Alice Vieira celebra os 40 anos do seu primeiro livro e de “uma maneira diferente de escrever para os miúdos”

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2019-07-15 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Alice Vieira

Alice Vieira

Alice Vieira nasceu em 1943 em Lisboa. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente tendo editado na Caminho mais de cinco dezenas de títulos. Em 1979 recebeu o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa; em 1994, o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Foi indicada, por duas vezes, como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen (o mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens). Alice Vieira é uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projeção nacional e internacional. Foi igualmente apresentada por duas vezes, como candidata ao ALMA (Astrid Lindgren Memorial Award).

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Em 1979, nascia Rosa, minha Irmã Rosa . Foi o primeiro livro de Alice Vieira e o primeiro livro da infância de muitas gerações. Passados 40 anos desde a sua publicação, a escritora atribui o sucesso do livro a “uma maneira diferente de escrever para os miúdos” .

Com 76 anos, Alice Vieira já publicou dezenas de livros e vendeu mais de dois milhões de exemplares. Rosa, minha Irmã Rosa é considerada uma das obras de referência da literatura juvenil em Portugal, no meio de outras tantas que escreveu, sobretudo para crianças e jovens, como Leandro, Rei da Helíria   ou Os Olhos de Ana Marta .

“Penso que foi uma maneira diferente de escrever para os miúdos” , afirmou a autora em declarações à Lusa . “Eram histórias reais, eram os sítios que eles conheciam, as personagens e a vida que eles conheciam. Penso que foi isso que os motivou, até hoje, à leitura do livro”

A história de Mariana, a menina de dez anos que descobre um mundo diferente com o nascimento da irmã mais nova, surge por acidente. O objetivo inicial era apenas escrever uma história para os filhos, até ao dia em que o marido, Mário Castrim , soube de um concurso e enviou o livro. “Quando me ligaram para o jornal a dar a notícia, eu disse: ‘Concurso? Prémio? Qual prémio?!’ Nem me lembrava, a sério” , descreve Alice Vieira em entrevista ao Observador

O regulamento do concurso dizia que a obra premiada seria imediatamente publicada pela Caminho . As vendas dispararam e o editor, Zeferino Coelho , pediu-lhe que continuasse a escrever. “Ninguém me descobriu ou me convidou. Não foi: ‘Olha, aquela é capaz de escrever um livro!'” , recorda.

 

Fotografia: Observador

 

Rosa, minha Irmã Rosa não é apenas a história de Mariana, mas uma representação dos filhos de Alice Vieira que, na altura em que a escreveu, estava grávida do terceiro filho. “Eles já tinham nove, dez anos, sempre tinham vivido juntos e eu estava com medo que a irmã ou irmão que estava para nascer viesse alterar isso. E sem eles saberem introduzi aquela história da irmã mais nova, para ver como é que eles reagiam. Pelo meio, tive um desastre complicado e a criança não nasceu, mas foi isso que desencadeou a história” , lembrou.

Depois do sucesso de Rosa, minha Irmã Rosa , a autora escreveu outros dois livros com as mesmas personagens: Lote 12, 2.º frente (1980) e Chocolate à chuva (1982) – e a trilogia é ainda motivo de conversa nos encontros com alunos e com adultos, que foram seus leitores na infância.

Em quatro décadas de escrita, Alice Vieira também publicou poesia e romance para adultos, mas é no universo infanto-juvenil que a situam, com várias dezenas de livros, prémios e amizades que duram até hoje.

Olhando para trás, a escritora diz que, com a escrita para os mais novos, cumpre uma promessa pessoal: “Tive uma infância complicada e lembro-me de ter dito para mim própria: ‘Nunca me hei de esquecer disso’. Foi um bocadinho vingança” .

Rosa, minha Irmã Rosa , recomendado pelo Plano Nacional de Leitura , tem agora a sua 34.ª edição publicada pela Editorial Caminho, numa edição comemorativa ilustrada por Patrícia Furtado.

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