Uma pintora conduz em plena noite sem saber que está prestes a chegar a Betânia — uma espécie de território fora do mundo, habitado por cabras, cães e mulheres que, no entanto, parecem estar à sua espera.
Ela carrega a culpa de uma irmã afogada num desastre de automóvel e não contou a ninguém para onde ia, nem levou telemóvel porque não pensava demorar-se. Detém-se ali apenas porque se perdeu e precisa de gasolina para regressar a casa.
Indicado para: amparar quadros de luto, trauma, dor emocional/psicológica, exaustão, sentimentos de culpa, desorientação, desamparo ou ansiedade; purgar desejo de fuga/escape, isolamento, solidão e de controlo de todos os aspectos do quotidiano; potenciar processos de cura e apaziguamento;
Efeitos secundários: possíveis sentimentos de claustrofobia, estranheza e melancolia; assombro e veneração face ao poder da natureza; aprimorar do espírito comunitário; leitura de libertação prolongada: a introspecção acontecerá durante semanas após a leitura e o emergir de resultados será lento;
Posologia: leitura de dois a três capítulos por dia, de preferência durante o dia e ao ar livre.