5 livros infantojuvenis de autores premiados com o Nobel da Literatura

Por: Beatriz Sertório a 2023-11-15 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

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A maior flor do mundo
13,30€
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O Primeiro Barco
14,40€
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Fonchito e a Lua
12,90€
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O Livro das Pessoas Mazinhas
14,95€
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Contos do Foi Assim
16,59€
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A Alma Perdida
19,99€
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José Saramago, o único Nobel da Literatura português, julgava que não era capaz de escrever para crianças. Ainda assim, deixou-nos um clássico da literatura infantojuvenil, A Maior Flor do Mundo, e vários textos seus foram adaptados para um público mais jovem, dissipando assim a fronteira entre os livros para adultos e os livros para crianças. Na véspera do seu aniversário (16 de novembro), sugerimos-te cinco obras de autores premiados com o Nobel da Literatura que, tal como Saramago, procuraram entre as palavras mais simples aquelas que chegariam ao coração dos leitores mais exigentes – as crianças. Qual delas merecia o teu voto?

 

1. O Primeiro Barco, de José Saramago

O Primeiro Barco, o mais recente livro de José Saramago editado, foi um desses casos em que um texto seu, escrito noutro contexto, foi aproveitado e ilustrado para o público infantojuvenil. A 3 de outubro de 1996, a pedido de uns amigos que querem publicar uma coleção de livros sobre o mar, Saramago ensaia no quarto dos seus Cadernos de Lanzarote o prefácio da reedição de José, de Armando Palacio Valdés. Nele, conta a história de um homem que, antes de se lançar pela primeira vez ao mar, no primeiro barco, reflete sobre a imensidão azul à sua frente – uma história que promete agora cativar os leitores mais noves com as ilustrações únicas de Amanda Mijangos.

 

2. Fonchito e a Lua, de Mario Vargas Llosa

O célebre autor peruano Mario Vargas Llosa foi Nobel da Literatura em 2010 e, tal como Saramago, pouco escreveu para crianças. Ainda assim, deixou-nos duas obras imperdíveis para miúdos e graúdos. Em Fonchito e a Lua, um menino descobre como bate o coração com o primeiro amor, e como não há impossíveis quando se gosta muito de alguém – mesmo que essa pessoa nos peça a lua. Fonchito volta a aparecer em O Barco das Crianças, um livro escrito para um público mais juvenil que conta a história da sua amizade com um senhor idoso que todos os dias, ante de o autocarro da escola chegar, lhe conta as aventuras de um barco cheio de crianças que, desde a época das Cruzadas, navega nos mares do mundo.

 

3. O Livro das Pessoas Mazinhas, de Toni Morrisson

Embora este seja o primeiro livro infantojuvenil de Toni Morrisson publicado em Portugal, podemos esperar que sejam publicados mais nos próximos tempos uma vez que escreveu um total de oito. Nobel da Literatura em 1993, juntou esforços com o filho, o ilustrador Slane Morrisson, para compor esta história repleta de otimismo, gentileza e alegria, que apelará tanto aos mais pequenos como aos adultos. Nele, o sábio jovem narrador mostra que a maldade pode ser um sussurro ou um grito, um sorriso ou uma carranca, à medida que a lista de pessoas mazinhas cresce para incluir pais, irmãos e agressores das mais variadas formas e feitios.

 

4. Contos do Foi Assim, de Rudyard Kipling

Rudyard Kipling, Nobel da Literatura em 1907, é mais conhecido por ser o autor do livro que inspirou o clássico filme da Disney, O Livro da Selva. Mas o seu contributo para o público infantil não se ficou por aí. Em Contos do Foi Assim passou a escrito as histórias fantasiosas que contava à sua filha Josephine todas as noites, como tributo tocante após a sua morte por pneumonia com apenas 7 anos. Como foi que o elefante ficou com uma tromba tão comprida? Porque é que o hipopótamo tem a pele engelhada? Estas e outras perguntas sobre caraterísticas de animais serviram de mote para esta obra com histórias bem-humoradas que se tornou num clássico da literatura infantojuvenil.

 

5. A  Alma Perdida, de Olga Tokarczuk

A polaca Olga Tokarczuk é a mais recente Nobel da Literatura da lista, laureada em 2018, juntamente com o austríaco Peter Handke. Nesta obra-prima da literatura infantojuvenil e da ilustração (pela talentosa e igualmente premiada Joanna Concejo), Tokarczuk conta a história de um homem que vivia tão apressado que, sem dar por isso, perdeu a sua alma. Uma reflexão importante sobre a necessidade de desacelerar num mundo que se move a um ritmo cada vez mais frenético, este é um livro que não só as crianças mas também os adultos deviam ler.

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