Hoje celebra-se o Dia Mundial da Família, uma efeméride instituída pela Assembleia Geral da ONU a 15 de maio de 1994, com o objetivo de promover a consciencialização sobre questões relacionadas com a família e a compreensão sobre a forma como são estas afetadas por processos sociais, económicos e demográficos. Como forma de assinalar esta data, revisitamos algumas das famílias mais inesquecíveis da literatura.
SETE FAMÍLIAS INESQUECÍVEIS DA LITERATURA
1. Os Maias: talvez a família mais famosa da literatura portuguesa. Eça de Queiroz, em Os Maias, remete-nos para uma história geracional desta família: Afonso da Maia, o senhor da família; Pedro da Maia, frágil sem nunca superar a fuga da mulher com um príncipe napolitano; Carlos Eduardo e Maria Eduarda, irmãos separados pela fuga da mãe que se apaixonam um pelo outro, desconhecendo a sua relação familiar.
2. Os Lannister: na saga de A Guerra dos Tronos são símbolo de poder e impiedade nos Sete Reinos. Liderados por Twyn, os irmãos Lannister entram num jogo mortal que os leva ao trono, numa procura de poder sem limites.
3. Os Montecchios e os Capuleto: são os protagonistas de uma das tragédias mais conhecidas da literatura. A guerra entre estas poderosas famílias italianas é o centro da ação da história de Romeu e Julieta, de William Shakespeare, e nem o amor que unia estes dois foi suficiente para evitar um fim trágico.
4. Os Badaró: Jorge Amado, em Terras do Sem Fim, narra as disputas pelas terras do Sequeiro Grande. O sucesso desta família é cimentado com sangue e lama, tornando-a temida por todos.
5. Os Malfoy: mais do que Potter ou Weasley, o apelido Malfoy é aquele que mais receio e impacto causa nos demais em toda a saga Harry Potter. De forma semelhante aos Lannister, esta família liderada por Lucius, é considerada a mais poderosa e temida na comunidade de bruxos e bruxas.
6. Os Karamázov: uma família que marca os clássicos da literatura russa. Fiódor Dostoiévski, em Os Irmãos Karamázov, apresenta uma família disfuncional composta pelo pai Fiódor Karamázov e os seus três filhos – Dimitri, Ivan e Aliócha.
7. Os Buddenbrook: Esta família alemã, foi eternizada pelas mãos de Thomas Mann, no seu primeiro romance que conduziria ao Prémio Nobel, em 1929. Burgueses abastados, cujo poder e domínio são construídos sobre a fraude, a hipocrisia e a alienação.