Comunidade Bertrand | O Diário de uma Despenteada

Por: Raquel Fonseca a 2024-08-14

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Aquorea - Inspira
19,45€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
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O Principezinho
5,50€
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PORTES GRÁTIS

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Onde Está o Bolinha?
12,90€
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PORTES GRÁTIS

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Romeu e Julieta
18,00€
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PORTES GRÁTIS

A Comunidade Bertrand une livrólicos e bloggers de diversos quadrantes, com quem partilhamos a nossa paixão pelos livros e desenvolvemos diversas iniciativas, tendo em vista a promoção da leitura. Hoje, juntamo-nos a Margarida Azeredo, a perfeitamente imperfeita autora do blogue O Diário de uma Despenteada e do Instagram @odiariodeumadespenteada, no qual partilha as suas leituras e conversa com autores.


Como surgiu a ideia de entrar na comunidade digital dos livros com O Diário de uma Despenteada? Qual é a missão que guia este projeto?

Devo confessar que a ideia inicial não foi minha. Eu tinha uma conta de Instagram aberta, na qual partilhava algumas coisas sobre o meu dia a dia e ia testando ferramentas de gestão de redes sociais. Mas, durante o confinamento, tudo mudou. Uma amiga minha desafiou-me a transformar a página num bookstagram. O primeiro passo foi o rebranding, mudei totalmente a página e adotei o Despenteada, um apelido que por brincadeira me chamavam no trabalho, por causa dos meus caracóis. Inicialmente, queria apenas partilhar as minhas leituras e mostrar que ler "não era uma seca". Cresci com esse estigma de que quem lia muito era totó e antissocial e, por isso, queria muito mostrar que era um hobbie como todos os outros, quem lia não tinha de seguir o padrão, não tinha de ser marrão. Hoje em dia, já está na moda, por isso, podia dizer que a minha missão está completa, no entanto, a página foi evoluindo, e também a sua missão. Como comecei a estar mais atenta ao mercado editorial, acabei por ir descobrindo autores e leituras que há uns tempos nunca teriam passado por mim. Por isso, tomei como "missão" dar voz aos autores portugueses e passar a mensagem de que não há livros certos ou errados, nem leituras fáceis ou difíceis, nem melhores ou piores leitores, cada um tem o seu ritmo e o seu gosto pessoal, e está tudo bem. Não entendo frases como “só és um leitor a sério se leres clássicos” ou “tu lês livros fáceis, por isso, lês muitos livros por ano”. Somos sortudos por viver numa era em que há tantos livros disponíveis para ler, por isso, porque havemos de nos julgar uns aos outros pelas leituras?

 

[...] não há livros certos ou errados, nem leituras fáceis ou difíceis, nem melhores ou piores leitores, cada um tem o seu ritmo e o seu gosto pessoal, e está tudo bem.


Que blogues e contas literárias segue religiosamente? 

Seguir blogues e contas literárias cria muitas necessidades, a começar pelo podcast Vale a Pena, da Mariana Alvim, a cada episódio, aumenta a lista de livros que quero ler... Quanto a páginas literárias, além do vosso blogue, Somos Livros, gosto muito do conteúdo do @somos_o_que_lemos, tem fotografias incríveis e ótimas opiniões, adoro os vídeos da @ritanobremirawriter (para mim, são os mais originais de sempre), passo todos os dias pelo @andreiamoitablog, além de ser fã das recomendações literárias, já tenho umas quantas viagens na lista por causa dela... Também vejo amiúde a página da @Nicinha_books, porque lê muitos thrillers e policiais e tem um gosto muito parecido ao meu. A @anetadadulce é uma conta recente na minha lista, além das recomendações, tem diretos mensais muito interessantes com autoras portuguesas. Outra página que visito muitas vezes é a da @saraentrepalavras, que além de boas recomendações, tem um clube do livro solidário que vale mesmo a pena conhecer.

 

A Margarida tem uma rubrica chamada Diário de Autores, em que convida autores para conversas exclusivas. Há algum autor que tenha sido particularmente especial ter a oportunidade de conhecer e porquê? 

Já são três temporadas de conversas, fazendo a retrospetiva, acho que aprendi com todos, sobretudo porque depois da entrevista os conheci pessoalmente, alguns acabaram por se tornar meus amigos e fazem hoje parte da minha vida (não) literária. Escolher apenas um seria injusto, até porque são estas entrevistas que me motivam a continuar com o projeto, tenho conhecido pessoas únicas. Os autores portugueses fizeram-me sair completamente da minha zona de conforto nas minhas leituras, uma vez que, para os entrevistar, faço questão de ler sempre os livros deles. Posso partilhar que não lia fantasia até ler o Aquorea, da M. G. Ferrey, que passei a ler muito mais romance e que a não ficção deixou de ser apenas True Crime. A própria rubrica só existe graças a um autor, o Bruno Franco. Conheci-o por acaso nas redes sociais, quando estava a promover o seu primeiro livro. Foi aí que comecei a pensar que, como o Bruno, havia muitos mais autores que estavam encarregados da sua divulgação e que, se não tivessem tanto jeito como ele, se calhar, não os chegava a conhecer... O Diário de Autores nasceu desta necessidade que senti em conhecer um pouco mais sobre os nossos autores.


Na rubrica Os Livros da Julieta, podemos seguir as sugestões da sua jovem companheira de leituras. Além das novidades que destaca, existe algum livro da sua infância que mal pode esperar por partilhar com a Julieta? Qual é o seu processo de escolha de livros para esta rubrica? 

A rubrica começou antes de ela nascer. Na altura, já lhe lia os livros que escolhia para a biblioteca dela, por isso, posso dizer que aquele livro que queria mesmo partilhar já partilhei, O Principezinho. Aliás, é o livro que partilho com todos os bebés à minha volta. Outro livro que fiz questão de lhe comprar logo foi Onde Está o Bolinha? Lembro-me de o ler sentada no chão da Biblioteca de Alferrarede, na altura, algumas abas já estavam coladas com fita-cola, mas eu adorava. A primeira vez que lho li chorou, assustada, quando lhe fiz a voz do leão. Agora, quero partilhar todos os livros que possa e incentivá-la a ser uma boa leitora. Quando chegar a altura, irá herdar a minha coleção dos livros Uma Aventura, aquele clássico que marcou a minha geração. Escolher livros para a Julieta é um desafio, porque tento encontrar um equilíbrio entre as histórias e os livros educativos. Tento não falar apenas de livros de histórias, mas também de livros adaptados à idade dela que ajudam a estimular o crescimento como, os livros de contraste, puzzles, primeiras palavras... Este ano, na Feira do Livro de Lisboa, pu-la a escolher o livro que queria de prenda no Dia da Criança e foi muito engraçado.


Enquanto leitora, gosta de manter os livros imaculados ou é adepta dos cantos dobrados, frases sublinhadas e notas à margem? 

Enquanto leitora, confesso que sou bas tante desprendida dos meus livros. Interessa-me é ler, tanto que estou sempre pronta para emprestar livros. Antigamente, se não tinha nada para marcar o livro, depressa dobrava a página; hoje em dia, já não o faço, há pouco tempo, descobri que gosto de sublinhar e marcar livros. Culpo a E. L. I. T. E. por isso! Nenhuma das seis costumava marcar, sublinhar ou anotar em livros e então lançamo-nos o desafio, cada uma trouxe um livro que passou por todas e foi lido e anotado; hoje, aqueles seis livros estão a ficar verdadeiras obras de arte.


Qual é o livro da sua vida? 

Tenho vários... Por isso, custou-me escolher apenas um. Mas, se tiver mesmo de escolher um, é o Romeu e Julieta. Foi dos livros que mais me marcou quando o li; recordo-me de que na altura, li uma versão adaptada para jovens e a partir daí fiquei apaixonada pela história. Voltei a lê-la mui tas mais vezes, aliás, é a história que mais vezes li na vida. Curiosamente, só tive o meu próprio exemplar no ano passado, quando o Clube do Autor mo ofereceu, por ser esse o nome da minha filha. Aliás, ela é Julieta por causa do livro.

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Para que lhe sobre mais tempo para as suas leituras.