É a altura mais mágica do ano, mas nem todos sentem a sua magia. Neste Natal, estes cinco livros ensinam-te a partilhar o presente mais valioso, o da empatia, e a apreciar as pequenas coisas que realmente tornam esta época verdadeiramente especial: o amor, a família, um abrigo seguro e comida sobre a mesa.
Sem desvios, de Stéphanie Demasse-Pottier
Nesta história tão importante para todas as idades, uma menina passa todos os dias por uma senhora sentada no chão com o bebé pequenino nos braços, e todos os dias desvia o olhar. Sente-se triste e desconfortável, chora muitas vezes em silêncio, até ao dia em que decide finalmente encarar a realidade, sem desvios. Com ela, aprendemos a abrir os olhos, e o coração, para o sofrimento dos outros, e a acreditar que, mesmo os gestos mais pequenos, podem fazer a diferença.
“Um sorriso, um olhar, um gesto, mesmo que muito pequeno, já é alguma coisa.”
O Pai Natal não vive no Pólo Norte, de Afonso Cruz
Depois de ter servido de primeiro capítulo das primeiras edições de Para onde vão os guarda-chuvas, este texto ganhou ilustrações e casa própria num livro de Natal altamente inconvencional. Escrito e ilustrado por Afonso Cruz, com uma ironia singular, é uma espécie de anticonto de fadas natalício, que convida crianças e adultos a refletir sobre o consumismo e a hipocrisia que muitas vezes marcam esta época, e a redescobrir o seu verdadeiro sentido.
Do que Precisas para Não Ter Frio, de Neil Gaiman
Da autoria de Neil Gaiman, autor de Coraline e Embaixador da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, este livro especial não escolhe idades. Escrito em forma de poema e ilustrado por 13 extraordinários artistas, entre eles o ilustrador Oliver Jeffers, é um livro comovente e poderoso, criado para angariar fundos e sensibilizar o público para as dificuldades enfrentadas pelos refugiados em todo o mundo. Um apelo para aquecer o coração daqueles que perderam as suas casas.
“ (…) chocolate / família / amigos / um sorriso / uma palavra amiga / Tu tens o direito de estar aqui.”
O Meu Amigo Andy, de Emma Chinnery
Quando Fofinha, a cadelinha de Carolina, se perde, a ajuda chega de um lugar inesperado: Andy, o cão de um senhor que vive na rua, que veem todos os dias, mas com quem nunca a deixam brincar. Contada através dos olhos da cadelinha, esta história cuidadosamente observada desafia-nos a repensar a forma como olhamos para as pessoas em condição de sem-abrigo, e a desenvolver empatia e compreensão por aqueles que nos rodeiam.
Ernesto, de Blandina Franco
Muita coisa se diz sobre o Ernesto: que é feio, que é estranho, que não sabe falar com as pessoas… Às vezes, as pessoas dizem coisas sobre as outras sem sequer saber bem o que estão a dizer. É o que acontece com o protagonista deste livro: ninguém gosta dele, só porque ele é diferente. Mas será que ele merece mesmo esta solidão? Neste livro profundamente provocador, o final feliz depende da vontade do leitor de olhar além das aparências e escolher a empatia em vez do preconceito.
Sabias que...
Na Dinamarca, todas as crianças entre 6 a 16 anos devem ter uma aula semanal de empatia? Nessas aulas, aprendem a ouvir os outros, a compreender sentimentos diferentes dos seus e a resolver conflitos de forma construtiva, para se tornarem adultos mais tolerantes e empáticos no futuro. Pensa de que forma podes tu praticar a empatia neste Natal?