Se a adolescência já é difícil por ser uma fase em que as emoções parecem estar sempre à flor da pele, na era digital, tudo se torna ainda mais intenso. As redes sociais aproximam-nos, mas também nos afastam, de nós próprios e dos outros. E a comparação torna-se no maior inimigo da confiança, quando começamos a medir o nosso valor através de likes, seguidores ou da vida aparentemente perfeita dos outros.
Nestas alturas, desligar os dispositivos e abrir um livro pode ser verdadeiramente terapêutico. Sobretudo, um que te convida a abrandar, a olhar para dentro e a escrever. Foi isso que os psicólogos Rute Agulhas e Pedro Aires Fernandes procuraram fazer com Adolescentes (s)em rede (Booksmile). Com a ajuda da ilustradora Diana de Oliveira, criaram um diário que ajuda os jovens a desenvolver ferramentas para viver uma adolescência mais tranquila, com menos ansiedade.
Abordando temas como o autoconhecimento, as emoções ou as relações, a partir de vários exercícios e atividades, este diário dá-te a mão e acompanha-te neste caminho atribulado para a vida adulta; como um espaço seguro para expressar o que sentes, para “ser” em vez de “parecer”, sem julgamentos nem filtros.
Mais do que um livro, é um apelo para te desligares da rede que te consome diariamente, e te reconectares à rede que realmente importa: a dos teus amigos e família que te apoiam sempre que precisas. E, acima de tudo, uma oportunidade para te reconectares contigo mesmo e perceberes que, mesmo sem rede, nunca estarás sozinho.
Sabias que…
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Segundo um estudo de 2023, a dependência das redes sociais é um problema identificado entre 86% dos jovens portugueses?
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36% dos jovens e 44% das raparigas de 15 anos afirmam estar em contacto digital constante com amigos, no entanto, isso não os impede de se sentirem sozinhos ou isolados?
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Os sintomas da dependência do telemóvel são semelhantes aos da toxicodependência?
(Fonte: Observador)
A tua rede de apoio social
Nesta era de relações virtuais e parassociais, é importante perceber quem faz parte da tua rede social íntima, e saber distinguir entre amigos reais e virtuais.
Para preencheres a tua rede, começa pelo círculo central com o teu nome e vai adicionando familiares, amigos próximos, colegas e conhecidos, profissionais e membros da tua comunidade e, por fim, amigos exclusivamente virtuais, que não conheces pessoalmente.
Observa atentamente o teu círculo:
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Quem são as pessoas com quem realmente podes contar no teu dia a dia?
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De quem são as opiniões que mais valorizas?
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Quais são as relações que deves alimentar e quais as que não merecem esse investimento?