No Dia Mundial da Alimentação, 3 livros para aprender a comer sem desperdiçar

Por: Marta Ribeiro a 2023-10-16 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Desde 1981, é celebrado em todo o mundo o Dia Mundial da Alimentação a 16 de outubro. Este ano, como na roda dos alimentos, é a água que está no centro – o mote é “Água é vida, água é alimento. Não deixar ninguém para trás”. 

A água é essencial à vida – mais de metade de um ser humano é água, o planeta Terra é 71% água. Mas só 3% é doce e uma percentagem ainda menor é própria para consumo. Hoje, cerca de 2.4 mil milhões de pessoas vivem em países com dificuldades no acesso a recursos hídricos. 

A água não é um recurso garantido, por isso devemos melhorar a forma como a usamos no dia-a-dia. A alimentação tem um grande papel no desperdício de água – se comermos melhor, se comprarmos produtos sazonais, locais e frescos, diminuímos a nossa pegada. Ao diminuir o desperdício alimentar e reutilizar alimentos, evita-se a poluição da água.

Neste Dia Mundial da Alimentação, sugerimos três livros para ajudar a conscientizar os mais pequenos sobre desperdício e alimentação.

 

1. Elefantes, Piscinas Olímpicas e... o Combate ao Desperdício Alimentar, de Marta Cancela; il. Hélder Teixeira Peleja

A Sofia e o Xavier são irmãos gémeos, têm 8 anos. Na escola, a professora falou-lhes num assunto muito sério: o combate ao desperdício alimentar e lançou um desafio a todos os alunos: fazer um trabalho de como podiam contribuir para evitar este grande problema para o planeta e que ainda por cima começava dentro de cada uma das nossas casas.

Neste livro são feitas várias comparações com o mundo real para percebermos a dimensão deste problema, de forma a tomarmos consciência e adotarmos medidas preventivas. São dadas algumas pistas, sugestões a implementar, receitas de reaproveitamento, sempre com uma narrativa simples para que as crianças se sintam iguais à Sofia e ao Xavier e ajudem nesta missão.
 

2. A Horta do Simão, de Rocío Alejandro

A primavera chegou! Como todos os anos, Simão decidiu semear as suas cenouras. A primeira coisa que fez foi construir uma cerca em redor da sua horta. Depois preparou a terra…

O coelho Simão plantou muitas cenouras, mas um vizinho sugeriu-lhe que plantasse alfaces, outro tomates, outro beringelas… e a horta cresceu, enchendo-se não só de vegetais como também de agricultores muito especiais: o urso, a galinha, a cabra, a porca, a raposa… O X Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados é um elogio ao trabalho coletivo, à convivência em harmonia e ao contacto com a natureza.

O primeiro livro de Rocío Alejandro, enquanto autora e ilustradora, resultou da inspiração na horta comunitário do seu bairro, destacando-se nele a progressão narrativa do texto, que fornece os passos necessários para criar uma horta. De salientar ainda é a estrutura acumulativa de que se serve para apresentar as personagens que sucessivamente se vão incorporando na história e que estabelecem entre si um diálogo dinâmico, onde o protagonista mostra o seu carácter egoísta e pouco simpático. As ilustrações, de tons ocres e alaranjados em coerência com o cenário da narrativa, recorrem à técnica da estampagem com carimbos.

Pelo caráter universal desta proposta, pela sua clara intenção ecológica e pelos distintos níveis de leitura que proporciona, A Horta do Simão transcende a sua aparente simplicidade para se revelar como uma obra muito completa.
 

3. Os Alimentos, de Yoyo Studios

Quanto deves comer por dia?
Podes comer aranhas?
De onde veio a pizza Marguerita?

Levanta as abas para encontrares respostas a estas e muitas outras perguntas fascinantes.

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