Ler ajuda a combater o stress de estar confinado

Por: Beatriz Sertório a 2020-08-25 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Stephen King

Stephen King

Romancista norte-americano, Stephen King nasceu em 1947, em Portland, Maine. Filho de um marinheiro mercante, que abandonou a família em 1950, foi criado pela mãe, em Durham, juntamente com o seu irmão David. A mãe viu-se forçada a trabalhar precariamente para poder sustentar os seus filhos.

Aos seis anos de idade, o jovem Stephen teve de proceder à punctura do tímpano por diversas vezes, experiência dolorosa que nunca conseguiria esquecer. Deu início aos seus estudos secundários na Lisbon Falls High School, onde começou a escrever contos, ao mesmo tempo que fazia parte de um grupo amador de rock. No ano de 1960, Stephen King submeteu o seu primeiro manuscrito para publicação, o qual seria rejeitado. Entretanto, editava o jornal do liceu, The Drum, e escrevia para o jornal local, o Lisbon Weekly Enterprise. Publicou o seu primeiro conto, In A HalfWorld Of Terror, numa fanzine de terror. Em 1970 licenciou-se pela Universidade do Maine e, no ano seguinte, casou com Tabitha Spruce, que também viria a alcançar reputação como escritora. De 1971 a 1974, Stephen King foi instrutor na Hampden Academy, até ter publicado o seu primeiro romance, Carrie (1974), a história de uma rapariga com poderes telecinéticos. Atirou as primeiras páginas do trabalho ao lixo, mas foram resgatadas pela esposa, que o encorajou a prossegui-las. A obra não teve, a princípio, senão um sucesso modesto, mas com a adaptação para cinema e com a publicação do romance Salem's Lot (1976), conseguiu estabelecer-se como importante escritor de literatura de terror. Nos finais do verão de 1974, Stephen King decidiu passar umas férias prolongadas no Colorado na companhia da sua família. De visita ao Stanley Hotel, em Estes Park, chegou-lhe a inspiração para o seu romance seguinte, The Shining (1975), que chegaria a obter versão cinematográfica pela mão de Stanley Kubrick, em 1977. Nessa época, segundo confissão do próprio autor, tinha a braços problemas de abuso de álcool e drogas. Na segunda metade dos anos 70, Stephen King começou a publicar uma série de romances sob o pseudónimo Richard Bachman, de que Rage (1977) e The Long Walk (1979) são exemplos. Em junho de 1999, o escritor ficou gravemente ferido em consequência de um atropelamento por uma carrinha. Não obstante, no mês seguinte começou a publicar uma série de folhetins virtuais no seu website www.stephenking.com, sendo o primeiro escritor de gabarito a recorrer ao suporte virtual. Na primeira história, uma vinha sobrenatural começa a crescer numa editora de livros de bolso, trazendo sucesso e riquezas em troca de sangue e carne fresca. Em convalescença do acidente, Stephen King decidiu fazer um balanço do seu início de carreira, com On Writing (2000), obra principalmente destinada a aconselhar potenciais escritores. Stephen King passou a maior parte da sua carreira como romancista em Bangor, no estado do Maine.

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Carlos Ruiz Zafón

Carlos Ruiz Zafón

Carlos Ruiz Zafón (1964-2020) nasceu em Barcelona. Iniciou a sua carreira literária em 1993 com El Príncipe de la Niebla (Prémio Edebé), a que se seguiram El Palacio de la Medianoche, Las Luces de Septiembre (reunidos no volume La Trilogía de la Niebla) e Marina. Em 2001 publicou A Sombra do Vento, que rapidamente se transformou num fenómeno literário internacional. Com O Jogo de Anjo (2008) regressa ao Cemitério dos Livros Esquecidos. As suas obras foram traduzidas em mais de quarenta línguas e conquistaram numerosos prémios e milhões de leitores nos cinco continentes. Carlos Ruiz Zafón viveu em Los Angeles e, além dos seus romances, colaborou em jornais como La Vanguardia ou o El País.

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Javier Castillo

Javier Castillo

Javier Castillo cresceu em Málaga, Espanha, licenciou-se em Gestão de Negócios e fez Mestrado em Gestão da ESCP Europe em Madrid, Xangai e Paris. Trabalhou como consultor de finanças corporativas. O Dia em que Perdemos a Cabeça, o seu primeiro romance, vendeu mais de 275 000 cópias, cruzou fronteiras — em Itália, prepara-se um grande lançamento — e será publicado no México e na Colômbia, além de Portugal. Os direitos audiovisuais foram adquiridos para a produção duma série televisiva.

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Com a impossibilidade de sair de casa para mais do que o estritamente essencial, e o cancelamento de eventos culturais e desportivos, foram várias as pessoas que se voltaram para a  leitura durante os meses de confinamento. Para alguns, leitores habituais, estes meses apenas lhes possibilitaram ter mais tempo livre para se dedicarem a esta paixão. Mas, para outros, não tão habituados a ler, os livros e a leitura afiguraram-se-lhes como uma inesperada fonte de conforto, ou uma necessária distração, em tempos conturbados. 


Em Espanha, a empresa Conecta Research & Consulting, com o apoio do Centro Español de Derechos Reprográficos (CEDRO), elaborou um estudo para a  Federación de Gremios de Editores de España sobre o papel do livro e da literatura durante o período de confinamento. Das 1.200 entrevistas telefónicas a residentes em Espanha, com mais de 14 anos de idade, concluíram que os espanhóis leram mais durante o confinamento, tendo-se verificado um aumento de 7% na percentagem de leitores semanais durante este período (de 50% no período pré-confinamento para 57%). Já no número médio de horas de leitura por semana, registaram um aumento de 90 minutos, tendo aumentado de 6:50h para 8:20h.


 

O aumento no número de leitores frequentes durante o confinamento verificou-se principalmente nas mulheres e nos mais jovens. Entre as razões que justificam este aumento, destaca-se o facto de terem passado a ter mais tempo livre. Outros, apontaram a necessidade de encontrar uma distração relativamente ao que se passava à sua volta. Afirmou uma das mulheres entrevistadas: “Para desconectar um pouco do problema, voltei a descobrir o prazer da leitura”.

Seja qual tenha sido a razão para ler durante o confinamento, 82% dos interrogados afirmaram que a leitura os ajudou a lidar melhor com esta situação. Ao analisar as preferências destes leitores, concluiu-se que o livro em papel foi o meio de leitura preferido durante este período, sendo que 83% dos interrogados afirmaram terem lido maioritariamente em papel, enquanto apenas 38% optaram pelo livro digital (preferencialmente, em e-readers e, em último lugar, no telemóvel). Entre os autores mais lidos durante este período, encontram-se no TOP 5, Carlos Ruiz Zafón, Javier Castillo, Stephen King, Ken Follett e Dolores Redondo. Por sua vez, os cincos livros mais lidos foram, em primeiro lugar, os livros da série O Cemitério dos Livros Esquecidos (da qual fazem parte A Sombra do VentoO Jogo do AnjoO Prisioneiro do CéuO Labirinto dos espíritos, do recentemente falecido Ruiz Zafón, O Dia em que perdemos a cabeça, de Javier Castillo, os livros da saga de Harry Potter e de Os Jogos da fome e,  em quinto lugar, o livro recentemente publicado pela editora Planeta, Rainha Vermelha de Juan Gómez-Jurado.

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