infalível. É simples, mas saborosa, com um tempero clássico e irrepreensível. Comece a prepará-la no dia anterior para desfrutar em pleno de todos os sabores. Boa Páscoa!
Depois de se tornar um fenómeno literário em Espanha, “Caruncho” chega às livrarias como o primeiro título do projeto “Sementes de Dissidência” da editora Antígona. Romance de estreia de Layla Martínez, é o primeiro de cinco livros que irão viajar pelo país ao abrigo do programa Europa Criativa, da União Europeia.
Um político de esquerda, progressista, ecologista e com menos de 30 anos desafia-nos com 30 propostas para o país. Miguel Costa Matos é economista e aborda neste livro grandes questões como a reforma do Estado, a saúde da democracia, a educação, a habitação, o crescimento económico e o papel de Portugal no mundo.
Ao longo da tua vida, os teus pais, professores, educadores ensinam-te várias regras: lavar as mãos antes de comer, estar atento na sala de aula, não falar com estranhos… mas há uma regra de ouro que deve guiar a vida de todos nós, independentemente da idade. Chama-se «respeito», por ti, pelos outros e pelo ambiente que te rodeia, e é o tema de Respeitem-se! E Tratem-se Bem, o mais recente livro da autora e ilustradora Lucía Serrano.
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