O escritor José Luís Peixoto foi distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira, atribuído pela Universidade de Évora, uma das mais relevantes distinções literárias em língua portuguesa. A decisão foi anunciada esta semana e resulta de uma deliberação unânime do júri.
Presidido por Antonio Sáez Delgado, o júri destacou “a força criativa da sua ficção, que parte da experiência vital no Alentejo e chega ao mundo inteiro”, sublinhando ainda “uma escrita rica em densidade emocional que aborda temas como identidade, memória, ruralidade e diáspora”. Uma obra que dialoga com questões universais e atravessa fronteiras culturais e linguísticas.
Natural de Galveias, no coração do Alentejo, José Luís Peixoto é reconhecido como uma das vozes contemporâneas mais marcantes da literatura em língua portuguesa. Ao longo do seu percurso literário, construiu uma obra sólida e coerente, onde se destacam títulos como Morreste-me, Galveias, Almoço de Domingo e o mais recente romance, A Montanha, entre muitos outros. Em Portugal, a sua obra é publicada pela Quetzal Editores, estando traduzida em mais de trinta línguas.
Instituído em 1997, o Prémio Vergílio Ferreira distingue anualmente o conjunto da obra de um autor de língua portuguesa com contributo relevante no domínio da narrativa ou do ensaio. Nesta edição, o júri contou ainda com Cristina Robalo Cordeiro, Giorgio de Marchis, Carla Isabel Ferreira de Castro e o crítico literário Frederico Pedreira.
A cerimónia de entrega do prémio está marcada para o próximo 2 de março, em Évora, cidade que, tal como a obra de José Luís Peixoto, ocupa um lugar central na paisagem literária portuguesa.