Um livro para ler com os olhos e com as mãos

Por: Beatriz Sertório a 2025-04-14

Yara Kono

Yara Kono

Nasceu em São Paulo, Brasil, em 1972.

Começou os seus primeiros sarrabiscos na parede da saleta. A mãe, que de início não ficou nada satisfeita, acabou por ceder aos «dotes artísticos» da filha. Da parede para o papel, do papel para o computador... assim passaram os anos.

Desde 2004 faz parte da equipa do Planeta Tangerina.

Em 2008 recebeu com Isabel Minhós Martins, uma Menção Honrosa no Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados pelo livro «Ovelhinha Dá-me Lã» (Kalandraka).

Em 2010 ganhou o Prémio Nacional de Ilustração, com «O Papão no Desvão», de Ana Saldanha (Caminho).

Em 2013, «A Ilha» (Planeta Tangerina), de João Gomes de Abreu e Yara Kono, ganhou uma Menção do Júri na categoria Opera Prima nos Bologna Ragazzi Awards. No mesmo ano, recebeu uma Menção Especial no Prémio Nacional de Ilustração com o livro «Uma onda pequenina» (Planeta Tangerina).

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A arquitetura, e a leitura são para todos neste livro concebido pela Trienal de Arquitetura de Lisboa e publicado pela editora Planeta Tangerina. Uma Casa é uma Montanha é um Chapéu é um livro acessível sobre “a casa” para aqueles que nunca viram uma, e para os demais.

Um dos primeiros livros sobre arquitetura para os mais novos é também um livro acessível a crianças cegas ou com baixa visão. Com ilustrações em relevo de Yara Kono, da Planeta Tangerina, letras grandes e texto em braille, Uma Casa é uma Montanha é um Chapéu explora a casa e as suas múltiplas formas, como ponto de partida para descobrir e compreender o espaço à nossa volta.

Para crianças entre os 6 e os 10 anos, este livro mostra que a arquitetura não é só para ver — é para tocar, sentir e viver —, e que a leitura pode, e deve, ser para todos. Tal como uma casa, que, antes de ser arquitetada, desenhada e construída, começa por ser sonhada, imaginada e pensada, imagina um mundo mais inclusivo, e convida-nos a construí-lo juntos, um tijolo de cada vez.

 

Braille – O que é e como surgiu?

Criado em 1825, o Braille é um sistema de leitura e escrita em alto relevo, que permite às pessoas cegas ler e escrever de forma autónoma. As letras, os algarismos e os sinais gráficos são representados por uma combinação de seis (ou, em alguns casos, oito) pontos em relevo, que são lidos da esquerda para a direita, com uma ou ambas as mãos. Este sistema deve o nome ao seu impressionante inventor, Louis Braille, que perdeu a visão em criança e o começou a desenvolver com apenas 15 anos. No dia no seu nascimento, a 4 de janeiro, celebra-se anualmente o Dia Mundial do Braille.

 

Aprende o alfabeto braille

Sendo um sistema de escrita, o braille também tem o seu próprio alfabeto. Consegues escrever o teu nome em braille? Imprime a imagem abaixo e utiliza cores para assinalar os pontos em relevo.

 

Aprende o alfabeto braille - atividade. Sendo um sistema de escrita, o braille também tem o seu próprio alfabeto. Consegues escrever o teu nome em braille? Utiliza cores para assinalar os pontos em relevo.

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