«Os rapazes não choram» & outras mentiras

Por: Beatriz Sertório a 2020-11-18 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

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É possível que, em casa, na escola, ou entre amigos, já tenhas ouvido comentários como «Os rapazes não choram», «As raparigas não jogam futebol» ou «O cor-de-rosa é para raparigas e o azul é para rapazes». Talvez tenhas sentido que estas frases são injustas ou sentiste vergonha em admitir que pensavas de forma diferente. Existe um nome para este tipo de opiniões: chamam-se estereótipos.


O que é um estereótipo?


Quando pensas no que significa ser rapariga que palavras te vêm à mente? E o que significa ser rapaz? Quando pensamos num determinado grupo de pessoas, temos certas ideias acerca de como elas são ou do que elas gostam, mesmo sem as conhecermos pessoalmente. Já pensaste por que é que, a maior parte das vezes, os rapazes recebem brinquedos como carros ou aviões e as raparigas recebem bonecas ou peluches? Ou porque é que muitas roupas para raparigas têm padrões de flores ou brilhantes, e as dos rapazes têm desenhos de camiões ou dinossauros?


Quando alguém diz que os rapazes gostam de uma coisa e as raparigas gostam de outra está a classificar (estereotipar) dois grupos de pessoas com base no seu género (masculino/feminino). Isto é, está a assumir que todos os rapazes e todas as raparigas gostam do mesmo. Ora, isso não é verdade. Basta veres as diferenças que existem entre cada uma das pessoas no teu grupo de amigos. E é por isto que os estereótipos podem ser prejudiciais. Para além do género, podem ainda existir estereótipos em relação à religião, ao país onde nasceram, ou à cor da pele — neste caso, chama-se racismo.

 

 

O que significa ser rapaz ou rapariga?


Quando nascemos, possuímos algumas características que determinam, biologicamente, o nosso género. Foi por isso que te foi dado um nome de rapaz ou de rapariga, consoante o caso, e é também a razão pela qual as pessoas à tua volta se referem a ti como “ele” ou “ela”. A partir do momento em que somos colocados num desses grupos, os outros criam expetativas em relação a nós com base no nosso género, ou seja, esperam de nós determinado comportamento — são os chamados estereótipos. No entanto, isso não quer dizer que tenhamos de corresponder. Sejas rapaz, rapariga, ou como quer que te identifiques, não existem limites para aquilo que podes fazer, aquilo de que podes gostar ou a pessoa em que te podes tornar.


Existem ainda crianças que se identificam com um género diferente daquele com que nasceram biologicamente, ou que não se identificam com nenhum. Faz parte do crescimento normal e saudável de uma criança explorar e descobrir a sua verdadeira identidade — e esta não é determinada pelas tuas características físicas, pelos teus gostos e interesses ou pelo que os outros pensam de ti. “Rapaz” e “rapariga” são apenas rótulos, como aqueles que encontras nas embalagens dos supermercados. E não há mal nenhum em quereres ser apenas tu.


Como podes ajudar a combater os estereótipos:


A melhor forma de combateres os estereótipos é seres simplesmente tu. Se os outros não te aceitarem da forma que és, por acharem que devias encaixar num determinado grupo, percebe que isso se deve aos seus próprios estereótipos e tu não tens culpa disso. Para além disso, sempre que ouvires alguém criticar outra pessoa e fazê-la sentir-se mal pela forma como ela é, podes tentar falar com essa pessoa, perceber porque é que ela pensa assim e ver se consegues provar-lhe que está enganada. Explica-lhe que cada pessoa é diferente, e é isso que as torna especiais.

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