É um fenómeno nas letras portuguesas. Há quem garanta que é um escritor tocado pelo génio. Começou a escrever de forma banal e sentiu deslumbramento com as palavras. Quando escreve esquece-se do tempo, esquece-se de si. É um pouco obsessivo no seu processo de escrita. Não consegue sequer conceber como se pode escrever um romance de outra forma.
Refere-se à escrita lenta, na qual se reescreve incontáveis vezes cada frase até parecer que foi a primeira que surgiu. Mas não é a escrita que lhe ocupa o lugar de topo da sua vida. Se for necessário, acredita que consegue viver sem escrever. É no verbo dar que encontra alegria e prazer. Por isso, tenta que este seja um dos princípios que rege a presença da escrita na sua vida e nas suas relações.
Publicado e traduzido em mais de duas dezenas de línguas, o escritor natural de Galveias tornou realidade o sonho apenas atingível para alguns – viver da sua escrita e viajar pelo mundo inteiro para falar dos seus livros.
Damos-lhe a palavra…