Que histórias vivem nas memórias dos teus autores favoritos?

Por: Bertrand Livreiros a 2023-11-16

10%

Uma Aventura para o Fim das Férias
8,50€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

O brincador
14,40€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

O Meu Cavalo Indomável
16,60€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Toi Toi Toi
15,00€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

Se o cérebro é a casa onde se formam e se alojam as nossas memórias, a escrita, juntamente com outras formas de registo como o vídeo e a fotografia, é onde elas encontram residência permanente. Durante gerações e gerações, vozes de outros tempos e lugares podem comunicar com o presente através de uma máquina do tempo tão simples quanto mágica: os livros. O Ponto de Interrogação convidou alguns dos teus autores de livros infantis favoritos a partilharem algumas das suas memórias mais especiais relacionadas com livros.


Isabel Alçada

O melhor contador de histórias da minha família é/era… O meu pai era um fantástico contador de histórias. Criava enredos com peripécias empolgantes, escolhia nomes especiais para as personagens femininas: Sesaltina, Guilhermina, Albertina… e narrava as histórias com tanta emoção que nos envolvia desde logo, do primeiro ao último minuto.

O primeiro livro que li foi… O primeiro livro com capítulos foi Os Desastres de Sofia da Condessa de Ségur. Li-o em francês, pois aprendi a ler simultaneamente em português e em francês.

O livro que me fez querer escrever histórias foi… Foram muitos! Todos os livros que gostei de ler na infância espicaçaram o desejo de também conseguir escrever histórias.

Uma frase/personagem de um livro da minha infância de que nunca me esqueço… Não me esqueço nunca do adorável Tio Jeremias, de Céu Aberto e Em Pleno Azul de Virgínia de Castro e Almeida, que conversava e viajava com os sobrinhos, mantendo-se disponível e cúmplice na satisfação da curiosidade infantil.

O livro que escrevi que mais gostaria que as crianças continuassem a ler no futuro é… Os livros da coleção Uma Aventura, claro!


Ana M.ª Magalhães

O melhor contador de histórias da minha família é/era… Uma contadora, a querida tia São. Pequenina, velhinha, de cabelos brancos, tinha um extraordinário repertório de histórias tradicionais, e o mais engraçado é que se emocionava a contá-las.

O primeiro livro que li foi…  As Manhas da Raposinha. Não me lembro do nome do autor, nem do enredo, mas guardo comigo a imagem da capa com grande ternura porque ler sozinha um livro inteiro teve sabor a vitória.

O livro que me fez querer escrever histórias foi… Não sei qual foi o livro que me fez começar a escrever histórias. Comecei a inventar histórias para os meus irmãos, quando ainda não sabia ler; mal me apanhei alfabetizada passei a escrevê-las e já na infância era o melhor dos passatempos.

Uma frase/personagem de um livro da minha infância de que nunca me esqueço… A frase “Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje” era o título de um texto do livro de leitura e tornou-se o meu lema para a vida.

A personagem Tiago, do livro As Férias, da Condessa de Ségur, também me acompanhou para a vida, pois quando li esse livro, aos oito anos, prometi a mim mesma que esse seria o nome do meu primeiro filho. E cumpri.

O livro que escrevi que mais gostaria que as crianças continuassem a ler no futuro é…  O livro que mais gostaria que as crianças continuassem a ler no futuro só podia ser um, escolhido livremente de entre os que fazem parte da coleção Uma Aventura.


Álvaro Magalhães

O melhor contador de histórias da minha família é/era… Era o meu pai. Sabia criar um clima... Também exagerava bastante, para criar mais interesse. E ai de quem o interrompesse!

O primeiro livro que li foi… Uma versão de O Pequeno Polegar. Se não foi o primeiro que li, foi o primeiro que me lembro de ter lido. Essa história tocava-me e comovia-me, ou não se tratasse de uma criança abandonada pelos pais.

O livro que me fez querer escrever histórias foi… A Ilha do Tesouro, de R.L. Stevenson. A prosa de Stevenson tem o ritmo natural da respiração. Lemos e esquecemos que estamos a ler.

Uma frase/personagem de um livro da minha infância de que nunca me esqueço… Uma personagem: Sandokan, o tigre da Malásia, um pirata do século XIX que combatia o Império Britânico e a Companhia das Índias.

Uma frase retirada da canção dos marinheiros, em A Ilha do Tesouro: “Dez homens em cima da mala do morto: iôô ôo e uma garrafa de rum.”

O livro que escrevi que mais gostaria que as crianças continuassem a ler no futuro é… O Brincador. É uma reunião de toda a minha poesia para a infância e não só, pois também pode ser lida com proveito por adultos. É a parte mais escondida da minha produção, mas talvez seja a que mais coincide comigo mesmo.


David Machado

O melhor contador de histórias da minha família é/era… O meu pai e o meu avô. As histórias que ouvi deles quando estava a crescer eram as mais variadas, desde relatos das suas próprias infâncias a mitos gregos, passando por contos tradicionais, episódios da História de Portugal e da família.

O primeiro livro que li foi… A História Interminável, do Michael Ende, com sete ou oito anos. Talvez não tenha sido o primeiro que li, mas o primeiro que me fez perceber o nível de complexidade e de imaginação que uma narrativa pode alcançar. Curiosamente, demorei meses a lê-lo, o que deu origem à anedota dentro da nossa família de que se tratava de uma história realmente interminável. 

O livro que me fez querer escrever histórias foi… O Amor nos Tempos de Cólera, do Gabriel García Márquez, pelo domínio absoluto da narrativa e pela forma como usa as frases para brincar com o mundo, sem fazer distinção entre a realidade e a fantasia que os seres humanos permitem que se misture com a realidade.

Uma frase/personagem de um livro da minha infância de que nunca me esqueço… Lucky Luke. Li esses livros durante anos e em cada idade era capaz de me identificar com a personagem de maneiras distintas. Há muito tempo que não abro um livro do Lucky Luke, mas lembro-me dele muitas vezes.

O livro que escrevi que mais gostaria que as crianças continuassem a ler no futuro é… O Meu Cavalo Indomável, publicado pela Editorial Caminho. É um livro de poemas, ou de rimas, no qual há dezenas de histórias, personagens, mundos, conceitos. É uma ótima amostra daquilo que se passa na minha cabeça todos os dias desde que acordo até que vou dormir, uma profusão de ideias que me puxam em múltiplas direções e me atiçam a imaginação.


Catarina Sobral

O melhor contador de histórias da minha família é/era… A minha mãe.

O primeiro livro que li foi… O Clube dos Sete, de Enid Blyton.

O livro que me fez querer escrever histórias foi… Um Livro para Todos os Dias, de Isabel Minhós Martins e Bernardo P. Carvalho.

Uma frase/personagem de um livro da minha infância de que nunca me esqueço… A personagem é o João Sem Medo, d'As Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira. A frase é: “É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir.”

O livro que escrevi que mais gostaria que as crianças continuassem a ler no futuro é… Toi Toi Toi (Orfeu Negro, 2021). 

X
O QUE É O CHECKOUT EXPRESSO?

O ‘Checkout Expresso’ utiliza os seus dados habituais (morada e/ou forma de envio, meio de pagamento e dados de faturação) para que a sua compra seja muito mais rápida. Assim, não tem de os indicar de cada vez que fizer uma compra. Em qualquer altura, pode atualizar estes dados na sua ‘Área de Cliente’.

Para que lhe sobre mais tempo para as suas leituras.