No mundo digital em que vivemos, um livro pode ser um objeto que causa estranheza. Como se liga? Tem palavra-passe? E para avançar o texto para ler, é preciso um rato? São algumas das perguntas que o burro, protagonista de É um livro (Editorial Presença), faz ao macaco quando o vê com este objeto estranhíssimo nas mãos. Afinal, parece que não manda mensagens, não reproduz vídeo nem som, não se liga sequer ao wi-fi … para que serve um livro, então?
É simples. Um livro serve para ler. Mas como? — pergunta o pai da protagonista de Todas as formas incríveis de ler (Oficina do Livro). Lês sentado, debruçado sobre as páginas, ou deitado, com as pernas para o ar? Tomas o teu tempo e mergulhas a fundo em cada história, ou devora-las (literalmente), como O Incrível rapaz que comia livros (Orfeu Mini)? E que tipo de livros devoras? Grandes ou pequenos? Com ou sem imagens? Tristes ou com um final feliz? E fará isso alguma diferença? Um livro (ou, pelo menos, um bom livro) faz perguntas, provoca-nos. Em vez de debitar respostas, genéricas e imediatas, ensina-nos a pensar. Não responde a ordens e a algoritmos, apenas ao leitor e à sua imaginação. E pode ser tudo aquilo que ele quiser.
Tem cheiro, tem textura, tem marcas de cada leitor que o segurou entre as mãos. Leva-te por caminhos inesperados. Faz-te rir, faz-te chorar, muda o teu olhar sobre o mundo. E nem precisa de carregar a bateria. Que tecnologia incrível é um livro!... E as histórias que nos fazem apaixonar por eles.
Um livro é ...
Completa cada uma das colunas atribuindo as frases abaixo no lado correspondente. Depois, preenche os restantes espaços com as tuas próprias ideias sobre aquilo que torna o livro num objeto verdadeiramente único.
Exemplo: "fica sem bateria"; "é atacado por vírus"; "é amigo do ambiente"; "tem cheiro"; "parte se cair ao chão"; "permite-te viver inúmeras vidas".
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