Em 1939,
Pablo Picasso
prestou homenagem ao retrato de
Madame Moitessier
, pintado por
Ingres
, no século XIX, ao representar a amante,
Marie-Thérèse Walter
, a ler um livro. Como ele, foram vários os artistas ao longo da história que utilizaram o livro como um adereço nas suas obras; em
Os Embaixadores
(1533), de
Hans Holbein
, os livros nas estantes enfatizavam o papel dos homens, dedicados a Deus e à ciência.
Ainda que, atualmente, os motivos sejam diferentes, há, ainda assim, um propósito na arte por detrás da fotografia, nas imagens atraentes que retêm o olhar do leitor, aliadas à opinião que influencia. É o novo
passa a palavra
digital, onde quanto mais criatividade houver, maiores são as probabilidades de se captar a atenção.
Unidos por um amor comum, há bibliófilos a criar verdadeiros santuários digitais.
James Trevino
(
@james_trevino
) é certamente impossível de ignorar. Conta com mais de 230 mil seguidores no Instagram e o seu
feed
comemora a junção ideal entre a arte e a literatura. Nas suas fotografias, pilhas de livros são transformadas em
Dementors,
da saga de
Harry Potter
, ou numa recriação da obra
Starry Night
(1889), de
Van Gogh
. Em várias entrevistas a jornais e revistas online,
Trevino
garante que o principal propósito é
influenciar alguém a ler
, especialmente as gerações mais novas.
Paralelamente, algumas celebridades decidiram juntar-se também ao
bookstagram
.
Reese Witherspoon
(
@hellosunshine
) e
Emma Watson
(
@oursharedshelf
) criaram clubes literários
online
, maioritariamente centrados em histórias feministas. Com fóruns de discussão e entrevistas regulares aos autores das obras escolhidas, as leituras são partilhadas, em grande parte, no
Instagram
.