Esta segunda-feira, dia 4 de maio, foram anunciados os vencedores da edição de 2020 dos Prémios Pulitzer. Nas categorias dedicadas à literatura, foi atribuído o prémio a Colson Whitehead, na categoria de Ficção, Benjamin Moser, na categoria de Biografia, Jericho Brown, na de Poesia, W. Caleb McDaniel, na de História, e ainda a Greg Grandin e Anne Boyer, na de Não Ficção Geral.
Para Colson Whitehead, este é já o segundo prémio Pulitzer, tendo sido premiado pelo romance A Estrada Subterrânea em 2017, tornando-se assim um de apenas quatro escritores que foram homenageados com este prémio duas vezes. Desta vez, contudo, foi The Nickel Boys que lhe valeu o prémio, um romance sobre a segregação racial nos EUA, que o júri do Pulitzer descreveu como "uma narrativa poderosa de perseverança, dignidade e redenção humanas".
Foto: Márcia Foletto/O Globo
Autor de uma biografia sobre Clarice Lispector, publicada em 2017 pela Relógio d'Água, o escritor e historiador Benjamin Moser foi reconhecido com o prémio pela biografia de outra mulher - a autora, professora e ativista, Susan Sontag. Para o júri do Pulitzer, Sontag - Her life and work, obra que nasceu de sete anos de entrevistas e pesquisas nos arquivos da autora, consegue captar o génio e a humanidade de Sontag, bem como "os seus vícios, ambiguidades sexuais e entusiasmos voláteis".
Na categoria da poesia, a obra de Jericho Brown reconhecida com o prémio, foi The Tradition, pela forma como "combina delicadeza com um urgência história" em evocação de "corpos vulneráveis à hostilidade e à violência". Já a W. Caleb McDaniel, vencedor na categoria de História pela obra Sweet Taste Of Liberty, elogiaram a sua capacidade de investigação para recuperar a história de Henrietta Wood - uma mulher que sobreviveu à escravidão e processou o homem que a escravizou.
Por fim, na categoria de História, as obras vencedoras foram The End of the Myth, de Greg Grandin, um livro que "explora o mito americano da expansão sem limites" e reflete sobre a política americana atual, e The Undying, de Anne Boyer, uma "narrativa inesquecível e elegante sobre a brutalidade da doença e do capitalismo no tratamento do cancro na América."
Foto: Benjamin Moser/VICE
O Prémio Pulitzer é um prémio atribuído nos EUA a pessoas que realizem trabalhos de excelência na área do jornalismo, literatura e composição musical. É administrado pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque e foi criado em 1917 por desejo do jornalista e editor húngaro, Joseph Pulitzer que, na altura da sua morte, deixou dinheiro à universidade.