Pedro Mexia vence Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários da APE

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2019-05-10 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Pedro Mexia

Pedro Mexia

Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972, crítico e cronista em vários jornais, nomeadamente Diário de Notícias (1998-2007), Público (2007-2011) e Expresso (desde 2011), subdiretor e diretor interino da Cinemateca Portuguesa (2008-2010) e vogal do conselho diretivo da Fundação Centro Cultural de Belém (2016-2023). Escreveu regularmente na revista LER. Participou em diversos projetos das Produções Fictícias, como, por exemplo, É a Cultura, Estúpido (Teatro São Luiz); O Eixo do Mal (SIC Notícias); O Inimigo Público (suplemento do Público); Os Culturistas e O Que Fica do Que Passa (Canal Q). Manteve rubricas de cinema na Rádio Renascença (meados dos anos 1990) e na Antena 3 (2015-2016). Foi coautor, com Inês Meneses, de PBX (2015-2023), um programa da Radar e um podcast do Expresso. Publicou oito coletâneas de poesia entre 1999 e 2021. Editou oito volumes de crónicas e o penúltimo, Lá Fora, venceu o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários da Associação Portuguesa de Escritores – APE em 2018, editou cinco volumes de diários e a peça Suécia (2023), a convite do Teatro Nacional São João. A 10 de março de 2025, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

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Nada de Melancolia
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Pedro Mexia venceu, por unanimidade, o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários da Associação Portuguesa de Escritores (APE) com o livro Lá Foraanunciou esta quarta-feira o júri.

Editado em 2018 pela Tinta-da-China, este livro de crónicas reúne, em quase 200 páginas, textos que o autor escreveu sobretudo para o semanário Expresso. No prefácio da obra, António Mega Ferreira refere que “mais do que lugares físicos onde tenha estado, [revela] lugares mentais acerca dos quais pensou”.

 


 

Nascido em Lisboa em 1972, Pedro Mexia tem publicado poesia, crónicas e volumes diarísticos. É definido como “uma das grandes personalidades da cultura portuguesa contemporânea” e já escreveu para o teatro, organizou colectâneas literárias e tem colaborações dispersas pelos media portugueses, como o podcast Governo Sombra.

Para além destes feitos, o autor já passou pela Cinemateca Portuguesa, coordena a colecção de poesia da Tinta-da-China e é consultor para a Cultura da Casa Civil do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (via Observador).

Entre as obras já publicadas, destacam-se Nada de Melancolia (2008), O Mundo dos Vivos (2012), Biblioteca (2015) e Poemas Escolhidos (2018).

Pedro Mexia irá receber o prémio, no valor de 12 mil euros, no próximo dia 30 de maio, em Loulé, cuja câmara municipal é parceira do prémio literário, juntamente com a APE. O júri desta edição contou com Carina Infante do Carmo, professora na Universidade do Algarve, Isabel Cristina Rodrigues, professora da Universidade de Aveiro, e Liberto Cruz, escritor português.

Em edições anteriores, o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários distinguiu José Tolentino Mendonça, com a obra A Noite Abre Meus Olhos (2014), Rui Cardoso Martins e o seu livro de crónicas Levante-se o Réu Outra Vez (2016), e Mário Cláudio com A Alma Vagueante (2017).

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