Há diversos estudos científicos que demonstram que ler melhora a nossa saúde. Neste consultório, recheado de estantes, partilhamos consigo as nossas bulas literárias. Dentro dos livros, há remédios para todos os males. Encontre o mais adequado para si, atente aos efeitos secundários e siga a posologia recomendada.
Quem sabe se a (sua) cura não passa por aqui?
Segundo Walter Isaacson , Leonardo da Vinci teve "a boa sorte de nascer fora do casamento" . O facto de ser bastardo permitiu-lhe seguir a sua curiosidade, desenvolvendo a sua veia de artista, arquiteto e inventor. Para além disso, tudo o que aprendeu foi, em grande parte, sozinho. Uma vez, assinou um documento como “Leonardo da Vinci, disscepolo della sperientia” (discípulo da experiência) e tinha, aparentemente, orgulho na sua metodologia única: “Vão dizer que, ao não aprender com livros, não vou conseguir expressar-me corretamente sobre aquilo que quero descrever”, escreveu num dos seus cadernos, “mas não sabem que os meus trabalhos requerem experiência em vez das palavras dos outros”.
Porque, às vezes, tudo o que é preciso na nossa vida é um pouco de inspiração, convidamo-lo a consumir este remédio da mesma forma que Leonardo da Vinci aprendeu praticamente tudo na sua vida: com engenho .
Leonardo da Vinci , de Walter Isaacson
Indicado para: Obscurantismo, curiosidade enfezada, resignação, comodismo, procrastinação, cobardia, monotonia, falta de espírito crítico;
Efeitos secundários: Fascínio pelo método científico, assunção de riscos, rebeldia, incremento da atitude empreendedora, descoberta de novos interesses, pensar fora da caixa;
Posologia: Sem risco de sobredosagem, ler quando e onde lhe apetecer.