Procurou exílio no Brasil, em 1959, e, mais tarde, haveria de se naturalizar brasileiro. No Brasil, tornou-se professor de literatura e doutorou-se em Letras, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara, em São Paulo.
Em 1965, um ano depois do início da ditadura militar brasileira,
Jorge de Sena
e a família haveriam de mudar novamente de país, desta vez para os Estados Unidos. Primeiro, para norte, para o estado do Wisconsin, onde foi professor da universidade. Depois para a soalheira Califórnia, onde foi diretor do Departamento de Espanhol e Português e do Programa de Literatura Comparada, na Universidade da Califórnia.
Regressou a Portugal depois do 25 de abril, mas a estadia foi curta. A relação com Portugal, a sua pátria, seria sempre complicada, tal como o próprio referia na sua poesia: “
porque eu não mereço a pouca sorte de ter nascido nela
“.
Faleceu a 4 de junho de 1978, sem nunca ter feito as pazes com o seu país. Grande parte da sua obra haveria de ser publicada a título póstumo, por vontade da mulher,
Mécia de Sena
.
Celebramos o centenário do nascimento de
Jorge de Sena
da melhor forma: recordando a poesia do homem que dizia escrever “
como se escrever fosse respirar
“.