As leituras de Pedro Pascal

Por: Bertrand Livreiros a 2023-05-08 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Pedro Pascal é, atualmente, um dos atores mais cobiçados em Hollywood. Depois de ter brilhado em A Guerra dos Tronos, Narcos, The Mandalorian e na série da HBO The Last of Us, o seu nome é agora apontado como quase certo no elenco da sequela de Gladiador. Pascal é também um livrólico assumido e tem partilhado nas redes sociais as suas preferências literárias. Destacamos algumas delas.
 

1.    Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski

Datado de 1866, Crime e Castigo é o primeiro dos grandes romances que Dostoiévski escreveu - já em plena maturidade literária - e, provavelmente, a mais bem conhecida de todas as suas obras. Recriando um estranho mundo em torno da figura do estudante Raskólnikov, atormentado pelas privações e duras condições de vida, este é por excelência um dos livros fundadores da modernidade literária. Pelo inexcedível alcance e profundidade psicológica, sobretudo no que respeita às motivações não conscientes e à aparente irracionalidade dos comportamentos das personagens, Dostoiévski tornou-se uma referência universal na literatura. No Reddit, Pascal afirmou que a obra foi uma das melhores que já leu: "Eu sei que parece algo intelectual, mas, para ser completamente honesto, foi um livro que me prendeu".
 

2.    Watership Down, de Richard Adams

Este livro conta a história de um grupo de coelhos em busca de uma nova casa depois de a invasão do Homem ter destruído o seu lar. Liderados por dois irmãos aventureiros, os coelhos enfrentam provações angustiantes enquanto viajam desde o seu antigo lar, em Sandleford, até uma misteriosa terra prometida e uma sociedade mais perfeita. Segundo Pascal, esta foi uma das histórias mais intensas que já leu.
 

3.    Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez 

«Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.» Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do Dom Quixote ou do Em Busca do Tempo Perdido começam estes Cem Anos de Solidão, obra-prima da literatura contemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Márquez como um dos maiores escritores do nosso tempo. A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.
 

4.    Jane Eyre, de Charlotte Brontë

Considerada uma obra-prima da literatura inglesa, Jane Eyre é um romance da escritora inglesa Charlotte Brontë, publicado no século XIX, mais precisamente em 1847. Jane Eyre é uma autobiografia ficcionada da protagonista que, depois de uma infância e adolescência desprovidas de afecto, se torna preceptora em Thornfield Hall e se apaixona pelo seu proprietário, Mr. Rochester. Plenamente correspondida nos seus sentimentos, Jane julga ter encontrado o amor por que ansiara toda a vida, mas Thornfield Hall esconde um segredo tenebroso que ameaça ensombrar a sua felicidade. Numa atmosfera misteriosa e inesquecível, acompanhamos esta heroína de espírito puro e apaixonado, que trava uma luta interior constante para se manter fiel às suas convicções e a si própria. Uma história sobre a liberdade humana, repleta de elementos dramáticos (incêndios, tempestades, tentativas de homicídio) que compõem uma atmosfera de mistério e suspense.
 

5.    Franny e Zooey, de J. D. Salinger

Franny e Zooey apareceu em livro em 1961. Compõe-se de um conto e de uma novela, publicados inicialmente em separado na revista The New Yorker. Franny e Zooey são irmãos, dois dos sete irmãos da família Glass, cujos membros - todos precocemente adultos, hiperinteligentes, e às voltas com questões existenciais - são personagens frequentes na obra de Salinger. Este díptico - Franny é uma jovem que explica ao namorado o seu interesse religioso como solução para a sua angústia; Zooey discute com a mãe a crise da irmã - que será, em simultâneo, uma história de amor e uma história de fé, resistiu ao tempo e a uma má receção inicial por parte da crítica, e mantém-se na sua essência, meio século mais tarde, um livro atual, e simplesmente brilhante.
 

6.    O Mestre e Margarita, de Mikhaíl Bulgákov

Esta foi a última obra de Mikhaíl Bulgákov. O seu processo de criação foi extremamente conturbado, tendo as ideias iniciais surgido na primeira metade da década de 1920. Após incontáveis vicissitudes, o romance viria a ser concluído por volta de 1940 e publicado vinte e seis anos mais tarde. Inspirado pelos dois temas que marcavam a sociedade russa da época, uma campanha antirreligiosa acérrima e uma forte repressão da produção criativa livre, Bulgákov escreve uma obra que é, em termos de composição, um romance dentro do romance, onde espaços e ambientes se interpenetram com naturalidade. O romance interior, a história da crucificação de Jesus, escrito com um realismo rigoroso, comporta um significado universal e eterno do bem e do mal, da traição, da fidelidade e da tirania, temas que se reproduzem com um carácter mais concreto no romance de moldura - a realidade da grande capital da Rússia soviética, que o autor trata recorrendo a um realismo fantástico profundamente satírico e humorístico. O Mestre e Margarita viria a ser reeditado quinze vezes na Rússia e traduzido para cerca de 180 línguas.
 

7.    The Urge. Our History Of Addiction, de Carl Erik Fisher
 

8.    Don't Look Now And Other Stories, de Daphne Du Maurier
 

9.    Disfruta Del Problema (Relájate Y Goza), de Sebastiano Mauri
 

10.    Todos os livros de Toni Morrison e James Baldwin
 

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