No ano em que se assinalam 400 anos da morte de Francisco Rodrigues Lobo, poeta natural de Leiria, e um ano desde que um vírus nos obrigou ao isolamento, o Ronda Leiria Poetry Festival procura voltar a "unir o mundo numa linguagem comum: a poesia" (como escreve uma das coordenadoras e curadoras, Celeste Afonso). Entre os dias 12 e 21 de março, mais de 200 participantes oriundos de 40 país organizam entrevistas, conferências, debates, workshops, vídeo-poemas, espetáculos musicais e performances poéticas, online (na página de Facebook do evento), por Leiria e pelo mundo.
O festival chega até mesmo à sala de recobro da vacinação covid, no Estádio Municipal da cidade, onde o ecrã instalado no espaço de espera será dedicado à programação do mesmo, provando assim que a poesia não conhece fronteiras.
Até domingo, dia 21 de março, o último dia do festival e o Dia Mundial da Poesia, podemos destacar iniciativas como entrevistas a poetas internacionais, como Gérard Cartier ou Ida Vitale, uma conversa com o autor José Luís Peixoto, sob o tema "Os poetas, esses filósofos sem sistema", um concurso de poetry slam, e performances musicais de artistas como Luís Tinoco ou Rita Redshoes. Entre os lançamentos, merece uma atenção especial o da revista Acanto, no dia 19 de março, uma revista de poesia que pretende ser um espaço de eleição para a "publicação de autores e textos poéticos, mas também de ensaio, recensão, investigação literária e artística nos domínios da poesia, (...) estando aberta à recepção de propostas provenientes da comunidade de escritores – consagrados ou estreantes".
No Dia Mundial da poesia, a manhã é dedicada às crianças, com uma performance de poesia para os mais pequenos, pela autora de livros infantis, como o Maria Nêspera, Patrícia Martins. À noite, é feita homenagem a Federico García Lorca, o poeta e dramaturgo espanhol que foi também pintor.
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