Louise Erdrich, Elif Shafak, Maggie Shipstead, Ruth Ozeki, Meg Mason e a romancista estreante Lisa Allen-Agostini são as finalistas do Women's Prize for Fiction. O júri do Prémio anunciou quarta-feira, 27 de abril, os romances finalistas escolhidos a partir da longlist de 16 títulos, anunciada em março, e que já tinha sido apurada de entre 175 submissões a concurso para o prémio que distingue anualmente a melhor obra de ficção escrita por mulheres.
A shortlist deste ano engloba uma série variada de temas, que inclui a pertença e identidade, o poder da natureza, o fardo da história, a liberdade pessoal, a irmandade, doenças mentais, fantasmas, violência de género, a oportunidade de renovação.Trata-se de romances que fornecem também cenários globais, que vão da Antártida a Montana e do Chipre a Trinidad e Tobago, destacou o júri. “Fomos brindadas com uma qualidade extraordinariamente elevada de submissões este ano, o que tornou particularmente difícil a redução da lista de 16 para seis romances, mas a lista final contém uma variedade maravilhosa de histórias, assuntos, cenários e autores, desde a experiência de uma mulher nativa americana numa livraria assombrada, a uma aviadora precoce na Antártida”, destacou Mary Ann Sieghart, presidente do júri.
Um dos romances que mais tem prendido a atenção nesta edição do Women’s Prize for Fiction é The Island of Missing Trees (editado em Portugal com o título A ilha das árvores desaparecidas), da escritora turca-britânica Elif Shafak, autora multipremiada e repetente na corrida a este prémio. Também Louise Erdrich se tem destacado, não só por já ter recebido vários prémios, mas por ser considerada umas das mais talentosas escritoras da atualidade e uma das mais importantes dos Estados Unidos, que concorre agora com o romance The Sentence. A autora, que cresceu entre comunidades de origem norte-europeia e nativos-americanos Ojibwa, na base de algumas das suas personagens, tem publicados em Portugal livros como "Pegadas" e "A rainha da beterraba" (Dom Quixote) e Vida de sombras e A casa redonda (Clube do Autor).
Outra autora que se tem destacado é a norte-americana Maggie Shipstead, cujo romance finalista Great Circle chegou também à shortlist do Prémio Booker do ano passado. Da autora, está publicado em Portugal o romance Deslumbra-me (Jacarandá). A par com estas autoras consagradas concorre um romance de estreia, The Bread the Devil Knead, de Lisa Allen-Agostini, escritora de Trinidad e Tobago. A neozelandesa Meg Mason, com o romance Sorrow and Bliss, e a americana-canadiana Ruth Ozeki, com The Book of Form and Emptiness, completam a lista final.
No ano passado, o prémio foi atribuído ao romance Piranesi de Susanna Clarke, entretanto editado em Portugal pela Casa das Letras. Dirigido pela romancista Kate Mosse, o Women's Prize for Fiction visa reconhecer a ficção escrita por mulheres em todo o mundo. Criado em 1992, em Londres, por um grupo de homens e mulheres jornalistas, críticos, agentes, editores, bibliotecários e livreiros, o prémio foi uma resposta ao facto de, no ano anterior, a lista de finalistas do prestigiado prémio literário Booker não ter incluído uma única mulher. Em 1992, apenas dez por cento das finalistas ao Booker Prize tinham sido mulheres. A residência ou o país de origem não são critérios de elegibilidade para o Women's Prize for Fiction, que celebra a criatividade feminina. A vencedora, que será anunciada a 15 de junho, recebe um prémio monetário no valor de 30 mil libras (perto de 33 mil euros).
Fonte: Lusa