Podia ser qualquer família. Um dia, os ecrãs chegaram para ficar e mudaram tudo. No caso da família de Uma família (des)ligada (Fábula), o maior lesado foi Biscoito. Era o cão mais feliz do mundo… até ao dia em que os tablets, os smartphones e as consolas entraram lá em casa. De um momento para o outro, o som das gargalhadas foi substituído pelo dos cliques e das notificações. As brincadeiras no quintal deram lugar a horas passadas enterrados no sofá e colados aos ecrãs. E, de repente, já ninguém parecia reparar nele…
Embora seja uma história bem-humorada, com ilustrações cheias de cor, a mensagem de Uma família (des)ligada é séria: nunca estivemos tão ligados ao mundo e, ao mesmo tempo, tão desligados do próximo. Conseguimos comunicar com alguém do outro lado do mundo em segundos, e, ao mesmo tempo, negligenciar a pessoa que está sentada ao nosso lado. Vivemos através de ecrãs, enquanto a vida real acontece lá fora, muitas vezes sem darmos por isso. Fotografamos momentos em vez de os vivermos plenamente.
Até que, tal como nesta história, algo acontece que nos relembra daquilo que é realmente importante. Afinal, as melhores conexões não precisam de wi-fi. E, se desviarmos os olhos dos ecrãs por uns momentos, podemos descobrir, tal como a família de Biscoito, a verdadeira receita para a felicidade: estarmos ligados a nós mesmos, uns aos outros e à natureza. Com menos likes e mais abraços.
5 dicas para desligar em família
1. Criem zonas sem ecrãs
Definam que, em certos lugares da casa, como a sala ou a mesa das refeições, não se usam telemóveis, tablets ou consolas.
2. Definam um “tempo de ecrã” máximo
Determinem um tempo máximo de ecrãs por dia ou por semana, e tentem cumpri-lo juntos.
3. Façam um “dia sem ecrãs”
Uma vez por semana, desliguem todos os dispositivos e aproveitem um dia inteiro de tempo de qualidade em família.
4. Redescubram prazeres analógicos
Andar de bicicleta, cozinhar, cuidar de plantas, desenhar, colorir, brincar com o cão, ler, conversar!...
5. Desfrutem do tempo juntos
As melhores memórias são as que guardamos no coração, e não na galeria do smartphone.