As Mães na Literatura

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2019-05-05 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

George R. R. Martin

George R. R. Martin

Trabalhou dez anos em Hollywood como argumentista e produtor de diversas séries e filmes de grande sucesso. Autor de várias coletâneas de contos e noveletas, foi em meados dos anos 90 que começou a sua obra mais famosa, As Crónicas de Gelo e Fogo. É a saga de fantasia mais vendida da atualidade e uma adaptação televisiva de grande sucesso foi realizada pela HBO. Um autor multifacetado, a sua obra estende-se a diversos géneros como o horror, a fantasia, a ficção científica, e a prova disso são os títulos Dying of the Light, Windhaven (com Lisa Turtle), The Armageddon Rag e Sonho Febril. O autor vive em Santa Fé, Novo México, com a sua mulher, Parris.

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Emma Donoghue

Emma Donoghue

Emma Donoghue nasceu em Dublin, em 1969. É duplamente emigrante. Passou oito anos em Cambridge, Inglaterra, a tirar um doutoramento em literatura do século XVIII, antes de se mudar para London, Ontario. Por outro lado, Emma Donoghue também migra entre géneros literários: escreve argumentos assim como novelas históricas e contemporâneas e contos.
O seu bestseller internacional «O Quarto de Jack» foi finalista do Man Booker, Commonwealth e Orange Prizes e premiado com diversas distinções. A autoria do argumento para o filme «O Quarto» valeu-lhe uma nomeação para o Óscar de melhor adaptação de argumento original.

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Louisa May Alcott

Louisa May Alcott

Louisa May Alcott (1832-1888) foi uma escritora, contista e poetisa norte-americana que se notabilizou principalmente na literatura juvenil.
Passou a infância com as suas três irmãs, rodeada de destacados intelectuais, tais como Nathaniel Hawthorne e Henry David Thoreau, amigos do seu pai, que era filósofo e professor. Como a personagem Jo March em Mulherzinhas, a jovem Louisa era muito determinada. Começou a escrever muito nova, aos 8 anos, idade com que já revelava a sua imaginação fértil, dando origem a histórias que encenava com as irmãs. As dificuldades económicas da família levaram-na a procurar trabalho, numa época em que havia poucas oportunidades para as mulheres. Foi professora, costureira, governanta e enfermeira durante a Guerra Civil Americana.
Aos 35 anos publicou aquele que viria a ser o seu mais famoso romance, Mulherzinhas, inspirado na sua própria vida familiar. Escreveu mais de 30 livros, entre romances, contos e poesia. Além do marco que deixou na literatura mundial, a escritora foi conhecida também pela sua atividade cívica, nomeadamente pelas posições que assumiu em defesa da abolição da escravatura, e do direito de voto para as mulheres.

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J. K. Rowling

J. K. Rowling

J.K. Rowling é autora da mundialmente aclamada série Harry Potter. Teve a ideia para escrever as inesquecíveis aventuras de Harry, Ron e Hermione num comboio que viajava atrasado em 1990, e foi nessa altura que a autora concebeu as linhas gerais da série e depois escreveu os sete livros que a compõem, tendo sido o primeiro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, publicado no Reino Unido em 1997. A série demorou mais dez anos a ser completada e foi concluída em 2007, com a publicação de Harry Potter e os Talismãs da Morte. É também autora de três livros cujas receitas revertem a favor de instituições de caridade: O Quidditch através dos Tempos, Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los (a favor da Comic Relief e da Lumos) e Os Contos de Beedle, o Bardo (a favor da Lumos). J.K. Rowling colaborou na escrita da peça de teatro Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - Partes 1 e 2, que deu continuidade à história de Harry, cujo guião foi publicado em livro. Os seus outros livros para crianças incluem os bestsellers O Ickabog e O Porquinho de Natal. É também autora de livros para adultos, incluindo uma série policial bestseller que escreve sob o pseudónimo de Robert Galbraith. J.K. Rowling já recebeu muitos prémios e galardões pelos seus trabalhos. A autora apoia um grande número de causas humanitárias através da Volant e fundou a Lumos, uma instituição de caridade infantil internacional. Para saber mais sobre J.K. Rowling, visite jkrowlingstories.com.

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O Dia da Mãe pretende homenagear as mulheres que são o pilar fundador das nossas vidas. Decidimos ir à procura de algumas das mães mais marcantes na literatura.

De entre tantas possíveis, escolhemos cinco. Mesmo que não cheguem aos calcanhares da nossa.

 


 

SRA. MARCH, EM AS MULHERZINHAS (1868), DE LOUISA MAY ALCOTT

Margaret, ou “Marmee”, é a mãe das quatro irmãs March, figuras principais de um dos clássicos infanto-juvenis mais adorados de sempre. No meio das aventuras de Jo, Beth, Meg e Amy, encontramos uma mãe devota às suas filhas que tem também de lidar com dificuldades financeiras, enquanto o marido está fora, a servir no exército, na Guerra Civil Americana.

Em pleno século XIX, é impossível ficar indiferente à imagem quase perfeita da Sra. March, que educa quatro filhas da melhor forma possível, sozinha, transmitindo-lhes valores e ensinamentos essenciais, sem nunca influenciar as suas escolhas.

 

CATELYN STARK, EM A GUERRA DOS TRONOS (1996), DE GEORGE R. R. MARTIN

Qualquer ávido leitor de As Crónicas de Gelo e Fogo pode garantir que Catelyn Stark merece um lugar de destaque neste artigo e no nosso imaginário. A matriarca do clã Stark, possui uma força indescritível e é capaz de tudo para proteger os seus filhos das conspirações e perigos que os Sete Reinos apresentam.

Ao longo da história criada por George R. R. Martin, conhecemos as diferentes facetas que uma mãe pode assumir, ultrapassando limites em nome das suas crias. Desde a fria e cruel Cersei Lannister, até à imponente e sagaz Olenna Tyrell, a figura maternal é bem representada numa das obras de fantasia mais populares da atualidade.

 

MOLLY WEASLEY, EM HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL (1997), DE J. K. ROWLING

Para além dos seus poderes mágicos, na saga do Rapaz que Sobreviveu, Molly Weasley encantou-nos, acima de tudo, com o seu lado carinhoso e maternal. Mãe de seis rapazes e uma rapariga, o amor de Molly ainda sobrou para Harry Potter, que viu nela a mãe que nunca conseguiu ter com a tia Petunia.

O que há em Molly de ternurento e meigo, vem a dobrar em ferocidade e determinação no que diz respeito aos seus filhos – até porque ninguém se esquece da luta épica entre ela e Bellatrix Lestrange depois de esta tentar atacar Ginny, a Weasley mais nova, na Batalha de Hogwarts.

 

HELEN GRAHAM, EM THE TENANT OF WILDFELL HALL (1848), DE ANNE BRONTË

Anne Brontë utiliza Helen Graham como um reflexo da posição frágil das mulheres na sociedade vitoriana, transformando esta personagem numa das mais revolucionárias para a época. Os rumores dizem que se trata de “uma mulher cruel”, mas Helen é, na verdade, a mulher de um homem alcoólico detestável.

Disposta a proteger o seu filho do progenitor, a personagem principal deste clássico da literatura transforma-se numa feminista dos seus tempos,  disposta a afastar-se do marido e a ganhar alguma fonte de rendimento enquanto pintora – mas acima de tudo determinada a arranjar uma vida melhor para si e para o seu filho.

 

MAMÃ, EM O QUARTO DE JACK (2010), DE EMMA DONOGHUE

É impossível não ficarmos marcados com a Mamã de Jack, a personagem principal desta história que, na função de narrador, torna o enredo ainda mais angustiante. O Quarto sempre foi a vida toda de Jack, o mundo inteiro resumido a quatro paredes, pois nunca conheceu mais nada. O porto seguro de um menino de cinco anos e a prisão ofegante e cruel da sua Mamã, que um dia decide fugir.

Emma Donoghue baseou-se em vários casos de sequestro prolongado para chegar a este livro original e perturbante, mostrando que a coragem de uma mãe não conhece limites.

 

E a sua mãe, também é a melhor do mundo?

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