Chimamanda Ngozi Adichie é a "vencedora das vencedoras"

Por: Beatriz Sertório a 2020-11-12 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Chimamanda Ngozi Adichie

Chimamanda Ngozi Adichie

Chimamanda Ngozi Adichie nasceu na Nigéria, em 1977, tendo ido estudar para os Estados Unidos aos dezanove anos. Os seus contos apareceram em diversas publicações e receberam inúmeros galardões como o da BBC Short Story Competition em 2002 e o O. Henry Short Story Prize em 2003. A Cor do Hibisco, o seu primeiro romance, foi distinguido com o Hurston/Wright Legacy Award 2004 e o Commonwealth Writers' Prize 2005, tendo também sido finalista do Orange Broadband Prize 2004 e nomeado para o Man Booker Prize 2004. Meio Sol Amarelo, já publicado pela ASA, venceu, em 2007, o Orange Broadband Prize, o Anisfield-Wolf Book Award e o PEN "Beyond Margins Award". Americanah venceu o Chicago Tribune Heartland Prize 2013. A escritora foi também distinguida, em 2008, com um Future Award na categoria de Jovem do Ano e recebeu uma bolsa da MacArthur Foundation, considerada a "bolsa dos génios", no valor de 500 mil dólares. A sua obra encontra-se traduzida em trinta e uma línguas.
Em novembro de 2020 vence a categoria 'Winner of Winners', do Women's Prize for Fiction, pelo seu romance Meio Sol Amarelo. Este galardão é atribuído a título único e excecional e a autora agradeceu desta forma: 'Sinto-me particularmente comovida por ter sido votada "Vencedora das Vencedoras", uma vez que foi este prémio que inicialmente atraiu os leitores para o meu trabalho – e também me deu a conhecer tantas escritoras talentosas'.

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Treze anos depois de ter vencido o Women's Prize for Fiction (à época, designado como Orange Prize) com Meio Sol AmareloChimamanda Ngozi Adichie volta a ser galardoada pelo mesmo romance, com um dos mais prestigiados prémios literários no Reino Unido — desta vez na categoria Winner of Winners ("vencedor dos vencedores"). Tendo sido considerado pelo público o melhor livro dos 25 anos da história do prémio, foi selecionado a partir de uma lista onde se incluem nomes como Zadie Smith, Lionel Shriver, Rose Tremain e Maggie O’Farrell.

Com a ação centrada na Nigéria durante a Guerra do Biafra, este que é o segundo romance da autora nigeriana, fala-nos do fim do colonialismo, de lealdades étnicas, de classes, raça, do empoderamento das mulheres - e de como o amor tem o poder de tudo subverter. Publicado originalmente em 2006, conta a história de Ugwu, um humilde criado de treze anos a quem o mundo se desvendará pela mão do seu senhor, Odenigbo, que, na intimidade da sua casa, planeia uma revolução. Aclamado pela crítica e pelo público um pouco por todo o mundo, foi considerado um dos 100 melhores livros do século XXI pelo The Guardian, e adaptado ao cinema com Chiwetel Ejiofor e Thandie Newton nos papéis principais, em 2013. 

 

Frame da adaptação cinematográfia de Meio Sol Amarelo, realizada por Biyi Bandele.

 

Sobre o galardão, atribuído a título único e excecional, Adichie afirmou, emocionada: ‘Sinto-me particularmente comovida por ter sido votada ‘Vencedora das Vencedoras”, uma vez que foi este prémio que inicialmente atraiu os leitores para o meu trabalho – e também me deu a conhecer tantas escritoras talentosas.’ Adichie estará à conversa com Kate Mosse, diretora do Women’s Prize, no dia 6 de dezembro, a partir das 19h00. O evento será transmitido online (bilhetes disponíveis aqui).

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