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5 livros para "alimentar" o cérebro durante as férias escolares

Os livros são para o teu cérebro o que os brócolos são para o teu corpo.  Este “superalimento”, que podes consumir em papel, áudio, ou formato digital, aumenta a tua memória e concentração, melhora a tua saúde mental e ainda te ajuda a compreender melhor os outros, aumentando a tua capacidade de empatia. Se não és fã de comer brócolos, não te preocupes — alimentar o teu cérebro pode ser muito mais divertido! Neste Dia Mundial do Cérebro, sugerimos-te cinco livros para o colocares a trabalhar durante as férias e recordares um pouco do que aprendeste na escola, antes de as aulas regressarem. 

Michel Desmurget: “Não encontrei nada para combater os efeitos negativos dos ecrãs que fosse tão fundamental como a leitura”

Michel Desmurget: “Não encontrei nada para combater os efeitos negativos dos ecrãs que fosse tão fundamental como a leitura”

Depois de, em 2021, ter alertado para o efeito que a exposição aos dispositivos digitais está a ter no cérebro e desenvolvimento das crianças e jovens, no livro A Fábrica de Cretinos Digitais, publicado em Portugal pela Contraponto, o neurocientista Michel Desmurget revela agora que a leitura é o remédio perfeito para combater esses efeitos negativos. No novo livro — Ponham-nos a Ler!, lançado pela mesma editora —, o também diretor de investigação do INSERM (Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica francês) dá a conhecer os benefícios de ler, que é, avisa, “muito mais do que juntar letras, é compreender o que se está a ler”. A leitura é fundamental para desenvolver a linguagem, a concentração e a empatia, e para o sucesso escolar e profissional, tal como é importante para compreender o mundo, e não se deixar enganar pela extrema-direita. “Se quiser ajudar os seus filhos, reduza o tempo passado em frente aos ecrãs e fomente a leitura”, aconselha Michel Desmurget.

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Manifesto pelas Identidades e Famílias, de João Costa | Bula Literária

Este livro é um Manifesto de defesa da liberdade, da diversidade e dos direitos fundamentais, contra tais movimentos. Aqui se desvendam as falácias do suposto ataque à “família tradicional”, sustentadas pelo medo da diferença, pelo mau uso dos valores do cristianismo e pelo regresso a um silenciamento que oprime os que mais lutaram pelos seus direitos.

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Duas ou três ideias sobre “A Geração Ansiosa”

Após mais de uma década de estabilidade e progressiva melhoria, a saúde mental dos adolescentes caiu a pique no início da década de 2010. As taxas de depressão, ansiedade, automutilação e suicídio aumentaram acentuadamente, mais do que duplicando em muitos indicadores. Porquê? É essa a pergunta a que Jonathan Haidt, reconhecido como o “psicólogo mais importante do mundo”, procura responder em A Geração Ansiosa (Dom Quixote).

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Guilhermina Gomes: Tudo são temas para debates

São mais de quarenta anos a trabalhar na edição. O que é ser editor? Eu acho que é cada vez mais difícil responder à pergunta «o que é ser um editor». Quando se trata de um editor independente, ou quando se tratava, o editor orientava-se ou por um modelo mais comercial ou por um modelo mais literário. Quando se orientava por um modelo mais literário ou de maior qualidade, deparava com alguns confrangimentos financeiros, claro, dado que a quantidade de leitores era mais reduzida do que na edição comercial. Era e é. Por isso, tinha de arranjar uma série de meios para fazer chegar os seus livros aos leitores através da mobilização de um ficheiro de leitores atualizado e de uma certa fidelidade. Bom. O enfeudamento à banca, para financiar o negócio, nunca deu resultado com nenhum editor. Mas a independência é a independência, e os editores que têm a sua marca dentro de um grupo editorial prestam contas à administração e aos acionistas.

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O Futuro Recordado, de Irene Vallejo | Bula Literária

A aparente contradição do título deste livro é a premissa central dos curtos ensaios que contém: a certeza de que em cada passo que damos há a marca de um mundo que parece ter ficado para trás no tempo, mas que vive e respira em cada um dos nossos gestos e ideias. Recorrendo aos temas quotidianos da vida atual, Irene Vallejo elabora pequenas peças literárias em que recria um banquete imaginário, dialogando com várias personalidades históricas e com a cultura que elas nos deixaram. São ao mesmo tempo um caudal de erudição despretensiosa e uma homenagem à arte subtil de contar histórias.

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Depois de “Apneia”, o último adeus de Tânia Ganho ao pai

Chama-se O meu pai voava e é o mais recente livro de Tânia Ganho, autora finalista do Prémio Livro do Ano Bertrand 2020 com o romance Apneia, uma história desarmante sobre violência doméstica que arrebatou os leitores portugueses. Sem sinopse e sem anúncio, este seu sucessor apresenta-se ao leitor apenas com o seguinte excerto na contracapa: “Não sei para quem escrevo estas palavras. Para ele, talvez. Desde que morreu, escrevo sem parar. Escrevo para recuperar o fulgor com que ele viveu”.

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Filipa Leal: “A Humanidade ainda está a aprender a falar, [e] a ouvir.”

Para Filipa Leal, mais do que uma forma de dizer, a poesia é “a melhor forma de ouvir alguma coisa” — por isso, a Humanidade tem muito a aprender com os poetas. Nasceu no Porto, em 1979, e desde que aprendeu a escrever, a escrita tem sido a sua única certeza absoluta. Escreve poesia, contos, argumentos para cinema e teatro, e está editada em Espanha, em França, na Polónia, no Luxemburgo, na Colômbia e no Brasil. Das suas obras mais recentes, fazem parte o conto O Vestido de Noiva (Relógio d’Água, 2024), e o livro de poesia Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano (Assírio & Alvim, 2019), obra finalista do Prémio Correntes d’Escritas e semifinalista do Prémio Oceanos, juntamente com Vem à Quinta-Feira (Assírio & Alvim, 2016).

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Um Animal Selvagem, de Joël Dicker | Bula Literária

No dia 2 de julho de 2022, um par de delinquentes prepara-se para assaltar uma grande joalharia na cidade de Genebra. O engenhoso plano em nada se parece com um roubo comum. Vinte dias antes, nas margens do Lago Léman, Sophie Braun está pronta para comemorar o seu quadragésimo aniversário. Tem uma vida de sonho: mora com a família numa mansão cercada pela floresta, num mundo idílico e aparentemente intocável. Contudo, os alicerces desta ilusão estão prestes a estremecer.

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