Faz hoje 100 anos que Amadeo de Souza-Cardoso faleceu, deixando para trás um legado importante para a arte em Portugal. Deixamos-lhe 10 factossobre o artista, para que o possa recordar.
1. Amadeo de Souza-Cardoso nasceu a 14 de Novembro de 1887 em Manhufe, freguesia de Mancelos, no concelho de Amarante;
2. Frequentou o liceu (em Amarante) e a Academia de Belas-Artes de Lisboa, em 1905, integrando o curso de Arquitetura, que não terminou;
3. Aos 19 anos, partiu para Paris, onde viveu durante 8 anos e conheceu artistas como Modigliani, Brancusi, Archipenko, Juan Gris, Robert e Sonia Delaunay;
4. Em Paris, frequentou ateliers preparatórios para o concurso de admissão às Beaux-Arts parisienses, tendo ainda como destino a arquitetura, tendo vindo, no entanto, a dedicar-se exclusivamente à pintura;
5. Trabalhou como caricaturista para periódicos portugueses como O Primeiro de Janeiro, dedicando o seu tempo livro à pintura, à caça e aos passeios a cavalo;
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Amadeo de Souza-Cardoso, Procissão Corpus Christi, 1913 (Coleção CAM - Fundação Gulbenkian).
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6. Em 1912, publicou o álbum XX Déssins, composto por gravuras e reproduções de desenhos a tinta-da-china concebidos nesse ano. Publicados numa tiragem total de 530 exemplares, os XX Déssins tornaram-se um dos primeiros grandes momentos de afirmação internacional do artista português;
7. Em 1913, tomou parte, com oito obras, no Armory Show, nos Estados Unidos da América, aí restando algumas das obras expostas, hoje patentes ao público nos museus americanos;
8. Em 1914, encontrou-se em Barcelona com Gaudí, e partiu depois para Madrid onde foi surpreendido pela guerra, razão pela qual decide voltar a Portugal;
9. Casou, no Porto, com Lucia Pecetto, que conhecera em Paris em 1908, e, de volta a Portugal, cultiva a amizade com Eduardo Viana, os Delaunay (que, entretanto se haviam instalado em Vila do Conde) e elementos do grupo Orpheu, tais como Almada Negreiros e Santa Rita Pintor;
10. No ano de 1918, uma doença de pele impede Amadeo de pintar e a 25 de Outubro do mesmo ano, morre em Espinho, vítima da «pneumónica» que então grassava em Portugal.